{"id":47984,"date":"2018-08-27T10:05:35","date_gmt":"2018-08-27T13:05:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=47984"},"modified":"2018-08-27T10:05:35","modified_gmt":"2018-08-27T13:05:35","slug":"sindicatos-se-reinventam-a-regra-agora-e-enxugar-custos-e-racionalizar-receitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/sindicatos-se-reinventam-a-regra-agora-e-enxugar-custos-e-racionalizar-receitas\/","title":{"rendered":"Sindicatos se reinventam, a regra agora \u00e9 enxugar custos e racionalizar receitas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Desde que a reforma trabalhista entrou em vigor, em novembro do ano passado, determinando o fim da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria, a vida dos sindicatos, federa\u00e7\u00f5es, confedera\u00e7\u00f5es e centrais de trabalhadores n\u00e3o foi mais a mesma. E quando o Supremo Tribunal Federal concluiu, h\u00e1 dois meses, que \u00e9 constitucional a extin\u00e7\u00e3o do desconto obrigat\u00f3rio no sal\u00e1rio dos trabalhadores, percebeu-se que este \u00e9 um caminho sem volta. A regra entre os sindicalistas agora \u00e9 enxugar custos, racionalizar receitas e criar novas fontes de renda para compensar as perdas, que n\u00e3o s\u00e3o poucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados do Minist\u00e9rio do Trabalho, os sindicatos de trabalhadores arrecadaram em maio do ano passado R$ 1,3 bilh\u00e3o. Um ano depois, j\u00e1 com a reforma em vigor, a capta\u00e7\u00e3o de recursos foi reduzida para cerca de R$ 118 milh\u00f5es. Quase 90% a menos. As centrais sindicais, que re\u00fanem sindicatos e federa\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m sofreram o baque. A arrecada\u00e7\u00e3o caiu de R$ 192 milh\u00f5es para R$ 17,5 milh\u00f5es, comparando maio de 2017 com maio de 2018. Restaram cerca de 10% do total. Os sindicatos patronais tamb\u00e9m viram os recursos minguarem de R$ 530 milh\u00f5es (maio de 2017) para R$ 139 milh\u00f5es (maio de 2018), ainda segundo o MT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da Central \u00danica de Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE), Paulo Rocha, admite o baque, mas prefere minimizar os efeitos da queda brusca na arrecada\u00e7\u00e3o. Para ele, o fim do imposto sindical compuls\u00f3rio foi o aspecto mais leve da reforma trabalhista, mas, no imagin\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o, foi o mais forte. \u201cJ\u00e1 havia a ideia de que os sindicatos s\u00f3 se interessam por dinheiro e n\u00e3o fazem nada e, sem esse dinheiro, o sindicato acaba, o que n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d, diz. Paulo afirma que algumas entidades n\u00e3o sofreram grandes perdas. Ele cita o exemplo dos sindicatos de servidores p\u00fablicos federais, estaduais, e boa parte dos municipais. \u201cNesses sindicatos \u00e9 comum a exist\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. Muitos associados j\u00e1 optaram pela contribui\u00e7\u00e3o mensal que, ao nosso ver, \u00e9 a ideal, mais do que o imposto sindical obrigat\u00f3rio.\u201d Os mais afetados, na vis\u00e3o de Paulo Rocha, foram os sindicatos ligados \u00e0s empresas privadas, em que, diz, muitos empregados se sentem desconfort\u00e1veis em autorizar o desconto mensal de contribui\u00e7\u00e3o, que fica entre 0,5% e 1% do sal\u00e1rio, dependendo do estatuto. \u201cAlguns trabalhadores relatam persegui\u00e7\u00e3o dos empregadores a quem se filia com desconto em folha\u201d, afirma Rocha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O l\u00edder da CUT afirma que deveria ter havido um tempo de transi\u00e7\u00e3o para o fim do imposto. \u201cN\u00f3s defend\u00edamos a cria\u00e7\u00e3o de uma taxa negocial, um percentual definido em assembleia por \u00eaxito em campanhas salariais. Mas n\u00e3o, o imposto foi cortado sem nada que o substitu\u00edsse.\u201d Paulo refor\u00e7a que os sindicatos n\u00e3o v\u00e3o acabar, mas muitos ter\u00e3o que se adequar a esta nova realidade, focando no convencimento de suas categorias \u00e0 filia\u00e7\u00e3o e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. A CUT-PE re\u00fane 200 sindicatos laborais em todo o Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Suzineide Rodrigues, presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios de Pernambuco, o rev\u00e9s era esperado. A entidade que comanda vinha se preparando a tr\u00eas anos, desde que os rumores da reforma trabalhista apareceram. Ela conta que o sindicato perdeu cerca de 800 s\u00f3cios s\u00f3 com as demiss\u00f5es volunt\u00e1rias do Banco do Brasil e da Caixa Econ\u00f4mica Federal. Juntando com o fim do imposto sindical, s\u00e3o quase R$ 1,3 milh\u00e3o a menos por ano, cerca de 30% da receita. \u201cEstamos fechando contas ainda, cogitando a coloca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para