{"id":53762,"date":"2019-07-01T10:17:58","date_gmt":"2019-07-01T13:17:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=53762"},"modified":"2019-07-01T10:23:52","modified_gmt":"2019-07-01T13:23:52","slug":"novo-codigo-de-etica-mira-preconceito-contra-medicos-com-deficiencia-achavam-que-a-medicina-nao-era-mais-para-mim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/novo-codigo-de-etica-mira-preconceito-contra-medicos-com-deficiencia-achavam-que-a-medicina-nao-era-mais-para-mim\/","title":{"rendered":"Novo C\u00f3digo de \u00c9tica mira preconceito contra m\u00e9dicos com defici\u00eancia: &#8216;Achavam que a Medicina n\u00e3o era mais para mim&#8217;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Segundo pesquisa de conselhos de Medicina brasileiros, 512 m\u00e9dicos declararam ter algum tipo de defici\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008, quando tinha 23 anos e estava no quarto ano de Medicina, o goiano Marcos Vin\u00edcius Nunes da Silva sofreu uma les\u00e3o cervical nas v\u00e9rtebras C3, C4 e C5 em um acidente de carro em Porto Velho. Percebeu na hora que estava tetrapl\u00e9gico. &#8220;Deixei de ser estudante de Medicina para ser paciente.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram 11 meses de recupera\u00e7\u00e3o motora ap\u00f3s a cirurgia. Mas sua tetraplegia parcial n\u00e3o o impediu de se formar e de atuar como cl\u00ednico-geral em unidade de pronto-atendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Colegas de classe, professores da faculdade e mesmo outros m\u00e9dicos achavam que a Medicina n\u00e3o era mais para mim.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, alguns colegas vetavam sua presen\u00e7a em grupos do internato, per\u00edodo em que o aluno de Medicina estagia em hospitais e \u00e9 supervisionado em tomadas de decis\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de destreza em procedimentos. Tr\u00eas deles disseram a Silva que ele devia estar fazendo sess\u00f5es de fisioterapia, e n\u00e3o frequentando a faculdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Julgaram meu aspecto f\u00edsico, e n\u00e3o o meu intelectual.&#8221;<\/strong><br \/>\nDos pacientes, a receptividade tendeu a ser outra: &#8220;At\u00e9 hoje, doentes que ainda n\u00e3o decoraram meu nome pedem para se consultarem com o &#8216;m\u00e9dico da cadeira (de rodas)'&#8221;. Em 2016, tr\u00eas anos depois da formatura, abriu uma cl\u00ednica popular em Goian\u00e9sia (GO), onde j\u00e1 atendeu mais de 15 mil pessoas. Ali, alterna entre uma cadeira de rodas el\u00e9trica e outra manual e atende os pacientes em uma maca adaptada a sua altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O goiano afirma ter sido o primeiro tetrapl\u00e9gico a se formar em Medicina no Brasil, e nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es alcan\u00e7ou outro feito: se tornou o vereador mais bem votado de Goian\u00e9sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Silva est\u00e1 entre os que celebram um inciso do novo C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica que estipula ser &#8220;direito do m\u00e9dico com defici\u00eancia ou com doen\u00e7a, nos limites de suas capacidades e da seguran\u00e7a dos pacientes, exercer a profiss\u00e3o sem ser discriminado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Censo de m\u00e9dicos com defici\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em vigor desde 30 de abril, o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica ganhou esse adendo sobre profissionais com defici\u00eancia por sugest\u00e3o do pediatra Sidnei Ferreira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e conselheiro do Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2015, ap\u00f3s ser convidado para um congresso sobre acessibilidade, Ferreira prop\u00f4s ao CFM uma campanha que levantasse o n\u00famero de m\u00e9dicos e de alunos de Medicina que portassem alguma defici\u00eancia visual, auditiva ou motora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queria saber tamb\u00e9m se essa defici\u00eancia era cong\u00eanita ou adquirida. As perguntas constariam dos cadastros dos Conselhos Regionais de Medicina, que a campanha estimularia seus membros a responder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao conhecer melhor esse universo, poder\u00edamos apresentar propostas de pol\u00edticas p\u00fablicas que melhorassem a acessibilidade nas \u00e1reas de sa\u00fade n\u00e3o s\u00f3 para os m\u00e9dicos, mas tamb\u00e9m para pacientes&#8221;, diz Ferreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passados quase tr\u00eas anos do in\u00edcio da campanha (ela come\u00e7ou em julho de 2016), 512 m\u00e9dicos, de um universo de 450 mil em atividade no pa\u00eds, afirmaram ter algum tipo de defici\u00eancia. Grande parte deles (124) atua em Minas Gerais, seguidos de Rio Grande do Sul (50), Santa Catarina (43), Distrito Federal (35) e Goi\u00e1s (32). Na pr\u00f3xima fase da campanha, o CFM buscar\u00e1 reunir esses m\u00e9dicos para conhecer suas dificuldades no trabalho e saber se sofrem ou n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ferreira