{"id":49352,"date":"2018-10-25T09:36:44","date_gmt":"2018-10-25T12:36:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=49352"},"modified":"2018-10-25T09:36:44","modified_gmt":"2018-10-25T12:36:44","slug":"pesquisa-8-em-cada-10-brasileiros-admitem-automedicar-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/pesquisa-8-em-cada-10-brasileiros-admitem-automedicar-se\/","title":{"rendered":"Pesquisa: 8 em cada 10 brasileiros admitem automedicar-se"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O porcentual \u00e9 o maior desde que a pesquisa come\u00e7ou a ser feita pelo Instituto de Ci\u00eancia, Tecnologia e Qualidade (ICTQ)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar rem\u00e9dios sem prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. O porcentual \u00e9 o maior desde que a pesquisa come\u00e7ou a ser feita pelo Instituto de Ci\u00eancia, Tecnologia e Qualidade (ICTQ). Em 2014, 76,2% diziam automedicar-se e em 2016, 72%. O imediatismo e o maior acesso \u00e0 internet est\u00e3o entre os motivos para o aumento, de acordo com os coordenadores do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O brasileiro est\u00e1 na correria do dia a dia, e o smartphone leva as pessoas a pular etapas. Em vez de passar em um m\u00e9dico, v\u00e3o diretamente \u00e0 internet e fazem o autodiagn\u00f3stico, sem falar com ningu\u00e9m&#8221;, afirma o farmac\u00eautico cl\u00ednico Ismael Rosa, pesquisador do ICTQ, entidade de pesquisa e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Farm\u00e1cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coordenador do levantamento, Rosa destaca que as pessoas t\u00eam recebido um grande volume de informa\u00e7\u00e3o pelas redes sociais e, muitas vezes, as seguem sem saber se elas est\u00e3o corretas. Tamb\u00e9m buscam refer\u00eancias com amigos e parentes, se afastando dos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As pessoas buscam a valida\u00e7\u00e3o social e procuram conversar com quem j\u00e1 teve a experi\u00eancia, mas cada indiv\u00edduo tem a sua particularidade. O principal objetivo do estudo \u00e9 alertar que a automedica\u00e7\u00e3o est\u00e1 crescendo e mostrar que existem profissionais da sa\u00fade para fazer (esse atendimento). Uma pessoa n\u00e3o pode ser m\u00e9dico ou farmac\u00eautico de si mesma.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento foi feito em setembro, com 2.126 pessoas a partir dos 16 anos, em 129 munic\u00edpios das cinco regi\u00f5es do Pa\u00eds.De acordo com a pesquisa, dor de cabe\u00e7a, febre, resfriado e dores musculares est\u00e3o entre os principais sintomas que levam o brasileiro a se medicar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior porcentual de automedica\u00e7\u00e3o foi observado entre adultos de 25 a 34 anos: 91%. \u00c9 o caso da assistente financeira Michele Soares, de 34 anos. M\u00e3e de duas crian\u00e7as, de 2 e 11, ela tamb\u00e9m medica os filhos. &#8220;Se \u00e9 um sintoma comum, como uma eventual dor de cabe\u00e7a ou um resfriado, tomo algum analg\u00e9sico. Meu filho \u00e9 al\u00e9rgico e, como sei os sintomas e o tipo de medica\u00e7\u00e3o que ele toma, j\u00e1 vejo o que ele precisa e dou o rem\u00e9dio. Mas se eu ou os meus filhos tivermos uma febre persistente, algo mais intenso ou fora do comum, claro, procuro atendimento m\u00e9dico.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, a automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema enfrentado por v\u00e1rios pa\u00edses e que deve ser combatido em casos de sintomas persistentes e uso de medicamentos que necessitam de prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. No entanto, a utiliza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel de rem\u00e9dios isentos de prescri\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es pontuais, caracterizada como autocuidado, \u00e9 uma conduta que pode ser adotada. &#8220;H\u00e1 medica\u00e7\u00f5es que aliviam sintomas. Se n\u00e3o (houver a automedica\u00e7\u00e3o), as pessoas v\u00e3o precisar ir para o m\u00e9dico para coisas que s\u00e3o pequenas&#8221;, afirma Gustavo Gusso, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Fam\u00edlia e Comunidade e professor de Cl\u00ednica Geral da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cl\u00ednico e infectologista da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), Paulo Olzon diz que \u00e9 preciso ficar atento quando o sintoma fugir do habitual. &#8220;Quem est\u00e1 habituado a ter dor de cabe\u00e7a toma um rem\u00e9dio e ela passa. Passa a ser