{"id":53912,"date":"2019-07-05T09:55:20","date_gmt":"2019-07-05T12:55:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=53912"},"modified":"2019-07-05T09:55:20","modified_gmt":"2019-07-05T12:55:20","slug":"o-parto-tambem-e-uma-questao-de-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/o-parto-tambem-e-uma-questao-de-ciencia\/","title":{"rendered":"O parto tamb\u00e9m \u00e9 uma quest\u00e3o de ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nossa colunista aborda o projeto de lei da deputada Jana\u00edna Paschoal sobre os tipos de parto. E mostra quais os riscos e benef\u00edcios da ces\u00e1rea<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conversando com meu obstetra, j\u00e1 no in\u00edcio da gesta\u00e7\u00e3o, anunciei que queria parto normal. A resposta dele, que desencadeou uma longa conversa sobre benef\u00edcios e riscos, foi categ\u00f3rica: \u201cNatalia, eu fa\u00e7o parto normal quando tudo corre normalmente. Se algo de errado acontecer, faremos ces\u00e1rea\u201d. Tudo correu normalmente e meu beb\u00ea nasceu com 39 semanas e cinco dias, de parto normal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas amigas perguntavam se eu ia mesmo optar \u201cpelo normal\u201d, se n\u00e3o tinha medo da dor ou de sequelas, que tinham ouvido falar que parto normal trazia mais risco de incontin\u00eancia urin\u00e1ria no futuro, ou que atrapalhava a vida sexual. Essas d\u00favidas circulavam entre mulheres que, supunha-se, tinham acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es de entender argumentos cient\u00edficos. E muitos obstetras realmente recomendavam a ces\u00e1rea, por consider\u00e1-la mais conveniente. Conveniente para eles, claro, mas n\u00e3o faltavam argumentos para persuadir as jovens m\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 outro grupo de amigas tentava me convencer de que o melhor mesmo era n\u00e3o s\u00f3 o parto normal, mas em casa, sem anestesia e com a presen\u00e7a apenas de uma doula. Ambos os grupos tinham uma importante caracter\u00edstica comum: o tom de autoridade com tentavam ditar regras e impor palpites sobre o que consideravam ser o melhor tipo de parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lei do Parto<\/strong><br \/>\nSe essa \u00e9 a realidade das gestantes brasileiras com acesso ao ensino universit\u00e1rio e \u00e0 sa\u00fade privada, muitas usu\u00e1rias do SUS normalmente n\u00e3o t\u00eam nem tempo, nem liberdade para expressar d\u00favidas. O tipo de parto tende a vir como imposi\u00e7\u00e3o, e a experi\u00eancia do nascimento \u00e9, muitas vezes, traum\u00e1tica e cheia de sequelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mensagem, que todo bom m\u00e9dico \u2013 privado ou do SUS \u2013 deveria deixar claro para suas pacientes, em pr\u00e9-natal, \u00e9 muito clara: a ces\u00e1rea \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, e n\u00e3o uma ferramenta de planejamento para melhor acomodar a agenda do m\u00e9dico, do hospital ou, at\u00e9 mesmo, os medos da m\u00e3e. Di\u00e1logo, esclarecimento e informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica forma de garantir que a gestante tenha a liberdade de decidir, com base na melhor evid\u00eancia poss\u00edvel, o que \u00e9 melhor para ela e para o beb\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, a deputada estadual paulista Janaina Paschoal (PSL) apresentou o Projeto de Lei (PL) 435\/2019, que determina a realiza\u00e7\u00e3o de cesariana a pedido da mulher, independentemente de indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A deputada justifica o projeto de lei com base na precariedade do atendimento obst\u00e9trico de muitas unidades do SUS, em que as mulheres s\u00e3o constantemente v\u00edtimas de viol\u00eancia obst\u00e9trica, sem direito a acompanhante ou anestesia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro argumento da parlamentar \u00e9 de seria necess\u00e1rio combater a \u201creligi\u00e3o\u201d do parto natural, e o suposto fato de que a insist\u00eancia do SUS por parto normal \u2013 algo por si s\u00f3 dif\u00edcil de comprovar, j\u00e1 que somos o segundo pa\u00eds do mundo que mais faz ces\u00e1reas \u2013 estaria deixando muitos beb\u00eas com sequelas de an\u00f3xia, ou falta de oxig\u00eanio no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A deputada n\u00e3o oferece dados ou n\u00fameros para embasar essa afirma\u00e7\u00e3o (uma estat\u00edstica indicando um excesso de diagn\u00f3sticos de an\u00f3xia no SUS, por exemplo), e a Associa\u00e7\u00e3o de Obstetr\u00edcia e Ginecologia do Estado de S\u00e3o Paulo