d\u00e1 como exemplo de adversidade a acessibilidade nos centros de atendimento \u00e0 sa\u00fade do Rio. Uma fiscaliza\u00e7\u00e3o do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) feita de mar\u00e7o a junho de 2016 mostrou que, em 24 unidades de sa\u00fade, nenhuma tinha condi\u00e7\u00f5es adequadas de acessibilidade tanto para profissionais quanto para pacientes e acompanhantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem acessibilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cardiologista e cirurgi\u00e3o vascular alagoano Hemerson Casado tem certeza absoluta de que o preconceito come\u00e7a pela falta de condi\u00e7\u00f5es de trabalho para o m\u00e9dico com necessidades especiais, seja nos hospitais, nos consult\u00f3rios m\u00e9dicos ou nos postos de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Uma multid\u00e3o acha que acessibilidade \u00e9 apenas rampa para cadeira de rodas, mas a estrutura das constru\u00e7\u00f5es, a ergonomia de portas, corredores, salas, mesas, arm\u00e1rios, equipamentos hospitalares, tudo conspira para que o portador de necessidades especiais passe dificuldades, constrangimentos, humilha\u00e7\u00f5es&#8221;, elenca Casado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fora o preconceito de funcion\u00e1rios e colegas m\u00e9dicos que acham que dever\u00edamos ficar em casa esperando a morte chegar.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 45 anos, no auge de uma carreira s\u00f3lida &#8211; atuou em hospitais no Brasil, Canad\u00e1, Estados Unidos, Reino Unido e Esc\u00f3cia -, Casado recebeu o diagn\u00f3stico de uma grave e rara doen\u00e7a neurodegenerativa, a esclerose lateral amiotr\u00f3fica (ELA). Ele, um triatleta que treinava para a prova do Ironman, viu-se \u00e0s voltas com uma paralisia que lhe tolhe gradualmente os movimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Contei primeiro para a minha esposa, depois para o meu melhor amigo, ent\u00e3o para os meus s\u00f3cios, mas ningu\u00e9m conseguia absorver a not\u00edcia&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Primeiro porque a ELA \u00e9 uma doen\u00e7a ainda pouco conhecida, segundo porque eu apenas puxava um pouco a perna e ningu\u00e9m poderia imaginar que eu tivesse uma doen\u00e7a fatal.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Casado manteve o consult\u00f3rio e as cirurgias card\u00edacas por mais um ano. &#8220;Mas, aos poucos, as pessoas que sabem da doen\u00e7a v\u00e3o falando para os que n\u00e3o sabem e, quando voc\u00ea se d\u00e1 conta, muitos j\u00e1 comentam \u00e0s escondidas, alguns com pena, outros criticando, por ignor\u00e2ncia ou preconceito, o fato de eu continuar a trabalhar constantemente nesse per\u00edodo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, j\u00e1 ent\u00e3o sem condi\u00e7\u00f5es de operar nem de examinar os pacientes, anunciou para suas duas equipes o afastamento definitivo da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Chorei como nunca tinha chorado na vida.&#8221;<\/strong><br \/>\nAos 52 anos, o alagoano, que vive em Macei\u00f3, hoje n\u00e3o anda nem fala. Comunica-se por meio de um software sueco, cujo mouse \u00f3tico lhe permite teclar com o piscar dos olhos. Colegas o convidaram para continuar trabalhando como professor e consultor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mas eu n\u00e3o conseguia suportar as conversas de p\u00e9 de ouvido, os olhares pesados sobre mim&#8221;, diz.<br \/>\nVirou ativista de combate \u00e0s doen\u00e7as raras. Tem um instituto que foca nessa linha, atua politicamente para conseguir verbas para pesquisa e luta para construir um polo de biotecnologia e biomedicina em doen\u00e7as raras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, o CFM e a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB) t\u00eam feito um trabalho para corrigir distor\u00e7\u00f5es, mas ainda \u00e9 pouco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O preconceito tem que ser combatido com a\u00e7\u00f5es de classe, pol\u00edticas p\u00fablicas e muita informa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o aquela que vitimize o profissional, e sim que prove que ele \u00e9 mais do que capaz&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bom senso ante obst\u00e1culos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formado em 1982 na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o patologista Raymundo Soares de Azevedo Neto diz nunca ter notado preconceito ou restri\u00e7\u00e3o por parte de colegas ou chefias. Aos nove meses de idade, ele contraiu poliomielite durante um surto dessa infec\u00e7\u00e3o viral na sua cidade, Uberaba (MG). Para lidar com a paraplegia e a escoliose, consequ\u00eancias da doen\u00e7a, ele usa muletas e \u00f3rteses nas duas pernas, o que lhe garante sustenta\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de tecnologias que possam compensar eventuais problemas locomotores no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, Azevedo Neto defende o bom senso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Em