importante quando s\u00e3o medica\u00e7\u00f5es mais t\u00f3xicas. N\u00e3o d\u00e1 para achar que tem um problema card\u00edaco e tomar rem\u00e9dio sem a prescri\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Medo de m\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora Cleusa Maria de Almeida e Almeida, de 64 anos, tem l\u00fapus (doen\u00e7a inflamat\u00f3ria autoimune) e faz acompanhamento semestral. Mesmo assim, recorre \u00e0 automedica\u00e7\u00e3o. &#8220;Tenho medo de ir ao m\u00e9dico e descobrir algo muito ruim. Por isso, quando sinto alguma dor, acabo me automedicando. J\u00e1 tomei at\u00e9 inje\u00e7\u00e3o por minha conta para evitar ir ao m\u00e9dico. Passei um bom tempo da minha vida em atendimento m\u00e9dico e hospitalar. Hoje, a minha doen\u00e7a est\u00e1 sob controle.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analg\u00e9sicos, anti-inflamat\u00f3rios e anti\u00e1cidos s\u00e3o os tipos de medicamentos que sempre tem em casa. &#8220;Quando sinto alguma dor forte nos dedos, na articula\u00e7\u00e3o, tomo anti-inflamat\u00f3rio de 12 em 12 horas, por quatro dias e, logo quando passa a dor, volto a fazer as minhas coisas&#8221;, conta a professora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2006, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) estabeleceu os crit\u00e9rios para que rem\u00e9dios possam ser comprados sem receita m\u00e9dica, como n\u00e3o ter potencial para causar depend\u00eancia, n\u00e3o ter indica\u00e7\u00e3o para doen\u00e7as graves e ser tomado por curto per\u00edodo de tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Riscos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sintomas aparentemente comuns podem esconder doen\u00e7as mais graves. Quem faz o alerta \u00e9 o cardiologia e cl\u00ednico-geral Abr\u00e3o Jos\u00e9 Cury J\u00fanior, que trabalha no Hospital do Cora\u00e7\u00e3o (HCor) e na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As pessoas t\u00eam dor na boca do est\u00f4mago e tomam um anti\u00e1cido, mas pode ser enfarte, pancreatite, gastrite e at\u00e9 tumor. Uma dor nas costas pode ser dor muscular, mas tamb\u00e9m um aneurisma. Ao tomar um analg\u00e9sico, pode haver uma falsa melhora num primeiro momento, mas isso vai retardar o atendimento e pode ser grave. O uso abusivo de alguns medicamentos, como os anti-inflamat\u00f3rios, pode causar les\u00f5es no rim.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cury J\u00fanior recomenda que os pacientes tomem apenas medicamentos que j\u00e1 foram prescritos e tamb\u00e9m que o m\u00e9dico seja consultado caso os sintomas persistam. Al\u00e9m disso, orienta que todos tenham um bom relacionamento com um profissional da \u00e1rea. &#8220;\u00c9 importante ter um m\u00e9dico de confian\u00e7a. As pessoas t\u00eam mec\u00e2nicos, manicure e cabeleireiro de confian\u00e7a, mas n\u00e3o t\u00eam um m\u00e9dico.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para auxiliar os idosos, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Redes de Farm\u00e1cias e Drogarias (Abrafarma) realiza at\u00e9 esta sexta-feira (26) uma campanha para ajud\u00e1-los a organizar a rotina de medica\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9 oferecer revis\u00e3o medicamentosa em mais de mil estabelecimentos no Pa\u00eds, avaliando n\u00e3o s\u00f3 medicamentos prescritos, mas tamb\u00e9m os tomados por conta pr\u00f3pria, al\u00e9m de fitoter\u00e1picos e suplementos. A entidade destaca que, ao longo do ano, realiza a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre quest\u00f5es relacionadas \u00e0 sa\u00fade. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Leia J\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O porcentual \u00e9 o maior desde que a pesquisa come\u00e7ou a ser feita pelo Instituto de Ci\u00eancia, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) No Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar rem\u00e9dios sem prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. O porcentual \u00e9 o maior desde que a pesquisa come\u00e7ou a ser feita pelo Instituto de Ci\u00eancia, Tecnologia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":49353,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[1],"tags":[951,278,82],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49352"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49352"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49354,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49352\/revisions\/49354"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}