{"id":51667,"date":"2019-03-13T16:25:46","date_gmt":"2019-03-13T19:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=51667"},"modified":"2019-03-13T16:25:46","modified_gmt":"2019-03-13T19:25:46","slug":"fav-lanca-aplicativo-para-aprimorar-monitoramento-de-criancas-com-microcefalia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/fav-lanca-aplicativo-para-aprimorar-monitoramento-de-criancas-com-microcefalia\/","title":{"rendered":"FAV lan\u00e7a aplicativo para aprimorar monitoramento de crian\u00e7as com microcefalia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O aplicativo foi idealizado pela Funda\u00e7\u00e3o Altino Ventura em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco e o Cetene<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento das crian\u00e7as S\u00edndrome Cong\u00eanita do Zika V\u00edrus agora poder\u00e1 ser acompanhado de forma mais f\u00e1cil com a ajuda da tecnologia. Um aplicativo para celular, chamado Mobcare, foi lan\u00e7ado por meio de uma parceria entre a Funda\u00e7\u00e3o Altino Ventura (FAV), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Centro de Tecnologias Estrat\u00e9gicas do Nordeste (Cetene). Nele, familiares e cuidadores depositam informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas dos pacientes que ser\u00e3o monitoradas pelos terapeutas que fazem o acompanhamento destas crian\u00e7as na FAV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aplicativo foi testado durante um ano por 27 fam\u00edlias e 16 terapeutas e os primeiros dados j\u00e1 est\u00e3o sendo cadastrados. Agora, ele estar\u00e1 dispon\u00edvel para que seja feito o monitoramento de todas as 176 crian\u00e7as em reabilita\u00e7\u00e3o na unidade. Assim que soube da ideia, a dona de casa Inabela Tavares n\u00e3o entendeu bem a proposta do aplicativo. Em meio \u00e0 rotina corrida, cuidando da sua filha Graziella Tavares, de 3 anos, mais uma obriga\u00e7\u00e3o, dessa vez no telefone, parecia algo dif\u00edcil. \u201cFiquei um pouco preocupada, mas depois que entendi qual era o intuito, adorei. Agora, al\u00e9m do acompanhamento feito semanalmente na FAV, temos a oportunidade de estender esse monitoramento para casa\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o aplicativo foi pensado junto com os cuidadores e os profissionais para que as necessidades fossem atendidas. Durante o per\u00edodo de teste, melhorias foram realizadas para que o acesso fosse facilitado para as fam\u00edlias. \u201cTudo foi feito com nossa ajuda. Pudemos dizer nossas dificuldades e sugerir coisas. \u00c9 muito bom esse trabalho conjunto, essa \u00e9 a chave para a evolu\u00e7\u00e3o das nossas crian\u00e7as\u201d, acrescenta Inabela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa est\u00e1 sendo criado desde 2016 e funciona como uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio do beb\u00ea. Al\u00e9m de poderem registrar altera\u00e7\u00f5es no quadro cl\u00ednico das crian\u00e7as, como febre, convuls\u00f5es ou espasmos, por exemplo, as m\u00e3es ainda t\u00eam acesso a uma agenda, onde constam todos os futuros atendimentos e uma \u00e1rea especial para atividades estimuladoras. \u201cA fisioterapeuta produz e envia um v\u00eddeo para cada paciente para que a gente continue as atividades em casa. Depois de cada uma, informamos ao aplicativo que o trabalho de casa foi realizado. Isso ajuda para que no final possam avaliar o que influenciou no desenvolvimento de cada um dos nossos beb\u00eas\u201d, explica Ana Paula Albuquerque, m\u00e3e do pequeno Danilo Miguel Pessoa, 3 anos, que faz o acompanhamento na FAV desde o primeiro m\u00eas de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outros pacientes<\/strong><br \/>\nComo a experi\u00eancia est\u00e1 sendo exitosa, a expectativa \u00e9 que, futuramente, outros pacientes da FAV possam utilizar o aplicativo. \u201cFacilita n\u00e3o somente o banco de dados e as informa\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m no dia a dia das fam\u00edlias. \u00c9 um projeto da maior relev\u00e2ncia porque nossa meta \u00e9 economizar tempo, ter efici\u00eancia e ao mesmo tempo oferecer o melhor servi\u00e7o. Se tudo der certo, crian\u00e7as com outras defici\u00eancias tamb\u00e9m ser\u00e3o beneficiadas com o aplicativo\u201d, registra a presidente da FAV, Liana Ventura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O programa foi pensando em duas vers\u00f5es. Uma para os cuidadores e outra para os profissionais. Al\u00e9m das op\u00e7\u00f5es de sintomas j\u00e1 programadas, os respons\u00e1veis tamb\u00e9m podem relatar outros altera\u00e7\u00f5es, filmar e gravar \u00e1udio. Tudo para facilitar o uso do sistema. \u201cFoi feito um estudo minucioso para entender o perfil dessas fam\u00edlias. Elas t\u00eam smartphone? t\u00eam conex\u00e3o com a internet? sabem usar o aplicativo? Pensamos em tudo para que o uso fosse f\u00e1cil, personalizado e eficiente\u201d, relata a fonoaudi\u00f3loga e coordenadora do Mobcare, Janiely Tin\u00f4co.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aplicativo foi idealizado pela Funda\u00e7\u00e3o Altino Ventura em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco e o Cetene O desenvolvimento das crian\u00e7as S\u00edndrome Cong\u00eanita do Zika V\u00edrus agora poder\u00e1 ser acompanhado de forma mais f\u00e1cil com a ajuda da tecnologia. 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