{"id":48968,"date":"2018-10-05T09:55:32","date_gmt":"2018-10-05T12:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=48968"},"modified":"2018-10-05T09:55:32","modified_gmt":"2018-10-05T12:55:32","slug":"nobel-de-medicina-premia-americano-e-japones-por-terapia-contra-o-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/nobel-de-medicina-premia-americano-e-japones-por-terapia-contra-o-cancer\/","title":{"rendered":"Nobel de Medicina premia americano e japon\u00eas por terapia contra o c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">James P. Allison e Tasuku Honjo s\u00e3o os ganhadores do Pr\u00eamio Nobel 2018 de Medicina. A Academia Sueca anunciou no \u00faltimo dia 1\u00ba que o americano e o japon\u00eas ir\u00e3o dividir o pr\u00eamio de 9 milh\u00f5es de coroas suecas, equivalente a R$ 4.098.402.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois desenvolveram pesquisas, separadamente, sobre duas prote\u00ednas produzidas por tumores \u2014 a CTLA-4 e a PD-1 \u2014 que paralisam o sistema imune do paciente durante o tratamento de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs tumores produzem as prote\u00ednas, chamadas de checkpoints, que bloqueiam o linf\u00f3cito T, que \u00e9 a c\u00e9lula mais importante do sistema imune que ataca o tumor. Essas drogas [pesquisadas]retiram esse bloqueio e recuperam o poder de ataque dos linf\u00f3citos que estavam paralisados por essas prote\u00ednas\u201d, explica o oncologista Fernando Maluf, diretor associado do Centro de Oncologia da Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O imunologista James P. Allison, 70, da Universidade do Texas, estudou a prote\u00edna CTLA-4. Ele descobriu que um bloqueio da prote\u00edna poderia retirar o freio sobre os linf\u00f3citos T, fazendo com que as c\u00e9lulas voltassem a atacar o tumor. Em 1994, Allison realizou o primeiro experimento em ratos, que ficaram curados ap\u00f3s o tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2010, um estudo cl\u00ednico mostrou efeitos \u201cimpressionantes\u201d, segundo a Academia sueca, em pacientes com melanoma (um tipo de c\u00e2ncer de pele) avan\u00e7ado, que n\u00e3o haviam sido observados antes.<br \/>\nJ\u00e1 o imunologista Tasuku Honjo, 76, da Universidade de Kyoto, no Jap\u00e3o, estudou uma outra prote\u00edna, a PD-1, que tamb\u00e9m atuava sobre os linf\u00f3citos T, s\u00f3 que de forma diferente. Ap\u00f3s experimentos em laborat\u00f3rio, um estudo realizado em 2012 tamb\u00e9m demonstrou efic\u00e1cia em tratar pacientes com diversos tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs resultados foram dram\u00e1ticos, com remiss\u00e3o a longo prazo e poss\u00edvel cura em alguns pacientes com c\u00e2ncer metast\u00e1tico, uma condi\u00e7\u00e3o que antes era considerada basicamente intrat\u00e1vel\u201d, afirmou a Academia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os melhores resultados cl\u00ednicos foram obtidos combinando os tratamentos com drogas que atuavam tanto contra a CTLA-4 quanto contra a PD-1, principalmente em casos de melanoma e c\u00e2ncer renal. \u201cA outra pesquisa importante \u00e9 agora combinar as imunoterapias entre si e as imunoterapias com quimioterapias ou com os agentes alvo-dirigidos\u201d, avalia Maluf.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maluf explica que esse tipo de tratamento, a imunoterapia inibidora de checkpoints, j\u00e1 \u00e9 utilizado em pacientes com c\u00e2ncer em estado avan\u00e7ado, no Brasil e no mundo, h\u00e1 cerca de quatro anos. No pa\u00eds, existe uma droga que bloqueia a CTLA-4 e outras cinco que atuam sobre a PD-1. Ele explica que, normalmente, s\u00e3o utilizadas em pessoas que n\u00e3o responderam a outros tratamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssas drogas foram associadas a ganho de sobrevida global em tumores graves como melanoma, c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, de bexiga, de rim, de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o, linfoma, tumores intestinais, de f\u00edgado, g\u00e1stricos tamb\u00e9m. S\u00e3o drogas que hoje fazem parte do dia a dia em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es importantes com tumores graves e muito avan\u00e7ados\u201d afirma. O oncologista explica que elas tamb\u00e9m trazem menos efeitos colaterais que a quimioterapia tradicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s podemos curar o c\u00e2ncer com isso\u201d, afirmou Klas K\u00e4rre, membro do comit\u00ea do Nobel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Academia sueca considerou que o desenvolvimento cl\u00ednico de estrat\u00e9gias de imunoterapia havia sido modesto at\u00e9 as descobertas de James P. Allison e de Tasuku Honjo, consideradas um marco no combate \u00e0 doen\u00e7a. Cientistas j\u00e1 tentavam acionar o sistema imune para lutar contra o c\u00e2ncer h\u00e1 mais de 100 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/i2.wp.com\/s2.glbimg.com\/fgdXCdgPZm50a21RUwUfwPa2aYg=\/0x0:1600x1652\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/c\/q\/8ZqKA0Sxut5bvVXICdug\/nobel-terapia-contra-cancer-vale-este.jpg?w=702&amp;ssl=1\" alt=\"Tipos de tratamento contra o c\u00c3\u00a2ncer: Nobel de medicina foi para descobertas em imunoterapia \u00e2\u0080\u0094 Foto: Claudia Peixoto\/Arte G1\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a ag\u00eancia alem\u00e3 Deutsche Welle, Allison, que afirmou se sentir honrado com o pr\u00eamio, contou que n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de estudar o c\u00e2ncer, mas de \u201ccompreender a biologia das c\u00e9lulas T, essas c\u00e9lulas incr\u00edveis que viajam pelo nosso corpo e trabalham para nos proteger\u201d. O professor agradeceu a \u201cuma s\u00e9rie de estudantes de gradua\u00e7\u00e3o, companheiros de p\u00f3s-doutorado e colegas no MD Anderson\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m de acordo com a ag\u00eancia, Honjo disse que o que mais lhe agrada \u00e9 ouvir dos pr\u00f3prios pacientes que conseguiram se recuperar de doen\u00e7as graves em raz\u00e3o de suas pesquisas. O imunologista afirmou que deseja continuar com os estudos para salvar um n\u00famero ainda maior de pessoas. Ele agradeceu seus colegas, estudantes e familiares que o apoiaram durante a realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras pesquisas relacionadas ao tratamento da doen\u00e7a j\u00e1 haviam sido vencedoras do Nobel de Medicina: tratamento hormonal contra c\u00e2ncer de pr\u00f3stata (1966) , quimioterapia (1988) e transplante de medula para tratar leucemia (1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Sindicato dos M\u00e9dicos do Par\u00e1 (Sindmepa)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>James P. Allison e Tasuku Honjo s\u00e3o os ganhadores do Pr\u00eamio Nobel 2018 de Medicina. A Academia Sueca anunciou no \u00faltimo dia 1\u00ba que o americano e o japon\u00eas ir\u00e3o dividir o pr\u00eamio de 9 milh\u00f5es de coroas suecas, equivalente a R$ 4.098.402. 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