{"id":54352,"date":"2019-08-06T08:52:55","date_gmt":"2019-08-06T11:52:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=54352"},"modified":"2019-08-06T08:52:55","modified_gmt":"2019-08-06T11:52:55","slug":"revalida-2017-mostra-despreparo-de-medicos-formados-no-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/revalida-2017-mostra-despreparo-de-medicos-formados-no-exterior\/","title":{"rendered":"Revalida 2017 mostra despreparo de m\u00e9dicos formados no exterior"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/amb.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/REVALIDA-2017-MOSTRA-DESPREPARO-DE-M%C3%89DICOS-FORMADOS-NO-EXTERIOR.jpeg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mais recente edi\u00e7\u00e3o do Exame Nacional de Revalida\u00e7\u00e3o de Diplomas (Revalida), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), do Governo Federal, registrou a pior taxa de aproveitamento desde que passou a ser realizado tamb\u00e9m pelo INEP, em 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados divulgados pelo Portal G1, nesta quinta-feira (04\/07), sobre o resultado das provas, somente cinco em cada 100 m\u00e9dicos interessados em atuar no Brasil conseguiram as notas exigidas pelo exame. Entre 7.379 participantes, apenas 389 (5,27% do total) passaram e conseguiram do Governo Federal a autoriza\u00e7\u00e3o para validar seus diplomas e exercerem a medicina no Brasil. Na primeira etapa do exame, segundo a reportagem, apenas 963 m\u00e9dicos formados no exterior foram considerados aptos, e 941 fizeram as provas de habilidades cl\u00ednicas da segunda etapa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO baixo desempenho dos m\u00e9dicos inscritos, demonstra nitidamente falta de preparo. Historicamente, o Revalida consiste na realiza\u00e7\u00e3o de provas baseadas em conte\u00fado exigido pelos cursos de gradua\u00e7\u00e3o no Brasil. A nota de corte \u00e9 definida por crit\u00e9rios de dificuldade, promovendo uma avalia\u00e7\u00e3o justa. E tudo isso, para que a popula\u00e7\u00e3o tenha a seguran\u00e7a de ser tratada por um m\u00e9dico com compet\u00eancia t\u00e9cnica para atend\u00ea-la, n\u00e3o importando se o m\u00e9dico se formou no Brasil ou no exterior\u201d, explica Diogo Leite Sampaio, Vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e1 qualidade da forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica em alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e no Brasil preocupa profundamente a AMB. A entidade defende que antes de come\u00e7arem a atuar todos os m\u00e9dicos sejam avaliados de forma padronizada, independentemente de onde o profissional tenha se formado. \u201cSabemos que m\u00e9dicos malformados sobrecarregam o sistema pela inseguran\u00e7a, exigindo mais exames, prolongando interna\u00e7\u00f5es, apresentando dificuldades em fazer diagn\u00f3sticos, retardando tratamentos e podendo, inclusive, gerar sequelas e danos irrepar\u00e1veis aos pacientes\u201d, explica o presidente da AMB, Lincoln Ferreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escolas M\u00e9dicas \u2013 Nos \u00faltimos 15 anos, houve a abertura de centenas de cursos e escolas de medicina no Brasil e em pa\u00edses vizinhos ao nosso, sem condi\u00e7\u00f5es e nem estrutura para formar profissionais qualificados. S\u00f3 no Brasil, foram mais de 200 novos cursos de medicina autorizados entre 2003 e 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm muitos munic\u00edpios foram abertas universidades onde n\u00e3o h\u00e1 um hospital, quanto mais um hospital-escola. Muitos cursos est\u00e3o funcionando \u00e0 base de liminares no Brasil de t\u00e3o desestruturados que s\u00e3o, formando m\u00e9dicos sem as devidas qualifica\u00e7\u00f5es, que, ao ingressarem na carreira, colocam a popula\u00e7\u00e3o e todo o sistema de sa\u00fade em risco. Temos informa\u00e7\u00f5es de que na Bol\u00edvia, Paraguai, Argentina, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante cr\u00edtica tamb\u00e9m, onde h\u00e1 milhares de brasileiros estudando com o sonho de um dia voltar ao Brasil e poder trabalhar como m\u00e9dicos aqui\u201d, explica Diogo Sampaio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Morat\u00f3ria \u2013<\/strong> Para estancar essa enxurrada de cursos no Brasil, foi assinada a portaria MEC n. 328, de 5 de abril de 2018. A Morat\u00f3ria suspendeu por cinco anos a publica\u00e7\u00e3o de editais para autoriza\u00e7\u00e3o de novas escolas e para pedidos de aumento de vagas, e definiu a cria\u00e7\u00e3o de um Grupo de Trabalho, com a participa\u00e7\u00e3o da AMB e do CFM, para realizar a reorienta\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no Brasil, criando crit\u00e9rios de abertura de novas escolas e de escolha dos munic\u00edpios, bem como para a avalia\u00e7\u00e3o dos atuais cursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTem gente querendo acabar com a Morat\u00f3ria. Ela precisa ser defendida a fim de evitar uma nova abertura indiscriminada de escolas m\u00e9dicas no Brasil. \u00c9 preciso dar um basta no balc\u00e3o de neg\u00f3cios financeiros e pol\u00edticos que se transformou a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no Brasil e l\u00e1 fora. \u00c9 preciso urgente avaliar as escolas m\u00e9dicas e continuar avaliando todos os m\u00e9dicos que quiserem trabalhar no Brasil, independentemente de onde tenham se formado. Para isso, \u00e9 preciso defender cada vez mais um processo de revalida\u00e7\u00e3o de diplomas s\u00e9rio, que demonstre comprometimento com a qualidade do atendimento m\u00e9dico \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, acredita o vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem Revalida Light \u2013<\/strong> Diogo Sampaio diz tamb\u00e9m que a AMB e demais entidades m\u00e9dicas s\u00e3o contra as propostas apresentadas por alguns parlamentares que desejam tornar o exame mais flex\u00edvel. \u201cIsso seria um crime contra a Sa\u00fade e a Medicina. N\u00e3o podemos aceitar que um Revalida Light permita que m\u00e9dicos sem o devido preparo t\u00e9cnico possam atender a popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, qualquer flexibiliza\u00e7\u00e3o no exame poder\u00e1 oficializar muitas irregularidades, que j\u00e1 vem acontecendo em outras formas de \u201crevalida\u00e7\u00e3o\u201d, que permitem inclusive uma s\u00e9rie de burlas e atalhos para os diplomados no exterior, onde muitos conseguem se habilitar para atuar em nosso pa\u00eds como m\u00e9dicos sem que sua real capacidade seja avaliada\u201d, explica Diogo Sampaio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mais recente edi\u00e7\u00e3o do Exame Nacional de Revalida\u00e7\u00e3o de Diplomas (Revalida), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), do Governo Federal, registrou a pior taxa de aproveitamento desde que passou a ser realizado tamb\u00e9m pelo INEP, em 2011. 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