{"id":49045,"date":"2018-10-10T08:25:58","date_gmt":"2018-10-10T11:25:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=49045"},"modified":"2018-10-10T08:25:58","modified_gmt":"2018-10-10T11:25:58","slug":"morte-por-infeccao-e-duas-vezes-maior-na-rede-publica-do-que-na-privada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/morte-por-infeccao-e-duas-vezes-maior-na-rede-publica-do-que-na-privada\/","title":{"rendered":"Morte por infec\u00e7\u00e3o \u00e9 duas vezes maior na rede p\u00fablica do que na privada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Estudo mostra que 42,2% dos pacientes com sepse morrem nos prontos-socorros de institui\u00e7\u00f5es do governo, ante 17,7% nas unidades privadas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de mortalidade por sepse, ou infec\u00e7\u00e3o generalizada, \u00e9 mais de duas vezes maior nos hospitais p\u00fablicos do que nos privados. Estudo divulgado pelo Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas) mostrou que 42,2% dos pacientes com sepse levados a prontos-socorros das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas morreram. J\u00e1 nas institui\u00e7\u00f5es particulares, a taxa foi de 17,7%. O levantamento avaliou 74 prontos-socorros do Brasil, dos quais 28 eram p\u00fablicos e 46, privados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estima-se que a sepse atinge de 15 a 17 milh\u00f5es de pessoas por ano no mundo, sendo 600 mil s\u00f3 no Brasil. Segundo o estudo, a sobreviv\u00eancia dos doentes aumenta muito se eles forem transferidos para unidades de tratamento intensivo (UTI) nas primeiras 24 horas ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. E essa transfer\u00eancia \u00e9 mais frequente em institui\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No SUS e em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, os pacientes permaneceram no pronto-socorro at\u00e9 a alta ou o \u00f3bito em 38,5% das ocasi\u00f5es \u2014 e a mortalidade desses pacientes foi de 61,8%. Em contrapartida, apenas 6,2% dos pacientes particulares permaneceram no local at\u00e9 a alta hospitalar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente do Ilas, Luciano Azevedo, um dos autores do estudo, explicou que a sepse \u00e9 uma resposta inadequada do organismo a uma infec\u00e7\u00e3o grave e danifica o funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os. Segundo ele, a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um problema apenas de pacientes internados em hospitais, uma vez que grande parte dos casos \u00e9 de pessoas atendidas nos servi\u00e7os de urg\u00eancia e emerg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO estudo foi feito em prontos-socorros do pa\u00eds em duas vertentes: tanto a sepse adquirida no hospital quanto a adquirida na comunidade. O que vemos \u00e9 que a aloca\u00e7\u00e3o dos pacientes \u00e9 inadequada nos hospitais p\u00fablicos, agravando a doen\u00e7a e trazendo altas taxas de mortalidade\u201d, disse Azevedo. De acordo com ele, para melhorar a taxa de sobreviv\u00eancia dos doentes, \u00e9 necess\u00e1rio estruturar os servi\u00e7os, aumentar o n\u00famero de profissionais, capacit\u00e1-los e disponibilizar mais leitos de UTI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sinais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO local mais adequado para o paciente que chega ao pronto- socorro com pneumonia ou AVC, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 o corredor. Se ele tiver uma sepse, isso aumenta a chance de morte. Ele precisa ser tratado na UTI. A equipe precisa identificar rapidamente e ministrar antibi\u00f3ticos\u201d, observou o presidente do Ilas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNos hospitais p\u00fablicos, h\u00e1 uma dificuldade de acesso e o diagn\u00f3stico \u00e9 tardio. A sepse mata mais do que infarto do mioc\u00e1rdio. Os profissionais precisam saber identificar os sinais. Quanto mais tarde se descobrir a doen\u00e7a, mais alta a taxa de mortalidade\u201d, explicou a infectologista Joana D\u2019Arc Gon\u00e7alves da Silva .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os sintomas da doen\u00e7a est\u00e3o aumento da frequ\u00eancia respirat\u00f3ria, hipotens\u00e3o e altera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de consci\u00eancia. \u201cSe o paciente apresenta dois desses pontos, est\u00e1 em sepse. Os m\u00e9dicos t\u00eam prazo de uma hora para aplicar a medica\u00e7\u00e3o adequada. A a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida reduz a mortalidade\u201d, alertou Joana D\u2019Arc. De acordo com a especialista, na rede particular, esse tipo de tratamento \u00e9 normatizado, diferentemente do que ocorre nos prontos-socorros das institui\u00e7\u00f5es do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa rede p\u00fablica, na maioria das vezes, o profissional n\u00e3o sabe identificar a sepse. Quando identifica, faltam m\u00e9dicos e, \u00e0s vezes, o doente fica na fila junto a outros pacientes. Outras vezes, falta medica\u00e7\u00e3o ou mesmo material para exames\u201d, disse a infectologista. Ela afirmou ainda que \u00e9 necess\u00e1rio capacitar e sensibilizar o profissional para a identifica\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a. \u201cOs cuidados b\u00e1sicos reduzem em 30% o risco de morte por sepse\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra que 42,2% dos pacientes com sepse morrem nos prontos-socorros de institui\u00e7\u00f5es do governo, ante 17,7% nas unidades privadas A taxa de mortalidade por sepse, ou infec\u00e7\u00e3o generalizada, \u00e9 mais de duas vezes maior nos hospitais p\u00fablicos do que nos privados. 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