{"id":50145,"date":"2018-12-03T09:32:41","date_gmt":"2018-12-03T12:32:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=50145"},"modified":"2018-12-03T09:32:41","modified_gmt":"2018-12-03T12:32:41","slug":"o-cenario-e-apocaliptico-diz-diretor-do-cremepe-sobre-crise-na-atencao-basica-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/o-cenario-e-apocaliptico-diz-diretor-do-cremepe-sobre-crise-na-atencao-basica-a-saude\/","title":{"rendered":"&#8216;O cen\u00e1rio \u00e9 apocal\u00edptico&#8217;, diz diretor do Cremepe sobre crise na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nesta entrevista, o m\u00e9dico Andr\u00e9 Dubeux aponta os pontos negativos e positivos do SUS, al\u00e9m de criticar as falhas na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2018\/12\/02\/normal\/61b93ae66e7c36a41a17d6ae31627b6d.jpg\" alt=\"Andr\u00c3\u00a9 Dubeux \u00c3\u00a9 m\u00c3\u00a9dico urologista, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e, na atual gest\u00c3\u00a3o, ocupa cargo de secret\u00c3\u00a1rio na diretoria \/ Bobby Fabisak\/JC Imagem\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e9dico urologista, Andr\u00e9 Dubeux \u00e9 ex-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e, na atual gest\u00e3o, ocupa cargo de secret\u00e1rio na diretoria. Nesta entrevista \u00e0 rep\u00f3rter Cinthya Leite, ele fala sobre perspectivas profissionais dos rec\u00e9m-formados, aponta os pontos negativos e positivos do SUS, al\u00e9m de criticar as falhas na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, a falta da carreira de m\u00e9dico de Estado e as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Confira:<\/strong><br \/>\nJC \u2013 O que explica um maior interesse dos rec\u00e9m-formados em fazer resid\u00eancia m\u00e9dica, em compara\u00e7\u00e3o a qualquer outra atividade, logo ap\u00f3s a conclus\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 Atualmente n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es alguma de um m\u00e9dico graduado exercer a profiss\u00e3o em sua plenitude, apesar do diploma legal. A resid\u00eancia m\u00e9dica \u00e9 praticamente mandat\u00f3ria. Outro ponto que merece destaque \u00e9 que n\u00e3o existe (vaga) de resid\u00eancia m\u00e9dica para todos os egressos. Estamos formando aproximadamente 35 mil m\u00e9dicos por ano (no Brasil). A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que, em 2050, existam cerca de 1,5 milh\u00e3o de m\u00e9dicos. Vamos triplicar (em compara\u00e7\u00e3o ao universo atual, de 452.801 m\u00e9dicos). O cen\u00e1rio \u00e9 apocal\u00edptico na minha concep\u00e7\u00e3o. Aqui em Pernambuco, s\u00e3o 600 vagas por ano de resid\u00eancia m\u00e9dica. Este ano quase 2,5 mil pessoas fizeram provas. Ou seja, 1,9 mil ficaram fora. Obviamente que a assist\u00eancia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o vai cair. Por outro lado, apenas 74% das vagas de resid\u00eancia m\u00e9dica em Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade s\u00e3o preenchidas. Isso acontece pelo desest\u00edmulo; n\u00e3o h\u00e1 carreira de m\u00e9dico de Estado, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o muito ruins. Existe tamb\u00e9m um desvirtuamento da Sa\u00fade da Fam\u00edlia, que est\u00e1 h\u00e1 bastante tempo precisando rever alguns conceitos. Por que eu digo isso? As duas patologias que mais demandam atualmente da Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria s\u00e3o diabetes e hipertens\u00e3o. Se ambas n\u00e3o forem tratadas adequadamente vai estourar a Aten\u00e7\u00e3o Terci\u00e1ria (servi\u00e7os de alta complexidade, como os hospitais). O Hospital da Restaura\u00e7\u00e3o, o Get\u00falio Vargas e o Ot\u00e1vio de Freitas lotados de pacientes com AVC (acidente vascular cerebral) e infartados, com p\u00e9 diab\u00e9tico&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 E estamos falando de doen\u00e7as que podem ser prevenidas e controladas na Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica \u00e0 Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 A sa\u00fade b\u00e1sica deste Pa\u00eds est\u00e1 muito ruim. E ainda tem a quest\u00e3o da seguran\u00e7a. Basta imaginar que, ao entrar em determinadas comunidades, \u00e9 preciso fazer um acordo com o traficante, e isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Recife; \u00e9 no Rio, em S\u00e3o Paulo, na Baixada Santista&#8230; A coisa n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples