{"id":48991,"date":"2018-10-08T10:29:34","date_gmt":"2018-10-08T13:29:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=48991"},"modified":"2018-10-08T10:29:34","modified_gmt":"2018-10-08T13:29:34","slug":"centro-de-reabilitacao-passa-por-reforma-e-pacientes-ficam-sem-fisioterapia-no-hgv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/centro-de-reabilitacao-passa-por-reforma-e-pacientes-ficam-sem-fisioterapia-no-hgv\/","title":{"rendered":"Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o passa por reforma e pacientes ficam sem fisioterapia no HGV"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Segundo funcion\u00e1rios, a reforma est\u00e1 reduzindo em mais de 50% a estrutura do Centro. Pacientes reclamam de falta de tratamento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo menos dois mil pacientes atendidos pelo Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o F\u00edsica do Hospital Get\u00falio Vargas, no Cordeiro, Zona Oeste do Recife, tiveram o tratamento interrompido h\u00e1 tr\u00eas semanas por causa de uma reforma no setor. Indignados, fisioterapeutas reclamam da redu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e pedem pressa na conclus\u00e3o das obras. Segundo eles, a \u00e1rea do centro de refer\u00eancia, inaugurado em 2011, foi limitada a um ter\u00e7o da estrutura inicial. Ainda n\u00e3o se sabe quando os servi\u00e7os ser\u00e3o retomados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCheguei para fazer a fisioterapia e dei de cara com o lugar fechado. Minha dor s\u00f3 aumenta, n\u00e3o consigo mexer a m\u00e3o direito e os dedos travam\u201d, conta Adriana Maria Candida, 37 anos. A dona de casa sofre com a s\u00edndrome do dedo em gatilho e com a s\u00edndrome do t\u00fanel do Carpo, ambas causam muitas dores. Desempregada, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de continuar o tratamento. \u201cMinha m\u00e9dica disse que telefonariam pra mim, mas n\u00e3o me deram prazo. Infelizmente, s\u00f3 posso aguardar e torcer para que as dores n\u00e3o aumentem.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo funcion\u00e1rios, a redu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o est\u00e1 sendo feita para acomodar outros dois setores do hospital: a nutri\u00e7\u00e3o e a copa. Eles contaram que anos atr\u00e1s, um dos pr\u00e9dios da unidade apresentou rachaduras. Mas, a licita\u00e7\u00e3o para reforma s\u00f3 teria sa\u00eddo agora, quando o local j\u00e1 estava inutilizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes da reforma existiam tr\u00eas salas para terapia ocupacional; duas de fonoaudiologia, uma para psicologia (desativado por falta de profissionais); sala de espera e laborat\u00f3rios de atividades, al\u00e9m de um gin\u00e1sio com cinco boxes e diversas salas para fisioterapia de m\u00e3o, respirat\u00f3ria, salas de avalia\u00e7\u00e3o, fisioterapia infantil e salas com maquin\u00e1rios. Hoje, existe uma sala de terapia ocupacional, uma de fono, um pequeno gin\u00e1sio \u2013 onde os equipamentos est\u00e3o amontoados \u2013 e um box para realizar eletro, termo e fototerapia. \u201cN\u00e3o podemos nos calar. Batalhamos tanto por esse centro de refer\u00eancia para ver agora ele sendo destru\u00eddo\u201d, lamenta a fisioterapeuta F\u00e1tima Maria Oliveira, que trabalha h\u00e1 20 anos no HGV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ex-marceneiro Ant\u00f4nio Luiz Fran\u00e7a, 51 anos, mora em Primavera, na Zona da Mata do Estado, e fazia fisioterapia no HGV tr\u00eas vezes por semana. Com o tratamento interrompido, j\u00e1 sente as dificuldades. \u201cAndo de cadeira de rodas e a fisioterapia ajudava muito. Sempre chegava em casa relaxado, tinha mais firmeza. Passei a sentir espasmos e as pernas travando.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu sinto bastante dor o tempo todo e as sess\u00f5es eram os \u00fanicos momentos em que eu relaxava. O tratamento era leve, porque ainda precisava de autoriza\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico para fazer os exerc\u00edcios, mas j\u00e1 ajudava muito\u201d, lembra o motorista Alberto Carlos Mac\u00eado, 61 anos, que parou de trabalhar por causa das dores na coluna e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de pagar um tratamento particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalhando h\u00e1 25 anos no HGV e h\u00e1 quase quatro anos no centro, uma fisioterapeuta, que preferiu n\u00e3o ser identificada, diz que a interrup\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os afeta a evolu\u00e7\u00e3o dos pacientes. \u201cVoc\u00ea vem com um trabalho cont\u00ednuo para ajudar na flexibilidade e no fortalecimento dos m\u00fasculos e, de repente, esse servi\u00e7o \u00e9 interrompido. Grande parte do tratamento se perde\u201d, lamenta, explicando que o trabalho vai come\u00e7ar do zero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Redu\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nFuncion\u00e1rios preveem que, com a diminui\u00e7\u00e3o da estrutura do Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o F\u00edsica do Hospital Get\u00falio Vargas, a capacidade de atendimento tamb\u00e9m ser\u00e1 reduzida. O centro atendia cerca de 2 mil pacientes por m\u00eas e tinha uma lista de espera de 300 pessoas. \u201cEra gente da Regi\u00e3o Metropolitana e do interior. Ainda n\u00e3o sabemos como ser\u00e1 ap\u00f3s as reformas, mas acredito que haja uma redu\u00e7\u00e3o de mais de 50%. O espa\u00e7o n\u00e3o foi entregue, mas n\u00f3s vimos a planta de como ficar\u00e1\u201d, pontua a fisioterapeuta F\u00e1tima Maria Oliveira, h\u00e1 20 anos no HGV. Para a profissional, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, a Secretaria Estadual de Sa\u00fade (SES) informou que a readequa\u00e7\u00e3o do Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o faz parte de uma s\u00e9rie de melhorias estruturais no HGV e que o prazo estimado para o fim da reforma \u00e9 a pr\u00f3xima semana. Em rela\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o, afirmou que \u201cos profissionais foram realocados para atendimentos em outras \u00e1reas do hospital e os atendimentos continuaram acontecendo em outros setores, como enfermarias e emerg\u00eancia\u201d. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 desmentida por pacientes e funcion\u00e1rios do centro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m pontuou que o servi\u00e7o n\u00e3o ser\u00e1 reduzido. \u201cEst\u00e3o sendo investidos cerca de R$ 150 mil nas melhorias. Essas obras buscam qualificar o atendimento aos usu\u00e1rios do SUS na unidade, bem como as condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os profissionais da unidade\u201d, registra a nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo funcion\u00e1rios, a reforma est\u00e1 reduzindo em mais de 50% a estrutura do Centro. Pacientes reclamam de falta de tratamento Pelo menos dois mil pacientes atendidos pelo Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o F\u00edsica do Hospital Get\u00falio Vargas, no Cordeiro, Zona Oeste do Recife, tiveram o tratamento interrompido h\u00e1 tr\u00eas semanas por causa de uma reforma no setor. 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