{"id":52516,"date":"2019-04-23T09:09:28","date_gmt":"2019-04-23T12:09:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=52516"},"modified":"2019-04-23T09:09:28","modified_gmt":"2019-04-23T12:09:28","slug":"hipertensao-cresce-em-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/hipertensao-cresce-em-criancas\/","title":{"rendered":"Hipertens\u00e3o cresce em crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Longe de ser um problema apenas dos mais velhos, a enfermidade tamb\u00e9m tem ficado frequente nas crian\u00e7as. Hoje nos meninos e meninas brasileiros h\u00e1 uma preval\u00eancia superior a 5% da doen\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doen\u00e7a cr\u00f4nica de alta preval\u00eancia no Brasil e no mundo, a hipertens\u00e3o arterial \u00e9 um dos grandes desafios da sa\u00fade p\u00fablica. Uma verdadeira epidemia. Apenas no Pa\u00eds, a estimativa \u00e9 que mais de 35 milh\u00f5es de adultos tenham a doen\u00e7a, que se n\u00e3o tratada de forma adequada pode resultar em graves problemas como infarto, acidente vascular cerebral (SCV) e insufici\u00eancia renal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe de ser um problema apenas dos mais velhos, a enfermidade tamb\u00e9m tem ficado frequente nas crian\u00e7as. Hoje nos meninos e meninas brasileiros h\u00e1 uma preval\u00eancia superior a 5% da doen\u00e7a. Durante esta semana, a enfermidade ganha ainda mais destaque j\u00e1 que na sexta-feira (26) \u00e9 o Dia Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Combate a Hipertens\u00e3o. O diagnostico precoce \u00e9 regra de ouro para qualquer idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O coordenador da unidade de Nefrologia Pedi\u00e1trica do Imip, Jos\u00e9 Pacheco, comentou que mudan\u00e7as no padr\u00e3o de comportamento e de alimenta\u00e7\u00e3o t\u00eam impactado na press\u00e3o arterial de crian\u00e7as para a ocorr\u00eancia da hipertens\u00e3o prim\u00e1ria. Entre os principais vil\u00f5es est\u00e3o a inatividade f\u00edsica e o consumo precoce de alimentos industrializados, que s\u00e3o riqu\u00edssimos em sal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA introdu\u00e7\u00e3o precoce, antes do 2\u00ba ano de vida, de alimentos ricos em a\u00e7\u00facar e sal, fazem com que as crian\u00e7as abandonem as frutas, verduras e legumes, porque passam a n\u00e3o ter \u2018gosto\u2019 mais para elas. A papilas da l\u00edngua, o paladar, se estabelecem por volta dos 2 anos de idade, ent\u00e3o se antes desse per\u00edodo voc\u00ea come\u00e7a a introduzir alimentos ricos em a\u00e7\u00facar e sal eles v\u00e3o abandonar a papinha de fruta e de legumes, gerando uma mudan\u00e7a do padr\u00e3o alimentar e aumento da obesidade j\u00e1 na inf\u00e2ncia. Obesas elas tamb\u00e9m aumentam em 30 vezes a probabilidade de ter eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jos\u00e9 Pacheco destaca a aferi\u00e7\u00e3o da press\u00e3o na crian\u00e7a tem crit\u00e9rios diferentes da do adulto. Nos mais velhos o par\u00e2metro \u00e9 o 140 por 90, mas nos pequenos o c\u00e1lculo leva em considera\u00e7\u00e3o a altura, sexo e peso. E nas crian\u00e7as a hipertens\u00e3o \u00e9 ainda mais silenciosa. \u201c\u00c9 discreta e, inicialmente, n\u00e3o produz sintoma nenhum. Se o pediatra n\u00e3o aferir a press\u00e3o arterial na rotina do exame f\u00edsico n\u00e3o vai dar o diagnostico precoce\u201d, disse. De acordo com ele, o estabelecido pela Sociedade Americana de Pediatria \u00e9 que os beb\u00eas saud\u00e1veis precisam ter a press\u00e3o aferida anualmente a partir do 3\u00ba ano de vida. Mas os beb\u00eas abaixo de tr\u00eas anos com fatores de risco como baixo peso ao nascer, prematuridade, internamento em UTI, dist\u00farbio pulmonar e uso prolongador de respirador necessitam de aferi\u00e7\u00e3o rotineira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro fator de alerta desde a inf\u00e2ncia \u00e9 a hereditariedade. Indiv\u00edduos com pais ou av\u00f3s com hist\u00f3rico de hipertens\u00e3o devem redobrar os cuidados em qualquer \u00e9poca da vida. O coordenador de Cl\u00ednica M\u00e9dica do Hospital Miguel Arraes, F\u00e1bio Queiroga, comentou ainda que a doen\u00e7a tem uma ocorr\u00eancia maior tamb\u00e9m na popula\u00e7\u00e3o negra, heran\u00e7a da pr\u00f3pria etnia. \u201cO negro tem mais hipertens\u00e3o e tem mais hipertens\u00e3o de dif\u00edcil controle. Acaba mais resistente para o tratamento\u201d, comentou. De forma geral, indiv\u00edduos adultos completamente saud\u00e1veis devem aferir a press\u00e3o ao menos uma vez ao ano. Aqueles j\u00e1 hipertensos devem ampliar essa frequ\u00eancia, al\u00e9m de seguir as orienta\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas para controlar a enfermidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a popularidade dos tensi\u00f4metros eletr\u00f4nicos que se tornaram popular em muitas casas, o m\u00e9dico esclarece que o equipamento \u00e9 \u00fatil, mas \u00e9 preciso certa cautela. \u201cEsses tensi\u00f4metros s\u00e3o interessantes para voc\u00ea ter um par\u00e2metro. A maioria deles tem um poder de medi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o certo. Mas ajuda ter o aparelho em casa, anotar e quando for ao m\u00e9dico informar como essa curva de press\u00e3o se comportou. Contudo, o aparelho de casa deve ser algo para se tomar uma decis\u00e3o, como decis\u00e3o medicamentosa, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VIGITEL<\/strong><br \/>\nO \u00faltimo levantamento de Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel), realizado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em 2018, e que leva em conta as capitais brasileiras, aponta que a frequ\u00eancia de adultos que referiram diagn\u00f3stico m\u00e9dico de hipertens\u00e3o foi de 16,1% (em Palmas) a 30,7% (no Rio de Janeiro). Nesta escala, o Recife teve percentual foi 26,3%. Chama aten\u00e7\u00e3o, no entanto que a cidade pernambucana ficou na segunda posi\u00e7\u00e3o quando se observa pacientes do sexo feminino. Entre mulheres, as maiores frequ\u00eancias foram observadas no Rio de Janeiro (34,7%), Recife (30,0%) e Salvador (28,7%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Longe de ser um problema apenas dos mais velhos, a enfermidade tamb\u00e9m tem ficado frequente nas crian\u00e7as. Hoje nos meninos e meninas brasileiros h\u00e1 uma preval\u00eancia superior a 5% da doen\u00e7a Doen\u00e7a cr\u00f4nica de alta preval\u00eancia no Brasil e no mundo, a hipertens\u00e3o arterial \u00e9 um dos grandes desafios da sa\u00fade p\u00fablica. Uma verdadeira epidemia. 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