como a gente pensa. Muitos dos m\u00e9dicos que se formaram recentemente (entre os dias 21 e 24 de novembro, o Cremepe fez a inscri\u00e7\u00e3o de 381 m\u00e9dicos) foram atra\u00eddos pelo sal\u00e1rio de 11,8 mil reais (refer\u00eancia ao valor da bolsa-forma\u00e7\u00e3o do Mais M\u00e9dicos, cujo novo edital fez crescer o n\u00famero de registros nos conselhos em todo o Brasil). A maioria diz para gente que vai passar dois anos (vinculado ao programa) e depois fazer resid\u00eancia m\u00e9dica. Ainda vem outro vi\u00e9s: as coisas ficam mais dif\u00edceis quanto maior for o tempo em que o m\u00e9dico fica sem fazer resid\u00eancia, que est\u00e1 pior do que vestibular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 Como est\u00e3o distribu\u00eddas as vagas?<br \/>\nANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 No Brasil, as vagas de resid\u00eancia m\u00e9dica s\u00e3o fixas. Em outros pa\u00edses, como na Inglaterra, se n\u00e3o h\u00e1 necessidade de se ter mais anestesiologistas, e sim mais pediatras, abrem-se vagas na pediatra, por exemplo. Em Pernambuco, precisamos de mais m\u00e9dicos de sa\u00fade da fam\u00edlia, neonatologistas, pediatras e obstetras. Essas especialidades, ao longo do tempo, foram perdendo atratividade remunerat\u00f3ria e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Hoje os alunos se formam e querem radiologia, dermatologia, oftalmologia, medicina do tr\u00e1fego. N\u00e3o \u00e9 disso que precisamos, e sim de uma forte Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 Se pensarmos em Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade, falta algo para a especialidade ser mais atrativa a ponto de ser escolhida para a resid\u00eancia?<br \/>\nANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 Os m\u00e9dicos que queiram se dedicar (a essa especialidade) precisam ter carreira de Estado e v\u00ednculo empregat\u00edcio definitivo. Obviamente que isso n\u00e3o passa s\u00f3 pela condi\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria e de estabilidade, mas tamb\u00e9m por uma melhor equipe multidisciplinar para se trabalhar a (assist\u00eancia) materno-infantil, que considero hoje um caso de pol\u00edcia. O Estado brasileiro n\u00e3o cumpre o que diz o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que recomenda pelo menos seis consultas no pr\u00e9-natal. As mulheres n\u00e3o t\u00eam essas consultas. Na 12\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e9 o momento de se passar pelo ultrassom morfol\u00f3gico (exame feito na gravidez que avalia o risco de altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas). E (muitas mulheres) n\u00e3o consegue fazer (o exame) no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Outra coisa: voltamos a discutir s\u00edfilis neonatal (infec\u00e7\u00e3o transmitida para o beb\u00ea na gesta\u00e7\u00e3o), que \u00e9 uma doen\u00e7a b\u00edblica. Quando analisamos por que os casos ocorrem, percebemos que \u00e9 a falta de penicilina benzatina (usada para tratar a s\u00edfilis em gestantes). A empresa n\u00e3o queria mais fornecer (o medicamento) porque uma ampola de penicilina benzatina custa 3,50 reais. Ent\u00e3o, respondo diretamente: n\u00e3o h\u00e1 procura pela resid\u00eancia em Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade porque n\u00e3o h\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica nem carreira de Estado. Entregamos uma carta, ao presidente eleito, das entidades m\u00e9dicas com essas propostas. Precisamos ver algo atrativo para o m\u00e9dico de sa\u00fade da fam\u00edlia, que \u00e9 um profissional fundamental no SUS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 Esse \u00e9 o contexto que faz a Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade a ser a 1\u00aa op\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia s\u00f3 para 1,5% dos egressos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 Sim. O m\u00e9dico sempre pensa em ter um status; \u00e9 preciso admitir isso. Ele quer ter um carro do ano, um consult\u00f3rio e quer viajar. A sa\u00fade da fam\u00edlia, nesse modelo atual, est\u00e1 longe disso, muito longe disso. Estamos com esperan\u00e7a na receptividade do m\u00e9dico indicado ao cargo de pr\u00f3ximo ministro da Sa\u00fade, que conhece os anseios da categoria. Talvez&#8230; N\u00e3o sei se ele vai conseguir, mas \u00e9 uma esperan\u00e7a que a gente