diz que n\u00e3o existe, na literatura m\u00e9dica, uma correla\u00e7\u00e3o entre parto normal e paralisia cerebral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se parece louv\u00e1vel querer garantir um atendimento digno \u00e0s parturientes do SUS, e dar visibilidade a um discurso que se contrap\u00f5e aos exageros do parto em casa, sem anestesia e de c\u00f3coras \u2013 o que s\u00f3 \u00e9 seguro quando, como bem disse meu obstetra, tudo corre \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, ou quando h\u00e1 uma ambul\u00e2ncia na porta \u2013 \u00e9 imposs\u00edvel negar que a deputada desconsidera as evid\u00eancias cientificas sobre os riscos e benef\u00edcios de cada tipo de parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que a ci\u00eancia diz<\/strong><br \/>\nDiretrizes da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) indicam que taxas maiores do que 10-15% de ces\u00e1reas num pa\u00eds n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com um aumento da prote\u00e7\u00e3o da m\u00e3e. O Brasil apresenta uma taxa de 58%, a segunda maior do mundo, perdendo apenas para Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ces\u00e1rea \u00e9 um procedimento cir\u00fargico de emerg\u00eancia, que pode salvar a vida da gestante e do beb\u00ea, quando existem complica\u00e7\u00f5es na gesta\u00e7\u00e3o e no parto. Mas uma quantidade excessiva indica que, provavelmente, o procedimento est\u00e1 sendo utilizado sem necessidade. Como toda cirurgia, a ces\u00e1rea traz riscos que n\u00e3o devem ser ignorados, muito menos escondidos das gestantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com relat\u00f3rio do CDC (Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos), gestantes submetidas \u00e0 ces\u00e1rea s\u00e3o mais frequentemente submetidas a transfus\u00e3o de sangue, interna\u00e7\u00f5es na UTI, histerectomia (remo\u00e7\u00e3o do \u00fatero) n\u00e3o planejada e ruptura do \u00fatero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O risco aumenta com o n\u00famero de ces\u00e1reas: assim, mulheres que tiveram mais de um filho por ces\u00e1rea t\u00eam risco maior de passar por complica\u00e7\u00f5es ou sofrer sequelas. Mulheres com ces\u00e1reas repetidas apresentaram risco maior de histerectomia e ruptura do \u00fatero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, nascimentos por ces\u00e1rea tamb\u00e9m aumentam o risco de complica\u00e7\u00f5es em gesta\u00e7\u00f5es futuras, como placenta acreta (quando a placenta adere \u00e0 parede do \u00fatero), placenta pr\u00e9via (inser\u00e7\u00e3o baixa da placenta), gravidez ect\u00f3pica (quando o embri\u00e3o se fixa nas trompas e a gravidez n\u00e3o se desenvolve), infertilidade e ader\u00eancias intra-abdominais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas essas complica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m t\u00eam maior probabilidade de ocorrer de acordo com o maior n\u00famero de ces\u00e1reas por mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A recupera\u00e7\u00e3o de uma ces\u00e1rea tamb\u00e9m \u00e9 mais demorada do que a de um parto normal, geralmente com mais dor e dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o. Isso pode ser um problema, justamente, para as mulheres de classes sociais mais baixas, que muitas vezes ter\u00e3o de cuidar sozinhas do rec\u00e9m-nascido, sem ajuda de um companheiro ou de parentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sa\u00fade do beb\u00ea<\/strong><br \/>\nA ces\u00e1rea deve ser utilizada se o beb\u00ea estiver em risco ou sofrimento. Mas se tudo correr normalmente, o parto normal tamb\u00e9m \u00e9 vantajoso para o rec\u00e9m-nascido. Estudos com microbiota (o conjunto de bact\u00e9rias que habita o corpo humano) demonstraram que, ao se aproximar do termo (em m\u00e9dia, 40 semanas), o corpo da mulher come\u00e7a a se preparar para o nascimento. Isso inclui uma mudan\u00e7a na microbiota vaginal, com prolifera\u00e7\u00e3o de lactobacilos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas bact\u00e9rias t\u00eam a capacidade de digerir leite. Ao passar pelo canal vaginal, o beb\u00ea entra em contato com os micr\u00f3bios, que ser\u00e3o os primeiros micro-organismos a colonizar seu intestino. A pele do beb\u00ea que nasce de parto normal tamb\u00e9m fica colonizada por bact\u00e9rias da m\u00e3e. J\u00e1 os beb\u00eas que nascem de ces\u00e1rea t\u00eam sua pele colonizada pelas bact\u00e9rias do ambiente, do pai, do obstetra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rios estudos demonstram que as diferen\u00e7as na coloniza\u00e7\u00e3o que ocorre no canal vaginal podem influenciar a sa\u00fade do beb\u00ea no futuro. Beb\u00eas nascidos por ces\u00e1rea apresentam risco maior de doen\u00e7as como obesidade e asma. Altera\u00e7\u00f5es no microbioma est\u00e3o associadas a inflama\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas e diabetes. Um dos poss\u00edveis fatores de risco \u00e9 a falta das bact\u00e9rias ben\u00e9ficas recebidas da m\u00e3e, que possivelmente estimulam o sistema imunedo rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que esses dados querem dizer?