{"id":50283,"date":"2018-12-10T09:57:42","date_gmt":"2018-12-10T12:57:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=50283"},"modified":"2018-12-10T09:57:42","modified_gmt":"2018-12-10T12:57:42","slug":"whatsapp-ha-limite-na-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/whatsapp-ha-limite-na-medicina\/","title":{"rendered":"Whatsapp: h\u00e1 limite na medicina?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"http:\/\/www.cremepe.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/wt.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso de ferramentas de mensagens instant\u00e2neas, como o WhatsApp, \u00e9 aprovado por 85% dos m\u00e9dicos que participaram de uma pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina (APM). Os resultados, divulgados no \u00faltimo dia 4, ainda revelam que 57,9% dos participantes do levantamento s\u00e3o favor\u00e1veis a consultas a dist\u00e2ncia. E quando o tema \u00e9 prescri\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, as opini\u00f5es s\u00e3o divididas: 49,17% concordam (em receitar medicamentos por aplicativos de mensagem instant\u00e2nea), mas 50,83% dizem que n\u00e3o concordam com esse tipo de prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Integrante da diretoria do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o urologista Andr\u00e9 Dubeux acredita que a medicina n\u00e3o deve caminhar longe dos canais que permitem intera\u00e7\u00e3o, mas ressalta que \u00e9 preciso ter bom senso no uso de recursos tecnol\u00f3gicos, que t\u00eam modificado a din\u00e2mica de relacionamento entre m\u00e9dicos e pacientes. \u201cAs m\u00eddias sociais podem e devem ser usadas para otimizar tempo e operacionalizar, inclusive, condutas r\u00e1pidas. O Conselho Federal de Medicina tem uma resolu\u00e7\u00e3o que estabelece cuidados \u00e9ticos que o m\u00e9dico deve ter nesses casos\u201d, diz Andr\u00e9 Dubeux. Sobre prescri\u00e7\u00e3o de medicamentos feita por ferramentas de mensagens instant\u00e2neas, ele alerta para para as limita\u00e7\u00f5es. \u201cA prescri\u00e7\u00e3o subentende que o m\u00e9dico fez um racioc\u00ednio cl\u00ednico com base numa queixa do paciente, em exames f\u00edsicos e eventuais testes laboratoriais que tenham sido feitos. No momento em que se come\u00e7a a prescrever (a dist\u00e2ncia), pode-se a vulgarizar o atendimento, e o m\u00e9dico pode incorrer em infra\u00e7\u00f5es \u00e9ticas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento tamb\u00e9m revelou que 84,67% dos m\u00e9dicos dizem usar recursos tecnol\u00f3gicos para observa\u00e7\u00e3o dos pacientes e otimizar o tempo da consulta. O prontu\u00e1rio eletr\u00f4nico \u00e9 o recurso mais usado, com 76,75% das respostas no grupo dos profissionais que j\u00e1 incorporaram a tecnologia na rotina. \u201cUm dos maiores problemas, na \u00e1rea de sa\u00fade, \u00e9 o acesso. Por barreira geogr\u00e1fica, n\u00e3o se consegue chegar ao local do atendimento. A redu\u00e7\u00e3o de profissionais deve acontecer, e n\u00e3o somente m\u00e9dicos\u201d, diz o diretor da APM, Ant\u00f4nio Carlos Endrigo. A pesquisa da institui\u00e7\u00e3o foi realizada por question\u00e1rio online estruturado e contou com 848 respostas espont\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A principal causa de morte relacionada a diabetes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diabetes ocupa o quinto lugar entre as doen\u00e7as que mais matam no Brasil. No entanto, alguns especialistas acreditam que esse impacto pode ser muito maior. \u201cA diabetes predisp\u00f5e ao infarto e ao desenvolvimento de v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer\u201d, explicou o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) de Ribeir\u00e3o Preto, em semin\u00e1rio realizado na \u00faltima semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quem j\u00e1 convive com diabetes tem que tamb\u00e9m tomar cuidado com as doen\u00e7as cardiovasculares, que afetam os vasos sangu\u00edneos e o cora\u00e7\u00e3o. \u201cPara diminuir a mortalidade por diabetes tem que tratar o cora\u00e7\u00e3o\u201d, aconselha o cardiologista e professor da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Universidade de Campinas (Unicamp), Ot\u00e1vio Rizzi. E acrescenta: \u201c85% dos diab\u00e9ticos v\u00e3o morrer de doen\u00e7as macrovasculares, que incluem problemas como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doen\u00e7a arterial perif\u00e9rica e insufici\u00eancia card\u00edaca. Quem tem diabetes possui o dobro da chance de infartar\u201d, diz Rizzi. O que ambos os especialistas prop\u00f5e ao paciente \u00e9 mudar o estilo de vida para um modo saud\u00e1vel, cuidar da alimenta\u00e7\u00e3o, fazer exerc\u00edcios f\u00edsicos e tomar os medicamentos prescritos pelos m\u00e9dicos. \u201c\u00c9 uma doen\u00e7a complexa, que requer um tratamento complexo\u201d, atesta Couri. Ambos