{"id":47979,"date":"2018-08-27T09:59:03","date_gmt":"2018-08-27T12:59:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=47979"},"modified":"2018-08-27T09:59:03","modified_gmt":"2018-08-27T12:59:03","slug":"casos-de-leishmaniose-em-pernambuco-aumentam-72-em-dois-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/casos-de-leishmaniose-em-pernambuco-aumentam-72-em-dois-anos\/","title":{"rendered":"Casos de leishmaniose em Pernambuco aumentam 72% em dois anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Dados da Secretaria Estadual de Sa\u00fade apontam 100 casos da doen\u00e7a no primeiro semestre de 2018. No mesmo per\u00edodo em 2016, estado registrou 58 casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero de casos de leishmaniose confirmados em Pernambuco aumentou de 58 no primeiro semestre de 2016 para 100 no mesmo per\u00edodo deste ano. Os dados s\u00e3o da Secretaria Estadual de Sa\u00fade (SES) e apontam um crescimento de 72% no n\u00famero de casos em apenas dois anos. (Veja v\u00eddeo acima)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No munic\u00edpio de Toritama, no Agreste do estado, um homem de 59 anos morreu com suspeita de leishimaniose viceral. A causa da morte ainda n\u00e3o foi confirmada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o coordenador de zoonoses da SES, Francisco Duarte, o aumento dos casos \u00e9, na verdade, um reflexo do combate \u00e0 subnotifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, atrav\u00e9s do teste r\u00e1pido para leishmaniose dispon\u00edvel nas unidades estaduais de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstamos detectando mais casos da doen\u00e7a e mais precocemente porque implementamos na rede de sa\u00fade o teste r\u00e1pido da doen\u00e7a no ano passado. Antes o exame era mais demorado e mais complexo, o que fazia com que nem sempre fosse identificado\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Duarte, o n\u00famero de c\u00e3es de rua tamb\u00e9m \u00e9 um fator que aumenta o risco da prolifera\u00e7\u00e3o doen\u00e7a nos centros urbanos. &#8220;Diferente de antigamente, quando os casos aconteciam mais no interior, hoje a doen\u00e7a est\u00e1 muito urbanizada. Houve uma adapta\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, com mais c\u00e3es nas ruas, o risco aumenta muito&#8221;, explica o coordenador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duarte explica que o combate e preven\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a \u00e9 feito pelas secretariais municipais, que identificam os c\u00e3es contaminados atrav\u00e9s de dois tipos de exames. &#8220;Ainda n\u00e3o existe vacinas de leishmaniose para os c\u00e3es no Brasil, mas h\u00e1 algumas em teste. Ent\u00e3o \u00e9 feito apenas o controle&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o combate ao mosquito fleb\u00f3tomo ainda \u00e9 um empecilho na erradica\u00e7\u00e3o da leishmaniose, pois os criadouros do mosquito n\u00e3o s\u00e3o facilmente identific\u00e1veis, segundo o coordenador de zoonoses da SES. &#8220;N\u00e3o encontramos larva ou ovos desse tipo de mosquito, n\u00e3o se sabe onde ele reproduz, diferente de outros como o Aedes aegypti. \u00c9 uma grande interroga\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Fernando Duarte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caruaru, Goiana, Santa Cruz do Capibaribe, Tamandar\u00e9, Ouricuri, Petrolina e Carnaubeira da Penha s\u00e3o alguns munic\u00edpios do estado considerados priorit\u00e1rios no combate da doen\u00e7a pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade. &#8220;Essa prioridade n\u00f3s avaliamos pelo alto n\u00famero de casos registrados no passado e pela preval\u00eancia canina nesses munic\u00edpios&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA leishmaniose \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa n\u00e3o contagiosa causada por um protozo\u00e1rio. Ela \u00e9 transmitida pelo mosquito fleb\u00f3tomo infectado, conhecido popularmente como &#8220;mosquito-palha&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ciclo da doen\u00e7a tem in\u00edcio quando uma f\u00eamea que est\u00e1 infectada pica um animal, sendo o mais comum deles o cachorro. O c\u00e3o, no entanto, n\u00e3o transmite a doen\u00e7a para outros c\u00e3es ou para humanos, mas funciona como reservat\u00f3rio da doen\u00e7a. Assim, quando um mosquito macho pica um c\u00e3o infectado e, em seguida, pica um humano, ele transmite a doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Sintomas e tratamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNos humanos, a leishmaniose se apresenta de tr\u00eas maneiras: a cut\u00e2nea, a muco-cut\u00e2ncea e a viceral, sendo a \u00faltima a mais letal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na forma cut\u00e2nea, a mais comum das tr\u00eas, os sintomas s\u00e3o \u00falceras que aparecem na pele, geralmente em regi\u00f5es expostas, como bra\u00e7o, rosto e pernas. J\u00e1 a muco-cut\u00e2nea, al\u00e9m da pele, atinge tamb\u00e9m a mucosa do nariz, boca e garganta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m conhecida como &#8220;calazar&#8221;, o tipo visceral da doen\u00e7a se apresenta com sintomas de febre alta constante, dores de cabe\u00e7a, anemia, perda de peso e aumento do est\u00f4mago (causado pelo aumento do ba\u00e7o e do f\u00edgado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diagn\u00f3stico da leishmaniose \u00e9 feito atrav\u00e9s de exames cl\u00ednicos e o tratamento da doen\u00e7a, atrav\u00e9s de medicamentos. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), a leishmaniose viceral \u00e9 fatal em 95% dos casos que n\u00e3o s\u00e3o tratados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Sa\u00fade informa que casos de leishmaniose podem ser tratados em qualquer unidade de sa\u00fade. J\u00e1 para casos graves, a principal refer\u00eancia \u00e9 o Hospital Universit\u00e1rio Oswaldo Cruz (Huoc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leishmaniose canina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNos c\u00e3es, a doen\u00e7a se manifesta atrav\u00e9s de sintomas como o emagrecimento, fraqueza, anemia, crescimento exagerado das unhas e les\u00f5es na pele ao redor do nariz, dos olhos e nas orelhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os casos confirmados de leishmaniose canina em animais de rua, o protocolo das secretarias de sa\u00fade indica que o c\u00e3o seja eutanasiado. No entanto, para os c\u00e3es que possuem dono, existe um tratamento poss\u00edvel de ser realizado, \u00e0 base de medicamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O tratamento infelizmente \u00e9 caro, longo e poucas pessoas podem custear. Por isso, na maioria das vezes o animal infectado \u00e9 sacrificado&#8221;, explica Francisco Duarte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados da Secretaria Estadual de Sa\u00fade apontam 100 casos da doen\u00e7a no primeiro semestre de 2018. No mesmo per\u00edodo em 2016, estado registrou 58 casos. O n\u00famero de casos de leishmaniose confirmados em Pernambuco aumentou de 58 no primeiro semestre de 2016 para 100 no mesmo per\u00edodo deste ano. 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