{"id":5430,"date":"2012-04-23T13:23:22","date_gmt":"2012-04-23T13:23:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=5430"},"modified":"2012-04-23T14:07:26","modified_gmt":"2012-04-23T14:07:26","slug":"estudantes-da-upe-penam-com-falta-de-estrutura-no-campus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudantes-da-upe-penam-com-falta-de-estrutura-no-campus\/","title":{"rendered":"Estudantes da UPE penam com falta de estrutura no c\u00e2mpus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os 39 alunos da primeira  turma de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE) de Garanhuns, no  Agreste, est\u00e3o frustrados. Foram aprovados no curso mais concorrido do  vestibular realizado ano retrasado. Encararam concorr\u00eancia de 54,2  candidatos por vaga. Come\u00e7aram a gradua\u00e7\u00e3o em setembro de 2011 e sofrem  com falta de estrutura. Cansados de esperar provid\u00eancias, ingressaram  este m\u00eas com uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica no Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual  contra a universidade. O pedido de socorro dos calouros de medicina \u00e9 o  mesmo de estudantes de outras \u00e1reas da UPE, sobretudo os que est\u00e3o nos  cursos criados recentemente, como odontologia e direito, em Arcoverde, e  nutri\u00e7\u00e3o, em Petrolina. Aus\u00eancia de laborat\u00f3rios, quadro defasado de  professores e funcion\u00e1rios, bibliotecas desatualizadas e prec\u00e1ria  assist\u00eancia estudantil s\u00e3o alguns dos problemas enfrentados pelos  discentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MURAL &#8211; <a href=\"http:\/\/jconlineinteratividade.ne10.uol.com.br\/mural\/2012,04,21,45,mural.php\" target=\"_blank\">Voc\u00ea \u00e9 aluno de alguma universidade e encontra dificuldades em seu c\u00e2mpus? Compartilhe sua experi\u00eancia conosco<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prestes a completar 21 anos, a UPE conta  com aproximadamente 21 mil alunos, sendo 15 mil nas 44 gradua\u00e7\u00f5es. \u00c9 a  \u00fanica institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual de ensino superior, ou seja,  mant\u00e9m-se com recursos do governo do Estado. A not\u00edcia de novos c\u00e2mpus  em Palmares, na Zona da Mata, e Serra Talhada, no Sert\u00e3o, preocupa quem  j\u00e1 est\u00e1 na universidade. \u201cSempre sonhei em estudar medicina. Quando  soube do curso em Garanhuns, fiquei feliz, pois poderia estudar na minha  cidade. A interioriza\u00e7\u00e3o da UPE \u00e9 importante, mas tem que ser feita com  responsabilidade. N\u00e3o deveriam ter iniciado o curso de medicina, se n\u00e3o  havia infraestrutura\u201d, reclama Kaio Galindo, 20 anos, um dos 39 alunos  da primeira turma de medicina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gradua\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com atraso em  rela\u00e7\u00e3o aos demais cursos da UPE porque n\u00e3o havia professor para  lecionar. Em vez de concurso p\u00fablico, os docentes foram recrutados por  meio de sele\u00e7\u00e3o simplificada e contratados temporariamente por dois  anos, com sal\u00e1rios pouco atrativos (R$ 1.500 em m\u00e9dia para medicina). O  mesmo ocorreu com os professores do c\u00e2mpus de Arcoverde. O sinal de  alerta est\u00e1 aceso: se n\u00e3o houver concurso ou nova sele\u00e7\u00e3o urgente, as  aulas do segundo semestre de 2012, quando as atuais turmas estar\u00e3o no 3\u00ba  per\u00edodo, deixar\u00e3o de ser ministradas porque n\u00e3o h\u00e1 professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante  o primeiro ano de faculdade, os estudantes de medicina viajaram 230  quil\u00f4metros de Garanhuns para o Recife para assistir a uma aula de  anatomia, pois o laborat\u00f3rio de l\u00e1 n\u00e3o tinha pe\u00e7as (cad\u00e1veres) para a  disciplina. Dos 20 microsc\u00f3pios, mais da metade est\u00e1 quebrada. Com os  alunos de odontologia de Arcoverde tamb\u00e9m foi necess\u00e1rio percorrer 252  quil\u00f4metros, no \u00f4nibus da UPE, para a capital pernambucana para ter  atividade de anatomia. A falta de um pr\u00e9dio pr\u00f3prio \u00e9 outro problema  pelo qual passam os estudantes de Arcoverde. Come\u00e7aram as aulas na  autarquia municipal. Est\u00e3o se mudando para uma escola estadual, onde  ficar\u00e3o at\u00e9 que o edif\u00edcio definitivo seja constru\u00eddo, o que ainda n\u00e3o  tem data para ocorrer. \u201cA aus\u00eancia de estrutura inviabiliza o  desenvolvimento de projetos, como por exemplo a cria\u00e7\u00e3o de uma c\u00e2mara de  media\u00e7\u00e3o\u201d, observa Amanda Lemos, 18, do 2\u00ba per\u00edodo de direito de  Arcoverde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criado em 2007, o c\u00e2mpus de Caruaru funciona no Centro  comercial da cidade e oferece os cursos de administra\u00e7\u00e3o e sistemas de  informa\u00e7\u00e3o. Por m\u00eas, o Estado paga aluguel de R$ 40 mil para usar o  espa\u00e7o. Os dois laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica disp\u00f5em de m\u00e1quinas que n\u00e3o  atendem \u00e0s necessidades da maioria dos alunos. \u201cTemos \u00f3timos  professores, mas a infraestrutura \u00e9 prec\u00e1ria. Dever\u00edamos dispor de  internet mais r\u00e1pida e computadores mais potentes, pois estudamos  tecnologia. J\u00e1 aconteceu de o micro travar durante provas porque a  m\u00e1quina n\u00e3o suportou os programas\u201d, conta Denney Wesley, 20, do 3\u00ba  per\u00edodo de sistemas de informa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de fazer pr\u00e1ticas,  pois n\u00e3o temos laborat\u00f3rios nem material\u201d, reclama Moara Mendon\u00e7a, 19,  do 4\u00ba per\u00edodo de nutri\u00e7\u00e3o de Petrolina. \u201cCom o bom desenvolvimento de  Pernambuco, o governo deveria investir mais na UPE, especialmente em  programas acad\u00eamicos e de pesquisa\u201d, ressalta Jo\u00e3o Neto, 19, do 2\u00ba  per\u00edodo de engenharia mec\u00e2nica da Escola Polit\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os 39 alunos da primeira turma de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE) de Garanhuns, no Agreste, est\u00e3o frustrados. Foram aprovados no curso mais concorrido do vestibular realizado ano retrasado. 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