alugar e talvez instituindo a cobran\u00e7a de taxas para banc\u00e1rios n\u00e3o contribuintes terem acesso a alguns servi\u00e7os\u201d, reflete Suzineide. Hoje, o Sindicato dos Banc\u00e1rios de Pernambuco agrega oito mil associados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Sindicato dos M\u00e9dicos de Pernambuco (Simepe) investiu em atrativos para convencer os associados a se manterem ativos, numa esp\u00e9cie de clube de fidelidade sindical. O programa de benef\u00edcios foi ampliado e agora oferece desde descontos em ingressos de salas VIP de cinema a planos de sa\u00fade com mensalidade at\u00e9 25% mais em conta. O secret\u00e1rio geral do Simepe, Fernando Cabral, diz que n\u00e3o h\u00e1 outro rem\u00e9dio. O sindicato sobrevive de contribui\u00e7\u00e3o sindical e, com o fim do imposto, foi preciso reduzir despesas e buscar mais associados. \u201cN\u00e3o cogitamos demitir funcion\u00e1rios nem vender ativos, mas, por exemplo, as tradicionais festas organizadas pelo sindicato, como a do Dia do M\u00e9dico e o Carnaval, hoje t\u00eam um or\u00e7amento menor. Shows como os de Tit\u00e3s e Lulu Santos foram substitu\u00eddos por atra\u00e7\u00f5es locais\u201d, explica. Outra provid\u00eancia foi criar o que Cabral chama de equipe de capta\u00e7\u00e3o. Funcion\u00e1rios que t\u00eam a miss\u00e3o de convencer m\u00e9dicos, sobretudo os jovens que est\u00e3o iniciando na profiss\u00e3o, sobre as vantagens de se sindicalizar. Hoje o Simepe tem cerca de 6.500 associados. Cabral ressalta que servi\u00e7os como apoio jur\u00eddico foram mantidos para os afiliados, mas apenas para os contribuintes. \u201cN\u00e3o existe a figura do associado n\u00e3o contribuinte\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PATRONAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado dos patr\u00f5es, tamb\u00e9m est\u00e1 sendo necess\u00e1rio se reinventar. O assessor da presid\u00eancia da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Maur\u00edcio Laranjeira, diz que a entidade n\u00e3o foi pega de surpresa. \u201cNos preparamos para esta poss\u00edvel queda de arrecada\u00e7\u00e3o passando a gerenciar melhor os recursos e, principalmente, oferecendo mais servi\u00e7os aos sindicatos associados, como cursos, treinamentos, educa\u00e7\u00e3o executiva e participa\u00e7\u00e3o em feiras de neg\u00f3cios. O resultado \u00e9 que a receita at\u00e9 cresceu nos \u00faltimos anos\u201d, diz Laranjeira, sem, no entanto, revelar n\u00fameros. A Fiepe representa 34 sindicatos de setores como ind\u00fastrias de gesso e cimento, metal-mec\u00e2nica e de bebidas, al\u00e9m de agregar parte do chamado Sistema \u201cS\u201d (Sesi; Senai; Instituto Euvaldo Lodi \u2013 IEL; e Centro das Ind\u00fastrias de Pernambuco \u2013 Ciepe).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo de Pernambuco (Fecom\u00e9rcio-PE) representa 20 sindicatos associados, desde o de ambulantes e lojistas ao sindicato das farm\u00e1cias. Atrav\u00e9s de sua assessoria, informou que n\u00e3o iria comentar sobre dados de arrecada\u00e7\u00e3o, mas, no site da entidade, h\u00e1 uma nota que refor\u00e7a o compromisso dos empres\u00e1rios com a federa\u00e7\u00e3o: \u201cA Contribui\u00e7\u00e3o Sindical Patronal \u00e9 imprescind\u00edvel e de extrema import\u00e2ncia para o fortalecimento da representatividade do setor. Pagando em dia, o empres\u00e1rio colabora tamb\u00e9m para a sustentabilidade das entidades sindicais, Federa\u00e7\u00f5es e Confedera\u00e7\u00e3o ligada ao seu segmento\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista e professor da UFPE, Tarc\u00edsio Ara\u00fajo, diz que o fim do imposto obrigat\u00f3rio \u00e9 ben\u00e9fico porque estabelece uma moderniza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas. \u201cO sindicalismo brasileiro \u00e9 do tempo de Get\u00falio Vargas e estava bastante acostumado \u00e0s benesses do Estado. Essas benesses s\u00e3o, na verdade, a raiz do peleguismo sindical\u201d. O professor se refere \u00e0 pr\u00e1tica de l\u00edderes sindicais que mediavam interesses do governo junto aos trabalhadores. Para o economista, este \u00e9 o momento dos sindicatos evolu\u00edrem e servirem de fato aos seus associados, estimulando o sentimento de representa\u00e7\u00e3o. \u201cO sindicalismo brasileiro precisa de uma renova\u00e7\u00e3o. Qual pa\u00eds do mundo tem 17 mil sindicatos, como o Brasil?\u201d, reflete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: PE Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que a reforma trabalhista entrou em vigor, em novembro do ano passado, determinando o fim da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria, a vida dos sindicatos, federa\u00e7\u00f5es, confedera\u00e7\u00f5es e centrais de trabalhadores n\u00e3o foi mais a mesma. 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