{"id":48208,"date":"2018-09-03T10:38:48","date_gmt":"2018-09-03T13:38:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=48208"},"modified":"2018-09-03T10:38:48","modified_gmt":"2018-09-03T13:38:48","slug":"os-caminhos-da-aprovacao-em-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/os-caminhos-da-aprovacao-em-medicina\/","title":{"rendered":"Os caminhos da aprova\u00e7\u00e3o em medicina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Conhe\u00e7a as hist\u00f3rias de estudantes que s\u00e3o unidas pelo mesmo sonho: a aprova\u00e7\u00e3o no curso de medicina. Professor d\u00e1 dicas para uma forte prepara\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Medicina. Oito letras formadoras de uma palavra que significa uma das carreiras mais almejadas do Brasil. Por\u00e9m, muito al\u00e9m disso, \u00e9 mais do que uma profiss\u00e3o, \u00e9 um sonho e um planejamento de vida. E por esse sonho muitos estudantes dedicam horas, dias, meses e at\u00e9 mesmo anos de estudo e empenho para ingressar na gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ser um curso caro, cuja m\u00e9dia das mensalidades das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior \u00e9 de R$ 6.203,57, muitos candidatos buscam oportunidade em uma universidade p\u00fablica. A Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho (UNESP) tem o curso mais concorrido do Brasil, com um total de 266,2 candidatos por vaga. Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que utiliza o Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (Sisu), em 2017 houve 1.720 inscritos para 120 vagas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o presidente do Sindicato dos M\u00e9dicos de Pernambuco (Simepe), Tadeu Alencar, o curso de medicina vai continuar sendo um dos mais buscados porque os que almejam faz\u00ea-lo tamb\u00e9m buscam uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal. \u201cQuem quer medicina est\u00e1 almejando ajudar ao pr\u00f3ximo, ter contato com as pessoas, curar ou aliviar o sofrimento delas. Ao contr\u00e1rio do que muitos pensam que \u00e9 sobre quest\u00e3o financeira\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Amor que n\u00e3o se apaga<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada em fisioterapia, Carolina Rodrigues, 29, sempre quis ser m\u00e9dica. \u201cMas a gente tem mania de se auto sabotar, n\u00e3o \u00e9? Achei que n\u00e3o passaria e fui para algo que chegasse perto, fui pra fisioterapia. Mas sempre senti que faltava algo\u201d, conta Carolina. Ao terminar o curso, ela fez uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em UTI, \u00e1rea em que mais de identificava, e resolveu tentar medicina quando sua m\u00e3e a apoiou. \u201c\u2018Aproveite enquanto eu posso te ajudar, um dia voc\u00ea vai estar sozinha\u2019\u201d, relembra as falas da m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando decidiu que iria voltar a fazer vestibular, dessa vez para algo que realmente ama, Carolina largou o emprego e se dedicou apenas aos conte\u00fados do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem). \u201cEstava fazendo cursinho e estudando mais quatro horas al\u00e9m das aulas. Mas a\u00ed as coisas apertaram e eu voltei a trabalhar, ent\u00e3o estou s\u00f3 estudando em casa\u201d, conta Carolina. Com essa mudan\u00e7a, a vestibulanda agora passou a estudar de acordo com suas escalas de plant\u00e3o. \u201cEu estou me readaptando, coloquei a previs\u00e3o de dois anos para passar em medicina. Seria um ano me readaptando e um ano, realmente, me dedicando\u201d, explica Carolina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Insist\u00eancia \u00e9 o caminho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentando h\u00e1 quatro anos ingressar em uma institui\u00e7\u00e3o de ensino superior de medicina, Louise Azevedo, 22 anos, tem uma rotina de estudos bem focada no seu objetivo. Chegando \u00e0s 6h30 e saindo \u00e0s 21h de um cursinho localizado no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife, a jovem dedica seu tempo aos estudos. \u201cEu almo\u00e7o uns 15 minutos e o resto do tempo que passo aqui \u00e9 para estudar e tirar d\u00favida com os professores\u201d, conta a jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os quatro anos tentando medicina tamb\u00e9m foram momentos de maturidade e autoconhecimento, em rela\u00e7\u00e3o aos estudos, para Louise. \u201cA grande diferen\u00e7a nesses quatro anos \u00e9 que agora eu sei as minhas dificuldades e antes n\u00e3o. S\u00e3o coisas espec\u00edficas, por exemplo, em f\u00edsica \u00e9 termodin\u00e2mica\u201d, explica a vestibulanda. E mesmo com tantas tentativas, ela afirma que sua motiva\u00e7\u00e3o vai muito al\u00e9m do curso em si. \u201cEu me mantenho motivada por acreditar em um futuro melhor, principalmente da classe social mais pobre\u201d, aponta Louise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeira &#8211; e confiante &#8211; tentativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 18 anos, Kercia Sampaio vai em busca de uma aprova\u00e7\u00e3o no curso de medicina. Estudante de um cursinho pr\u00e9-vestibular localizado na Zona Oeste do Recife, a adolescente tem uma rotina bem dedicada aos estudos, mas sem esquecer do descanso. \u201cEu chego aqui umas sete horas da manh\u00e3 e saio umas nove horas da noite, e para mim n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o cansativo porque eu aprendi a gostar de estudar. Aos domingo eu n\u00e3o pego muito em livro. Eu fico mais na minha, saio com minha irm\u00e3, vou \u00e0 praia, fa\u00e7o alguma coisa\u201d, conta Kercia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dia de descanso \u00e9 fundamental para a jovem recuperar as energias gastas durante os dias de semana. \u201cAqui eu s\u00f3 fa\u00e7o praticamente estudar. Como nas sextas-feiras aqui \u00e9 avalia\u00e7\u00e3o, eu fa\u00e7o a prova e, como chego mais cedo em casa, vou estudar. Ent\u00e3o eu estudo mais \u00e0s sextas e aos s\u00e1bados\u201d, detalha a jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quem respira aliviada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nM\u00e9dica. Essa \u00e9 a profiss\u00e3o de Carla Vasconcelos, 28 anos, que tentou cinco anos para conseguir ingressar no curso de medicina, no campus Garanhuns da Universidade de Pernambuco (UPE). A jovem \u201cdecidiu\u201d a profiss\u00e3o aos cinco anos de idade. \u201cMinha m\u00e3e conta que foi a primeira coisa que eu disse que queria ser\u201d, relembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aprova\u00e7\u00e3o chegou ap\u00f3s muito esfor\u00e7o, dias e noites em regime rigoroso de estudo. \u201cEu estudava de manh\u00e3, de tarde e de noite. Fiz cursinho, mas no \u00faltimo ano eu j\u00e1 estava saturada e fiquei estudando em casa. Passava, no m\u00ednimo, oito horas de dedica\u00e7\u00e3o aos estudos. Aos s\u00e1bados e domingos, esse tempo aumentava para 12 horas\u201d, detalha Carla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s quatro anos de dedica\u00e7\u00e3o, Carla foi incentivada a fazer outro curso em uma faculdade privada. \u201cEu passei em primeiro lugar em fisioterapia, mas s\u00f3 fiz uma semana\u201d, relata. A tentativa de ser uma universit\u00e1ria foi fruto das outras tentativas frustradas de entrar em medicina, mas nada apagou sua for\u00e7a e vontade de fazer o que amava. \u201cQuando eu n\u00e3o passava, ficava triste, uma semana jogada no sof\u00e1 mesmo, mas havia alguma coisa em mim que me dava for\u00e7a de vontade para continuar\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome no list\u00e3o veio em 2012 &#8211; e no momento certo. \u201cEu fui selecionada no remanejamento para o campus de Garanhuns. Ligaram para minha m\u00e3e e disseram que eu tinha sido aprovada, s\u00f3 que ela achou que era trote. Depois ligaram para minha av\u00f3 e a\u00ed a hist\u00f3ria se confirmou. Naquele ano, eu j\u00e1 tinha decidido que se eu n\u00e3o passasse iria fazer qualquer outra coisa\u201d relembra Carla.<br \/>\nDedica\u00e7\u00e3o tem que come\u00e7ar de agora<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstude por aquilo que for b\u00e1sico, pelo menos aquilo que for mais f\u00e1cil, aquilo que voc\u00ea j\u00e1 domina um pouco. O que voc\u00ea n\u00e3o deve \u00e9 dizer \u2018vou tomar rem\u00e9dio para n\u00e3o dormir, vou tomar caf\u00e9, vou tomar energ\u00e9tico para virar a noite\u2019. Virar a noite n\u00e3o d\u00e1 certo, pois voc\u00ea s\u00f3 vai se desgastar\u201d, aconselha o m\u00e9dico e professor de biologia de um cursinho pr\u00e9-vestibular Fernando Beltr\u00e3o.<br \/>\nMesmo que o estudante queira uma vaga numa institui\u00e7\u00e3o privada sem arcar com os custos, \u00e9 preciso, muitas vezes, que ele fa\u00e7a &#8211; bem &#8211; o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) para garantir as oportunidades de bolsas como as do Programa Universidade para Todos (ProUni), Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), entre outras. \u201cA l\u00f3gica do Enem \u00e9 n\u00e3o errar besteira. Aluno que erra tr\u00eas ou quatro bobagens, a nota dele n\u00e3o sobe mais\u201d, afirma o professor. Esse alerta do professor \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Teoria de Resposta ao Item (TRI), aplicada no Enem. Confira abaixo algumas dicas de Fernandinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Leia J\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a as hist\u00f3rias de estudantes que s\u00e3o unidas pelo mesmo sonho: a aprova\u00e7\u00e3o no curso de medicina. Professor d\u00e1 dicas para uma forte prepara\u00e7\u00e3o Medicina. Oito letras formadoras de uma palavra que significa uma das carreiras mais almejadas do Brasil. 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