{"id":5254,"date":"2012-04-12T14:02:04","date_gmt":"2012-04-12T14:02:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=5254"},"modified":"2012-04-12T14:02:04","modified_gmt":"2012-04-12T14:02:04","slug":"recifenses-cada-vez-mais-acima-do-peso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/recifenses-cada-vez-mais-acima-do-peso\/","title":{"rendered":"Recifenses cada vez mais acima do peso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quase metade da popula\u00e7\u00e3o recifense tem  excesso de peso. Pesquisa realizada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade revela que  47% dos 1,6 milh\u00e3o de habitantes da capital pernambucana estavam com  sobrepeso ano passado, \u00edndice que cresceu 3,7% em seis anos. Em 2006,  eram 43,3% nessa situa\u00e7\u00e3o. A obesidade tamb\u00e9m aumentou no Recife. A taxa  era de 11,9%, em 2006, e chegou a 14,8%, em 2011. O estudo Vigil\u00e2ncia  de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito  Telef\u00f4nico (Vigitel 2011), divulgado anteontem, abrangeu todas as  capitais brasileiras e o Distrito Federal. Foram entrevistados por  telefone 54 mil adultos em 2011, dos quais 2.005 no Recife.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;S\u00e3o \u00edndices que preocupam, mas que n\u00e3o  diferem muito do cen\u00e1rio nacional. Embora os percentuais tenham  aumentado de 2006 a 2011, em um ano, de 2010 para 2011, percebemos que  houve queda na popula\u00e7\u00e3o com obesidade e com excesso de peso no Recife.  Eram 17,5% com obesidade, em 2010, contra 14,8%, ano passado. Com  excesso de peso, havia 49,8% dos recifenses, dois anos atr\u00e1s. Esse  \u00edndice caiu para 47%, em 2011&#8221;, informa a gerente das Academias da  Cidade da Prefeitura do Recife, Geanine Barros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dado positivo, ressalta Geanine, \u00e9  que cresceu a quantidade de pessoas que praticam atividades f\u00edsicas.  Subiu de 14,7%, em 2006, para 29%, em 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dona de casa Elzira Seuajlrick, 76  anos, por exemplo, modificou a rotina depois que seu cardiologista  identificou que ela estava com o peso acima do recomendado. Desde  janeiro de 2008, ela frequenta a Academia da Cidade que funciona na  Pra\u00e7a Miguel de Cervantes, na Ilha do Leite, \u00e1rea central do Recife.  &#8220;Comecei na Academia da Cidade pesando 78,5 quilos, agora tenho 72  quilos. Estou gostando de fazer exerc\u00edcios. Percebo que estou mais  r\u00e1pida, mais esperta&#8221;, diz Elzira. Outra mudan\u00e7a na rotina da dona de  casa, moradora da Boa Vista, foi o maior consumo de frutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, o Recife disp\u00f5e de 29  Academias da Cidade, mas a meta \u00e9 chegar a 42 at\u00e9 o fim do ano. Por m\u00eas,  cerca de 60 mil pessoas utilizam o espa\u00e7o, participando das aulas ou  usando os equipamentos. &#8220;Al\u00e9m de ampliar as \u00e1reas para pr\u00e1tica de  atividades f\u00edsicas, desenvolvemos o Programa Sa\u00fade na Escola&#8221;, explica  Geanine. O projeto compreende forma\u00e7\u00e3o para professores, merendeiras,  alunos e comunidade, al\u00e9m de controle da merenda e atividades de  educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica nas escolas. Vinte col\u00e9gios municipais fazem parte do  programa. At\u00e9 maio, outros 43 ser\u00e3o inseridos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisa, a propor\u00e7\u00e3o de  pessoas acima do peso no Brasil avan\u00e7ou de 42,7%, em 2006, para 48,5%,  em 2011. No mesmo per\u00edodo, o percentual de obesos subiu de 11,4% para  15,8%. A obesidade \u00e9 um forte fator de risco para sa\u00fade e tem rela\u00e7\u00e3o  com altos n\u00edveis de gordura e a\u00e7\u00facar no sangue, excesso de colesterol e  casos de pr\u00e9-diabete. Pessoas obesas tamb\u00e9m t\u00eam mais chance de sofrer  com doen\u00e7as cardiovasculares, principalmente isqu\u00eamicas (infarto,  trombose, embolia e arteriosclerose), al\u00e9m de problemas ortop\u00e9dicos,  asma e apneia do sono, entre outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumo excessivo de sal, por exemplo,  \u00e9 apontado como fator de risco para a hipertens\u00e3o arterial. Para  diminuir o consumo de s\u00f3dio entre a popula\u00e7\u00e3o, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade  firmou acordo volunt\u00e1rio com a ind\u00fastria aliment\u00edcia que prev\u00ea a  diminui\u00e7\u00e3o, gradual, do uso do s\u00f3dio em 16 categorias de alimentos. P\u00e3o  franc\u00eas, massas instant\u00e2neas e maionese est\u00e3o nesse grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CIRURGIA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O engenheiro Mozart Batista, 59, est\u00e1  com 83 quilos. Far\u00e1 hoje cirurgia bari\u00e1trica, popularmente como redu\u00e7\u00e3o  de est\u00f4mago, no Hospital Universit\u00e1rio Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo  Amaro. Apesar de estar acima do peso, o procedimento foi recomendado por  ele ser diab\u00e9tico. &#8220;Passei a engordar depois que casei, quando tinha 24  anos. Al\u00e9m de comer mais, parei de jogar bola. Meus pais eram obesos&#8221;,  conta Mozart, que tem um casal de filhos. A filha j\u00e1 passou pela mesma  cirurgia. O filho, Mozart J\u00fanior, 34, reconhece que se n\u00e3o se cuidar  tamb\u00e9m ficar\u00e1 obeso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A obesidade no Brasil \u00e9 hoje um  problema de sa\u00fade p\u00fablica. Tanto que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade criou um  programa de cirurgia da obesidade no mesmo n\u00edvel de programas  institucionais como da catarata e de pr\u00f3stata&#8221;, observa o m\u00e9dico Pedro  Cavalcanti, coordenador do programa de cirurgia da obesidade do Huoc.  Por ano, o hospital realiza entre 120 e 130 opera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 uma lista de  espera de 500 pacientes. &#8221; A m\u00e9dia de espera \u00e9 de um ano, quando o ideal  era que fosse de tr\u00eas meses&#8221;, explica Pedro.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase metade da popula\u00e7\u00e3o recifense tem excesso de peso. Pesquisa realizada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade revela que 47% dos 1,6 milh\u00e3o de habitantes da capital pernambucana estavam com sobrepeso ano passado, \u00edndice que cresceu 3,7% em seis anos. Em 2006, eram 43,3% nessa situa\u00e7\u00e3o. A obesidade tamb\u00e9m aumentou no Recife. 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