{"id":50143,"date":"2018-12-03T09:28:13","date_gmt":"2018-12-03T12:28:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=50143"},"modified":"2018-12-03T09:28:13","modified_gmt":"2018-12-03T12:28:13","slug":"recem-formados-so-283-querem-trabalhar-em-unidade-basica-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/recem-formados-so-283-querem-trabalhar-em-unidade-basica-de-saude\/","title":{"rendered":"Rec\u00e9m-formados: s\u00f3 28,3% querem trabalhar em unidade b\u00e1sica de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Condi\u00e7\u00f5es ruins de trabalho e defici\u00eancia na abordagem do curso geram apag\u00e3o de m\u00e9dicos voltados \u00e0 aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento da procura por registro profissional ap\u00f3s o edital mais recente do Mais M\u00e9dicos fez Conselhos Regionais de Medicina montarem uma for\u00e7a-tarefa para emitir milhares de CRM \u2013 sigla que nomeia a c\u00e9dula de identidade m\u00e9dica, um documento obrigat\u00f3rio que atesta legalidade do exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o. A abertura de vagas no programa provocou uma corrida de rec\u00e9m-formados, que teoricamente, em sua maioria, gostariam de fazer resid\u00eancia m\u00e9dica e n\u00e3o teriam a expectativa de in\u00edcio imediato da pr\u00e1tica m\u00e9dica ap\u00f3s a cola\u00e7\u00e3o de grau nem de trabalhar em unidades da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de sa\u00fade \u2013 uma \u00e1rea onde atuam os profissionais do Mais M\u00e9dicos. As perspectivas profissionais dos concluintes colocadas \u00e0 tona na pesquisa Demografia M\u00e9dica 2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM), deixam transparecer que a realidade atual percorre na contram\u00e3o dos desejos de rec\u00e9m-formados, que \u2013 em parte \u2013 t\u00eam auxiliado a preencher vagas da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, especialmente em \u00e1reas de maior vulnerabilidade social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento revela que s\u00f3 28,3% t\u00eam a unidade b\u00e1sica de sa\u00fade como local de trabalho de prefer\u00eancia. Por outro lado, segundo o levantamento do CFM, quase metade dos egressos (46,7%) alega que optaria por trabalhar no setor p\u00fablico, desde que tivesse padr\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es de trabalho equivalentes ao privado \u2013 setor escolhido por 12,2%. Para 41,1%, \u00e9 indiferente atuar em qualquer uma das duas \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSe esses par\u00e2metros fossem semelhantes, optaria pelo setor p\u00fablico, que pode proporcionar estabilidade. \u00c9 uma \u00e1rea em que ajudar\u00edamos quem mais precisa. Hoje, um dos problemas \u00e9 a falta de estrutura para se trabalhar na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. N\u00e3o h\u00e1 insumos m\u00ednimos e faltam medicamentos. Em alguns casos, n\u00e3o h\u00e1 disponibilidade para se indicar um exame. Como fechar um diagn\u00f3stico nessas condi\u00e7\u00f5es? E assim a gente n\u00e3o v\u00ea a vida do paciente mudar\u201d, relata o m\u00e9dico Gustavo Ferreira, 26 anos, que colou grau no \u00faltimo dia 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como a maioria dos rec\u00e9m-formados, ele quer cursar resid\u00eancia m\u00e9dica. A pesquisa do CFM mostra que 80% dos egressos pretendem seguir esse caminho ap\u00f3s a gradua\u00e7\u00e3o. Mas Gustavo tamb\u00e9m deseja atuar na Marinha, no Ex\u00e9rcito ou na For\u00e7a A\u00e9rea. \u201cFarei a prova da resid\u00eancia em cirurgia geral. Se selecionado, tranco o primeiro ano para atuar nas For\u00e7as Armadas\u201d, diz. Depois, ele tem a op\u00e7\u00e3o de seguir com o curso e manter o v\u00ednculo com o servi\u00e7o militar. A especialidade que ele pretende seguir \u00e9 a terceira mais desejada para resid\u00eancia m\u00e9dica: tem a prefer\u00eancia de 8,8% dos egressos (a primeira \u00e9 pediatria, com 12,3%). A pesquisa ainda destaca o fato de medicina de fam\u00edlia e comunidade ser uma das especialidades com amplia\u00e7\u00e3o da oferta de vagas de resid\u00eancia m\u00e9dica, mas que \u00e9 a primeira op\u00e7\u00e3o para s\u00f3 1,5% dos rec\u00e9m-formados, abaixo da cirurgia pl\u00e1stica, priorit\u00e1ria para 2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crise que emergiu recentemente no Mais M\u00e9dicos colocou em evid\u00eancia a import\u00e2ncia da medicina de fam\u00edlia e comunidade, que congrega m\u00e9dicos atuantes em postos e outros servi\u00e7os de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria em Sa\u00fade. \u00c9 um profissional que olha a pessoa de maneira integral, n\u00e3o s\u00f3 na doen\u00e7a. Por isso, \u00e9 capacitado para compreender sentimentos e expectativas dos pacientes, com a miss\u00e3o de identificar que a doen\u00e7a pode impactar a vida pessoal, familiar, profissional e social. \u201cNos curr\u00edculos do curso de medicina, \u00e9 regra os alunos transitarem por essa \u00e1rea da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, que hoje precisa ter a complexidade do trabalho resgatada. \u00c9 uma especialidade que exige menos tecnologia, mas requer uma habilidade do m\u00e9dico para lidar com doen\u00e7as frequentes, sem deixar de analisar quest\u00f5es sociais e psicol\u00f3gicas (da comunidade atendida). Tudo isso exige um grau de forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 presente como efeito final\u00edstico nas escolas de gradua\u00e7\u00e3o\u201d, ressalta o m\u00e9dico pediatra Jailson Correia, secret\u00e1rio de Sa\u00fade do Recife.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sa\u00fade coletiva<\/strong><br \/>\nPresidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), a m\u00e9dica epidemiologista Gulnar Azevedo sublinha que a experi\u00eancia vivida no Brasil com os m\u00e9dicos cubanos foi essencial para trazer um debate sobre a forma\u00e7\u00e3o human\u00edstica. \u201cEles fizeram outro tipo de rela\u00e7\u00e3o na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: escutavam e acompanhavam de perto os problemas da popula\u00e7\u00e3o.\u201d Para ela, a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no Pa\u00eds ainda \u00e9 muito voltada \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o. \u201cA abordagem focada no trabalho em postos de sa\u00fade, por exemplo, ainda \u00e9 pouco valorizada. Para isso mudar, s\u00e3o necess\u00e1rios tempo, incentivo e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, acrescenta Gulnar, sem deixar d\u00favidas sobre a valia da cobertura p\u00fablica universal e igualit\u00e1ria em sa\u00fade. \u201cDefendo o SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade), pois \u00e9 o melhor modelo que se pode ter. Mas \u00e9 preciso mudar a l\u00f3gica de forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos, investir em plano de carreira e em condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho\u201d, conclui a epidemiologista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Condi\u00e7\u00f5es ruins de trabalho e defici\u00eancia na abordagem do curso geram apag\u00e3o de m\u00e9dicos voltados \u00e0 aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria O aumento da procura por registro profissional ap\u00f3s o edital mais recente do Mais M\u00e9dicos fez Conselhos Regionais de Medicina montarem uma for\u00e7a-tarefa para emitir milhares de CRM \u2013 sigla que nomeia a c\u00e9dula de identidade m\u00e9dica, 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