{"id":50314,"date":"2018-12-11T08:32:22","date_gmt":"2018-12-11T11:32:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=50314"},"modified":"2018-12-11T08:32:22","modified_gmt":"2018-12-11T11:32:22","slug":"cuidados-paliativos-70-poderiam-ser-tratados-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/cuidados-paliativos-70-poderiam-ser-tratados-em-casa\/","title":{"rendered":"Cuidados paliativos: 70% poderiam ser tratados em casa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Controlar sintomas como dor, n\u00e1usea e v\u00f4mito deveria estar ao alcance de todos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada vez que escrevo sobre cuidados paliativos, fico com a sensa\u00e7\u00e3o de que imediatamente as pessoas associam esse tipo de abordagem terap\u00eautica a um paciente em seu leito de morte. No entanto, eles abrangem tudo o que pode ser oferecido \u00e0 pessoa que tenha uma doen\u00e7a fora de possibilidade de cura, com o objetivo de melhorar a qualidade da sua exist\u00eancia \u2013 que pode se estender por muito tempo. \u201cNa verdade, o cuidado paliativo \u00e9 o bom cuidado a que todos deveriam ter direito. Esse \u00e9 um assunto para todos\u201d, resumiu a m\u00e9dica colombiana Tania Pastrana, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Latino-Americana de Cuidados Paliativos. Uma das autoras do \u201cAtlas de Cuidados Paliativos da Am\u00e9rica Latina\u201d, publicado em 2012, atualmente \u00e9 pesquisadora da Universidade de RWTH Aachen, na Alemanha, onde faz p\u00f3s-doutorado no departamento de medicina paliativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstamos falando do controle de sintomas como dor, n\u00e1usea, v\u00f4mito, at\u00e9 medo. A comunica\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia do doente \u00e9 igualmente importante. Estudos mostram que, quando a fam\u00edlia recebe informa\u00e7\u00f5es corretas, sua confian\u00e7a aumenta e ela lida melhor com a situa\u00e7\u00e3o, aumentando tamb\u00e9m o n\u00famero de dias da vida do paciente\u201d, afirma a doutora. Ela explica que 70% poderiam receber esses cuidados em casa: \u201co hospital \u00e9 para uma crise, uma situa\u00e7\u00e3o aguda. Um n\u00famero menor de idas ao hospital diminui os custos da sa\u00fade e, ao mesmo tempo, melhora a qualidade de vida do paciente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso poderia acontecer se, nos postos de sa\u00fade, os m\u00e9dicos generalistas j\u00e1 se encarregassem dessa abordagem \u2013 o chamado primeiro n\u00edvel de cuidados paliativos. O segundo n\u00edvel ficaria para especialistas que lidam com doen\u00e7as graves, de pediatras a oncologistas. Os paliativistas se encarregariam do terceiro n\u00edvel, isto \u00e9, de casos mais complexos. \u201cNa verdade, todos os profissionais cujo trabalho tem rela\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade deveriam ter forma\u00e7\u00e3o em cuidados paliativos: al\u00e9m de alunos de medicina e enfermagem, tamb\u00e9m os de psicologia e servi\u00e7o social, por exemplo\u201d, diz a m\u00e9dica Tania Pastrana. Entretanto, no Brasil, apenas 14% dos cursos de medicina oferecem a disciplina, que n\u00e3o \u00e9 sequer obrigat\u00f3ria na maioria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDe acordo com dados da OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade), na Am\u00e9rica Latina, que tem uma popula\u00e7\u00e3o de 615 milh\u00f5es, 75% das mortes s\u00e3o causadas por doen\u00e7as cr\u00f4nicas, ou seja, as pessoas n\u00e3o morrem subitamente e muitas convivem com a dor e o desconforto. Dos 3,5 milh\u00f5es de mortes por ano, 60% dos indiv\u00edduos se beneficiariam se tivessem acesso a cuidados paliativos. H\u00e1 cerca de 1.100 centros que oferecem esse servi\u00e7o, 50% ligados a hospitais \u2013 quando o ideal \u00e9 que estivesse na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de sa\u00fade. No Brasil, h\u00e1 apenas 170 servi\u00e7os de cuidados paliativos, menos de 1 para cada milh\u00e3o de habitantes, o que deve ser interpretado como sofrimento severo associado \u00e0s enfermidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A especialista cita bons exemplos como o do Panam\u00e1, que tem investido em aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria; e da Argentina e Col\u00f4mbia, que ampliaram o acesso aos medicamentos. Na sua opini\u00e3o, evitar que o paciente sinta sofra deveria ser uma prioridade: \u201cesse \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica e todo m\u00e9dico deveria dominar o tema. O risco de depend\u00eancia \u00e9 pequeno e pode ser controlado\u201d. Ali\u00e1s, o acesso global a rem\u00e9dios para o al\u00edvio da dor \u00e9 o retrato da desigualdade: pa\u00edses como Estados Unidos e Canad\u00e1 disp\u00f5em de um volume imenso de recursos, enquanto a escassez \u00e9 quase absoluta em outras regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Controlar sintomas como dor, n\u00e1usea e v\u00f4mito deveria estar ao alcance de todos Cada vez que escrevo sobre cuidados paliativos, fico com a sensa\u00e7\u00e3o de que imediatamente as pessoas associam esse tipo de abordagem terap\u00eautica a um paciente em seu leito de morte. 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