<\/strong><br \/>\n\u00c9 preciso deixar claro que estes estudos sugerem um risco, e n\u00e3o uma garantia de doen\u00e7a ou uma senten\u00e7a de morte. N\u00e3o devemos deixar de utilizar a ces\u00e1rea nos casos em que ela \u00e9 indicada. N\u00e3o estamos afirmando que beb\u00eas que nascem de ces\u00e1rea ser\u00e3o todos obesos e asm\u00e1ticos. A maioria das gestantes que passam por uma ces\u00e1rea n\u00e3o ter\u00e1 sequelas, sangramentos, interna\u00e7\u00e3o na UTI ou ruptura de \u00fatero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas riscos existem e s\u00e3o reais, aumentam de acordo com o n\u00famero de partos por ces\u00e1rea da gestante: e no Brasil n\u00e3o \u00e9 raro encontrar m\u00e3es que tiveram tr\u00eas ou quatro filhos, todos por ces\u00e1rea. A gestante tem o direito de ser informada sobre esses riscos para tomar uma decis\u00e3o consciente e racional, durante o pr\u00e9-natal, com acompanhamento adequado, e n\u00e3o na \u00faltima semana de gesta\u00e7\u00e3o, como proposto no projeto de lei da deputada do PSL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E mais: j\u00e1 existe uma lei<\/strong><br \/>\nFinalmente, se a inten\u00e7\u00e3o do projeto de lei \u00e9 garantir o parto humanizado, em condi\u00e7\u00f5es adequadas, ele \u00e9 desnecess\u00e1rio. J\u00e1 existe uma lei estadual em vigor em S\u00e3o Paulo, aprovada em 2015 (Lei N\u00ba 15.759, de 25 de mar\u00e7o de 2015), que fixa o direito da gestante a um atendimento humanizado, com acompanhante, com analgesia e pr\u00e9-natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se temos um problema no SUS, e a lei de 2015 n\u00e3o est\u00e1 sendo respeitada, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 cumpri-la, n\u00e3o sobrecarregar o er\u00e1rio com mais projetos de lei e vota\u00e7\u00f5es. E principalmente, a solu\u00e7\u00e3o deve ser baseada nas melhores evid\u00eancias cient\u00edficas, e n\u00e3o em opini\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ci\u00eancia \u00e9 muito clara: a melhor op\u00e7\u00e3o para gestante e beb\u00ea, em condi\u00e7\u00f5es normais, \u00e9 o parto normal. Isso garante uma melhor recupera\u00e7\u00e3o da gestante, menor risco de sequelas e um melhor desenvolvimento do beb\u00ea. Em caso de indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, a ces\u00e1rea pode e deve ser utilizada. E em qualquer caso, a m\u00e3e deve ter direito garantido a um atendimento humanizado, analgesia, medicamentos para dor e informa\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se trata de uma quest\u00e3o de conveni\u00eancia ou rapidez do sistema. Trata-se da melhor op\u00e7\u00e3o para preservar a sa\u00fade da gestante e do beb\u00ea, e para garantir que toda mulher, independentemente da classe social, tenha acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a uma experi\u00eancia de parto que seja saud\u00e1vel e acolhedora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>*Este artigo foi publicado originalmente na Revista Quest\u00e3o de Ci\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Revista Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa colunista aborda o projeto de lei da deputada Jana\u00edna Paschoal sobre os tipos de parto. E mostra quais os riscos e benef\u00edcios da ces\u00e1rea Conversando com meu obstetra, j\u00e1 no in\u00edcio da gesta\u00e7\u00e3o, anunciei que queria parto normal. A resposta dele, que desencadeou uma longa conversa sobre benef\u00edcios e riscos, foi categ\u00f3rica: \u201cNatalia, eu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":53913,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[1],"tags":[520,505,478,82],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53912"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53912"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53912\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53914,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53912\/revisions\/53914"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}