tem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 Neste panorama em que a maioria dos rec\u00e9m-formados quer fazer resid\u00eancia m\u00e9dica, ter consult\u00f3rio, trabalhar em hospitais e cl\u00ednicas e, por outro lado, uma minoria tem como prefer\u00eancia atuar em unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade e em programas de sa\u00fade da fam\u00edlia, como o senhor analisa, a longo prazo, o Mais M\u00e9dicos, que \u00e9 um programa pautado na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 Nunca fui contra o Mais M\u00e9dicos. N\u00e3o concordo, assim como as entidades m\u00e9dicas, com m\u00e9dicos que n\u00e3o tiveram o diploma revalidado. Mas n\u00e3o vamos entrar mais nesse m\u00e9rito. O Mais M\u00e9dicos, do ponto de vista de levar os colegas a lugares distantes foi v\u00e1lido. Pensar, no entanto, em resolver o problema da sa\u00fade p\u00fablica com a presen\u00e7a de m\u00e9dico \u00e9 querer pensar, com toda honestidade, que a gente \u00e9 idiota. Isso \u00e9 t\u00e3o verdade que o Mais M\u00e9dicos n\u00e3o resolveu o problema da sa\u00fade p\u00fablica no Brasil. No Recife, que tinha m\u00e9dicos cubanos, a sa\u00fade p\u00fablica \u00e9 uma vergonha: falta material, e estava na pauta a quest\u00e3o remunerat\u00f3ria. Mas a pauta principal \u00e9 a seguran\u00e7a. Para se fazer visita domiciliar, o m\u00e9dico precisava ter o aval do poder paralelo, que \u00e9 o dos traficantes. O Mais M\u00e9dicos \u00e9 importante. Se n\u00e3o houver, contudo, mudan\u00e7as de paradigma, de fluxo e de gest\u00e3o, continuar\u00e1 sem resolutividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 Se a maioria (80%) dos rec\u00e9m-formados hoje quer logo fazer resid\u00eancia e apenas uma minoria (16%) deseja in\u00edcio imediato da pr\u00e1tica m\u00e9dica, os m\u00e9dicos que colaram grau recentemente e ingressaram no Mais M\u00e9dicos est\u00e3o indo a um local que n\u00e3o \u00e9 prefer\u00eancia deles?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 Sim, eles est\u00e3o indo pela atra\u00e7\u00e3o financeira; n\u00e3o tenho duvidas disso. \u00c9 o principal chamamento. Os rec\u00e9m-formados est\u00e3o indo pela quest\u00e3o remunerat\u00f3ria, talvez at\u00e9 por uma quest\u00e3o da seguran\u00e7a jur\u00eddica e pela promessa do presidente eleito criar carreira de m\u00e9dico de Estado. Talvez seja isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 Muitos rec\u00e9m-formados optariam pelo setor p\u00fablico se remunera\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es de trabalho e n\u00famero de horas fossem equivalentes aos do privado. Como o senhor analisa esse cen\u00e1rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 Um exemplo: na Inglaterra, as coisas funcionam. Aqui, uma pessoa com reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria passa 18 meses entre o tempo de levar exames (ao m\u00e9dico) e ter a data da cirurgia confirmada. \u00c9 um sistema falido. Se eu tivesse condi\u00e7\u00f5es (de trabalho no sistema p\u00fablico), n\u00e3o teria consult\u00f3rio particular. Come\u00e7aria \u00e0s 7h e terminaria \u00e0s 16h como na Inglaterra, onde os m\u00e9dicos s\u00e3o bem remunerados e disciplinados. Eu tenho 28 anos de formado e dois v\u00ednculos com o Estado: um quando me formei e outro h\u00e1 25 anos. Ganho, com ambos os v\u00ednculos, 10 mil reais. Isso (remunera\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es de trabalho) tem que ser discutido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JC \u2013 E o senhor, doutor, acredita no SUS?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9 DUBEUX \u2013 \u00c9 uma pergunta capciosa. O SUS foi o maior modelo de inclus\u00e3o social do Pa\u00eds. Mas ser igualit\u00e1rio com recursos finitos, como os gestores exigem, \u00e9 dif\u00edcil. N\u00e3o sou contra o SUS. Acredito nele conceitualmente, mas acho que ele precisa ser revisto em alguns pontos, como na quest\u00e3o de financiamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta entrevista, o m\u00e9dico Andr\u00e9 Dubeux aponta os pontos negativos e positivos do SUS, al\u00e9m de criticar as falhas na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica M\u00e9dico urologista, Andr\u00e9 Dubeux \u00e9 ex-presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e, na atual gest\u00e3o, ocupa cargo de secret\u00e1rio na diretoria. 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