{"id":48948,"date":"2018-10-04T09:41:30","date_gmt":"2018-10-04T12:41:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=48948"},"modified":"2018-10-04T09:41:30","modified_gmt":"2018-10-04T12:41:30","slug":"pesquisadores-descobrem-genes-que-podem-ajudar-no-tratamento-de-leishmaniose-visceral-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/pesquisadores-descobrem-genes-que-podem-ajudar-no-tratamento-de-leishmaniose-visceral-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pesquisadores descobrem genes que podem ajudar no tratamento de leishmaniose visceral no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pacientes brasileiros dependem de tratamento intravenoso por causa de resist\u00eancia ao medicamento oral j\u00e1 existente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores da Universidade de York identificaram genes em um parasita que podem ajudar os m\u00e9dicos a prever os resultados do tratamento medicamentoso para pacientes com leishmaniose visceral no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados podem levar a um novo teste progn\u00f3stico que pode prever quais pacientes responder\u00e3o bem ao tratamento medicamentoso e quais pacientes necessitam de solu\u00e7\u00f5es alternativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A leishmaniose \u00e9 uma doen\u00e7a parasit\u00e1ria transmitida aos seres humanos pela picada do mosquito f\u00eamea infectado. Com 50 mil a 90 mil novos casos em todo o mundo a cada ano, causa febre, perda de peso substancial, incha\u00e7o do ba\u00e7o e do f\u00edgado e anemia e pode ser fatal se n\u00e3o for tratada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe, em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade Federal de Glasgow, a Universidade Federal do Piau\u00ed e a Universidade Estadual de Montes Claros, constatou que a aus\u00eancia de quatro genes particulares no parasita Leishmania infantum no Brasil o torna menos suscet\u00edvel a um medicamento oral chamado miltefosina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O parasita chegou pela primeira vez ao pa\u00eds vindo da Europa em 1600 e sofreu muta\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es ao longo do tempo, tornando dif\u00edcil prever quando responder\u00e1 ao tratamento medicamentoso. Durante um ensaio cl\u00ednico anterior feito com a medica\u00e7\u00e3o oral, 40% dos pacientes tiveram reca\u00eddas dentro de seis meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a dos genes no parasita na \u00cdndia, no entanto, significa que ap\u00f3s um m\u00eas de tratamento, a doen\u00e7a pode ser curada com um menor risco de reca\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana Brambilla Carnielli, pesquisadora do Departamento de Biologia da Universidade de York, disse: &#8220;A miltefosina \u00e9 o \u00fanico tratamento oral dispon\u00edvel para a leishmaniose, mas devido \u00e0 sua baixa efic\u00e1cia no tratamento da leishmaniose visceral no Brasil, esta droga n\u00e3o \u00e9 licenciada no pa\u00eds. Isso significa que os pacientes brasileiros dependem de medica\u00e7\u00f5es intravenosas, que requerem instala\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas para seu uso&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Por isso, \u00e9 importante investigarmos o que estava tornando a droga oral menos eficaz no Brasil do que na \u00cdndia, onde ela tem sido amplamente utilizada&#8221;, explicou em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O estudo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPesquisadores investigaram os marcadores moleculares do parasita Leishmania para entender o que pode estar contribuindo para sua resist\u00eancia natural \u00e0 miltefosina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aus\u00eancia dos genes correlaciona-se com a resist\u00eancia ao rem\u00e9dio, o que significa que os pacientes brasileiros se beneficiariam de um exame de sangue capaz de detectar se est\u00e3o portando o parasita resistente a medicamentos. Este exame de sangue est\u00e1 sendo desenvolvido pela equipe de pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeremy Mottram, professor de Biologia de Pat\u00f3genos no Centro de Imunologia e Infec\u00e7\u00e3o da Universidade de York, disse: &#8220;Este trabalho contribui para muitos estudos que est\u00e3o sendo conduzidos em todo o mundo nesta doen\u00e7a negligenciada&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A \u00cdndia, o Brasil, a \u00c1frica Oriental e algumas partes da Europa s\u00e3o afetados por esta doen\u00e7a em v\u00e1rios graus, por isso precisamos saber mais sobre como o parasita vive em seres humanos e como o parasita reage a v\u00e1rias drogas&#8221;, continuou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Uma abordagem de medicina personalizada ser\u00e1 a chave para fazer a grande diferen\u00e7a nos resultados dos pacientes, j\u00e1 que nossa pesquisa est\u00e1 nos dizendo que o parasita n\u00e3o reagir\u00e1 da mesma maneira em todos os casos a um tratamento de tamanho \u00fanico&#8221;- Jeffrey Mottram, pesquisador da Universidade de York.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm 2016, quando o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou dados sobre a doen\u00e7a, 3.200 pacientes apresentaram a doen\u00e7a no Brasil e 265 pacientes morreram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima etapa do estudo seria um novo ensaio cl\u00ednico em pacientes no Brasil que apresentassem um exame de sangue positivo para verificar se a realiza\u00e7\u00e3o de testes progn\u00f3sticos precocemente na progress\u00e3o da doen\u00e7a e a adapta\u00e7\u00e3o de medicamentos poderiam reduzir o n\u00famero de pacientes com reca\u00eddas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que \u00e9 Leishmaniose Visceral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Leishmaniose Visceral \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa sist\u00eamica, caracterizada por febre de longa dura\u00e7\u00e3o, aumento do f\u00edgado e ba\u00e7o, perda de peso, fraqueza, redu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a muscular, anemia e outras manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSe n\u00e3o tratada, pode levar a morte em 90% dos casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSegundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, no ambiente urbano, os c\u00e3es s\u00e3o a principal fonte de infec\u00e7\u00e3o para o vetor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transmiss\u00e3o acontece quando f\u00eameas dos mosquitos conhecidos como mosquito-palha picam c\u00e3es ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozo\u00e1rio Leishmania chagasi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO tratamento est\u00e1 dispon\u00edvel pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Os medicamentos utilizados atualmente no Brasil n\u00e3o eliminam por completo o parasita nas pessoas e nos c\u00e3es. No entanto, o homem n\u00e3o tem import\u00e2ncia como reservat\u00f3rio da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 nos c\u00e3es, o tratamento resolve os sintomas cl\u00ednicos, mas os animais continuam como fonte de infec\u00e7\u00e3o. Por isso, a eutan\u00e1sia \u00e9 recomendada de forma integrada com os tratamentos recomendados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pacientes brasileiros dependem de tratamento intravenoso por causa de resist\u00eancia ao medicamento oral j\u00e1 existente. Pesquisadores da Universidade de York identificaram genes em um parasita que podem ajudar os m\u00e9dicos a prever os resultados do tratamento medicamentoso para pacientes com leishmaniose visceral no Brasil. 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