tese, toda especialidade m\u00e9dica permite adapta\u00e7\u00f5es a eventuais defici\u00eancias profissionais, ao mesmo tempo que imp\u00f5e limita\u00e7\u00f5es de ordem pr\u00e1tica&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um m\u00e9dico com defici\u00eancia seria mais sens\u00edvel ao sofrimento dos pacientes? Azevedo Neto discorda. Para ele, essa atitude humanista e emp\u00e1tica est\u00e1 mais ligada \u00e0 personalidade do profissional de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;H\u00e1 m\u00e9dicos e m\u00e9dicas que despertam uma empatia enorme sem nunca apresentar problemas de sa\u00fade significativos com eles ou com pessoas pr\u00f3ximas&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua experi\u00eancia, C. Lee Cohen, m\u00e9dica residente no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, afirma que a perda parcial de audi\u00e7\u00e3o nos seus dois ouvidos a ajuda a lidar com pacientes que tiveram perda auditiva, principalmente os idosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Sei com quais sons eles t\u00eam dificuldade, ent\u00e3o explico com outras palavras, para que compreendam o que estou dizendo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o advogado Henderson F\u00fcrst, doutor em Bio\u00e9tica e professor de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na PUC-Campinas, a mudan\u00e7a no C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica se alinha \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, de 2008, e sua incorpora\u00e7\u00e3o no Brasil por meio do Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia (Lei n\u00ba 13.146 de 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00fcrst, portador de uma rara doen\u00e7a degenerativa, a encefalomielite mi\u00e1lgica, tamb\u00e9m conhecida como s\u00edndrome da fadiga cr\u00f4nica, afirma que &#8220;essas normativas refletem a mudan\u00e7a na compreens\u00e3o do que \u00e9 defici\u00eancia, saindo do modelo t\u00e9cnico para o modelo social, ou seja, entendendo que o fator limitador \u00e9 o meio em que a pessoa est\u00e1 inserida, e n\u00e3o a defici\u00eancia em si&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, a principal mudan\u00e7a seria a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de acessibilidade que diminuam ou eliminem restri\u00e7\u00f5es aos profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Preconceito sentido na pele<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica tamb\u00e9m inclui profissionais com doen\u00e7as. A psiquiatra K\u00e1tia Maria Monteiro Rodrigues de Carvalho, que atende em Rio Claro (SP), ouviu certa vez esta confiss\u00e3o desinformada de uma paciente: &#8220;Doutora, eu tinha medo de vir aqui porque falaram que a senhora era esclerosada&#8221;. Carvalho ri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Algu\u00e9m deve ter dito que eu tenho esclerose m\u00faltipla, que de fato tenho, e ela pensou que isso era sinal de dem\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Graduada pela Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto, da USP, Carvalho fez mestrado em sa\u00fade mental na Unicamp e estava prestes a se tornar docente na Escola de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, quando teve sua primeira crise provocada por essa doen\u00e7a autoimune que afeta primordialmente os nervos. Tinha 28 anos e entrou em insufici\u00eancia respirat\u00f3ria. Recuperou-se, mas haveria outras crises &#8211; uma delas a deixou acamada por um ano -, que culminaram na interrup\u00e7\u00e3o do atendimento de alguns pacientes seus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Do ponto de vista de consult\u00f3rio, eu v\u00e1rias vezes tive de recome\u00e7ar, recome\u00e7ar, recome\u00e7ar, e isso \u00e9 muito dif\u00edcil&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando daquela longa crise, Carvalho esteve prestes a ser aposentada por invalidez. &#8220;Entrei em desespero profundo, entendi como &#8216;seu trabalho acabou&#8217;.&#8221; Os pap\u00e9is n\u00e3o andaram, e Carvalho acabou por se aposentar por tempo de servi\u00e7o em 2016. No entanto, continua atuando quase com a mesma carga hor\u00e1ria. Ela entende que, aos 55 anos, seu organismo est\u00e1 mais estabilizado diante da esclerose m\u00faltipla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2017, Carvalho \u00e9 diretora cl\u00ednica e t\u00e9cnica da Casa de Sa\u00fade Bezerra de Menezes, hospital psiqui\u00e1trico em Rio Claro. Tamb\u00e9m manteve o consult\u00f3rio e h\u00e1 um ano iniciou o curso semipresencial de Engenharia de Computa\u00e7\u00e3o na Universidade Virtual do Estado de S\u00e3o Paulo (Univesp).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo pesquisa de conselhos de Medicina brasileiros, 512 m\u00e9dicos declararam ter algum tipo de defici\u00eancia. Em 2008, quando tinha 23 anos e estava no quarto ano de Medicina, o goiano Marcos Vin\u00edcius Nunes da Silva sofreu uma les\u00e3o cervical nas v\u00e9rtebras C3, C4 e C5 em um acidente de carro em Porto Velho. 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