defendem um tratamento integrado com uma equipe formada por v\u00e1rios profissionais, incluindo cardio e endocrinologista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a preocupa\u00e7\u00e3o com a diabetes deve chegar tamb\u00e9m \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais jovem, pois ocorreu um aumento de 93,2% a mais de obesidade, nas pessoas de 18 a 24 anos, entre 2006 e 2016, segundo a pesquisa Vigitel realizada pelo governo federal. \u201cEssa conta vai chegar. Quando se aumenta a circunfer\u00eancia abdominal, v\u00eam diabetes, triglic\u00e9rides alto e apneia do sono\u201d, resume Couri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">l colaborou, de S\u00e3o Paulo, a rep\u00f3rter \u00c2ngela Belfort<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pr\u00e9-diabetes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo acima define o risco aumentado para se desenvolver diabetes. A condi\u00e7\u00e3o \u00e9 identificada quando a glicemia est\u00e1 mais alta do que o normal, mas n\u00e3o o suficiente para dar um diagn\u00f3stico de diabetes. Cerca de 70% das pessoas com glicemia de jejum alterada, se n\u00e3o tratadas, desenvolvem diabetes tipo 2. Pesquisa recente da Merck, conduzida pelo Ibope, mostra que 42% dos brasileiros desconhecem o termo pr\u00e9-diabetes e suas consequ\u00eancias, o que faz passar a oportunidade das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hist\u00f3ria e ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 2 de janeiro, o Museu do Imip sedia a exposi\u00e7\u00e3o Ci\u00eancias M\u00e9dicas: Estudo e Pr\u00e1tica no Hospital Pedro II , que re\u00fane registros sobre o elo entre a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia do Recife e a Faculdade de Medicina do Recife. A mostra traz fotografias, instrumentos e livros da \u00e9poca em que o Hospital Pedro II era um hospital-escola da Faculdade de Medicina de Pernambuco. O museu do Imip fica no t\u00e9rreo do Pedro II, nos Coelhos, \u00e1rea central do Recife, e funciona de segunda a quinta, das 9h \u00e0s 17h; na sexta, das 9h \u00e0s 16h.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Muito merecido<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta coluna parabeniza o psiquiatra Ant\u00f4nio Peregrino, eleito para a Academia Pernambucana de Medicina, assumindo a cadeira de n\u00famero 23, que foi do tamb\u00e9m psiquiatra Othon Bastos, \u201cgrande professor de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de psiquiatras que guardam ensinamentos t\u00e9cnicos do mestre\u201d, como escreveu o pr\u00f3prio Peregrino em artigo de homenagem a Othon, publicado neste JC, em 19\/8\/16, dias ap\u00f3s a morte do \u201cbaluarte da psiquiatria brasileira\u201d, segundo define o seu sucessor, cuja posse ser\u00e1 em fevereiro de 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Clima e sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mudan\u00e7as de temperatura e chuvas podem ter grande impacto na transmiss\u00e3o de doen\u00e7as transmitidas por vetores, como o Aedes. O Lancet Countdown acaba de fazer um alerta para o risco que sistemas de sa\u00fade correm se governos e sociedade n\u00e3o agirem para frear o aquecimento global. O documento mostra que a capacidade vetorial global para transmiss\u00e3o da dengue foi a mais alta registrada, desde a d\u00e9cada de 1950, subindo em 9,1% para o Aedes aegypti. \u201cAt\u00e9 pouco tempo, impactos na sa\u00fade eram pouco estudados nesse campo, mas tudo recai sobre a sa\u00fade\u201d, diz a pesquisadora Sandra Hacon, da Escola Nacional da Sa\u00fade P\u00fablica S\u00e9rgio Arouca, que participou do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Meningite<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este ano, at\u00e9 1\u00ba de dezembro, foram notificados 36 casos de doen\u00e7a meningoc\u00f3cica (infec\u00e7\u00e3o das membranas que recobrem o c\u00e9rebro), com 23 confirma\u00e7\u00f5es em Pernambuco. Os n\u00fameros s\u00e3o maiores do que todo o acumulado de 2017, que teve 29 notifica\u00e7\u00f5es, com 17 casos confirmados. A curva de mortalidade tamb\u00e9m cresceu este ano: o Estado j\u00e1 registrou quatro \u00f3bitos associados \u00e0 doen\u00e7a. Em todo o ano de 2017, foram duas mortes. Os n\u00fameros refor\u00e7am a import\u00e2ncia da imuniza\u00e7\u00e3o contra a meningite meningoc\u00f3cica, que certamente est\u00e1 entre as doen\u00e7as imunopreven\u00edveis mais temidas. Vale lembrar que a vacina meningoc\u00f3cica C \u00e9 oferecida pela rede p\u00fablica de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Cremepe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso de ferramentas de mensagens instant\u00e2neas, como o WhatsApp, \u00e9 aprovado por 85% dos m\u00e9dicos que participaram de uma pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina (APM). 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