{"id":54696,"date":"2019-08-22T09:09:14","date_gmt":"2019-08-22T12:09:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=54696"},"modified":"2019-08-22T09:09:14","modified_gmt":"2019-08-22T12:09:14","slug":"pesquisa-alerta-para-circulacao-de-superbacterias-fora-do-hospital-e-uso-indiscriminado-de-antibioticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/pesquisa-alerta-para-circulacao-de-superbacterias-fora-do-hospital-e-uso-indiscriminado-de-antibioticos\/","title":{"rendered":"Pesquisa alerta para circula\u00e7\u00e3o de superbact\u00e9rias fora do hospital e uso indiscriminado de antibi\u00f3ticos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Grupo de Ribeir\u00e3o Preto (SP) encontrou microrganismos resistentes a medicamentos em pessoas que n\u00e3o estavam hospitalizadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo realizado por pesquisadores de Ribeir\u00e3o Preto (SP) alerta para a circula\u00e7\u00e3o de superbact\u00e9rias fora do ambiente hospitalar e para o uso indiscriminado de antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa, dispon\u00edvel na edi\u00e7\u00e3o de setembro da revista cient\u00edfica americana Journal of Global Antimicrobial Resistance, encontrou microrganismos da esp\u00e9cie Klebsiella pneumoniae resistentes a tr\u00eas ou mais antibi\u00f3ticos em pessoas com infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, mas que n\u00e3o estavam internadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso \u00e9 considerado incomum, segundo o professor de microbiologia da Universidade de Ribeir\u00e3o Preto (Unaerp), Andr\u00e9 Pitondo da Silva, que coordena o trabalho h\u00e1 quatro anos com outros seis pesquisadores. As amostras come\u00e7aram a ser analisadas em 2015 em um projeto financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) e o estudo foi conclu\u00eddo este ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;[No hospital] os pacientes est\u00e3o tomando antibi\u00f3ticos, muitas vezes para tratar a infec\u00e7\u00e3o ou como profil\u00e1tico, porque \u00e0s vezes \u00e9 necess\u00e1rio. Isso acaba selecionando bact\u00e9rias resistentes dentro do ambiente hospitalar, ou seja, em pacientes que est\u00e3o internados \u00e9 esperado que tenham mais bact\u00e9rias resistentes, porque est\u00e3o fazendo o tempo todo uso de antibi\u00f3ticos. J\u00e1 nesses pacientes da comunidade, que \u00e9 o que a gente publicou nesse artigo, n\u00e3o \u00e9 esperado que se fa\u00e7a uso constante de antibi\u00f3ticos&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSegundo ele, embora n\u00e3o tenha sido poss\u00edvel ter acesso ao hist\u00f3rico m\u00e9dico dessas pessoas, o uso excessivo de medicamentos pode estar associado \u00e0 ocorr\u00eancia das superbact\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Precisamos realmente tomar cuidado, ter um controle mais rigoroso com o uso indiscriminado de antimicrobianos justamente para que isso n\u00e3o aumente ou pelo menos que n\u00e3o haja uma sele\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias resistentes com o uso indiscriminado de antibi\u00f3ticos&#8221;, afirma.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o estudo coloca a necessidade de se dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas adotadas pelos hospitais na libera\u00e7\u00e3o de pessoas atendidas com quadro de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o pesquisador, a hip\u00f3tese \u00e9 de que as bact\u00e9rias foram contra\u00eddas quando essas pessoas se encontravam hospitalizadas, mas permaneceram no organismo delas, em sua microbiota intestinal, mesmo ap\u00f3s a alta. Colonizados, esses microrganismos podem ficar anos sem se manifestar at\u00e9 que o corpo tenha problemas como baixas imunol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As conclus\u00f5es da pesquisa, no entanto, n\u00e3o apontam para riscos de epidemias em fun\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o das superbact\u00e9rias, segundo Pitondo da Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssas bact\u00e9ria \u00e9 considerada um pat\u00f3geno oportunista. \u00c9 uma bact\u00e9ria que normalmente n\u00e3o causa doen\u00e7a \u00e0s pessoas. Ela pode, por exemplo, inclusive fazer parte da microbiota intestinal\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O microbiologista explica que o estudo integra um projeto mais amplo com diferentes universidades que compara bact\u00e9rias de circula\u00e7\u00e3o hospitalar de diferentes regi\u00f5es brasileiras e pa\u00edses do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUm conjunto de 48 amostras, no entanto, chamou aten\u00e7\u00e3o do professor por justamente terem sido obtidas a partir de pessoas que n\u00e3o estavam hospitalizadas na data dos exames, realizados entre mar\u00e7o e maio de 2013 em um grande laborat\u00f3rio de an\u00e1lises cl\u00ednicas que atende pacientes da regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isoladas, as bact\u00e9rias da esp\u00e9cie Klebsiella pneumoniae foram submetidas ao contato com 38 antibi\u00f3ticos para verificar quais delas eram ou n\u00e3o inibidas pela a\u00e7\u00e3o dos medicamentos. Al\u00e9m disso, o grupo estudou o sequenciamento gen\u00e9tico desses microrganismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do total de amostras, 29 &#8211; o equivalente a 60,4% delas &#8211; eram resistentes a tr\u00eas ou mais antibi\u00f3ticos. Al\u00e9m disso, ficou evidente em 30 delas 73 genes de virul\u00eancia, que ajudam as bact\u00e9rias a driblar o sistema imunol\u00f3gico humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o pesquisador, essas bact\u00e9rias se enquadram em um conjunto mais amplo de microganismos mundialmente conhecidos por serem resistentes, mut\u00e1veis e que se disseminam com frequ\u00eancia dentro dos hospitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A maioria das bact\u00e9rias que est\u00e3o nesse complexo clonal tem genes de resist\u00eancia e se espalham facilmente dentro de hospitais. Por isso ficamos surpresos com esses resultados, a gente n\u00e3o esperava tanta resist\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA melhor maneira de evitar a dissemina\u00e7\u00e3o, defende o professor, \u00e9 evitando a automedica\u00e7\u00e3o e o excesso no uso de antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;O paciente consegue um antibi\u00f3tico sem m\u00e9dica sem fazer o teste e toma o medicamento errado ou no tempo errado. A\u00ed pode ser que a bact\u00e9ria seja resistente e vai selecionar mais ainda bact\u00e9rias resistentes. Isso afeta n\u00e3o apenas as bact\u00e9rias que est\u00e3o causando doen\u00e7as. Afeta nossa microbiota, porque temos bact\u00e9rias no nosso microrganismo que t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o importante principalmente no intestino&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os estudos, segundo Pitondo da Silva, est\u00e3o sendo ampliados para avaliar a presen\u00e7a de superbact\u00e9rias nas infec\u00e7\u00f5es odontol\u00f3gicas e no esgoto resultante dos hospitais. &#8220;A gente quer saber se essas bact\u00e9rias est\u00e3o sendo eliminadas do hospital pelo esgoto e se existe a possibilidade de elas ca\u00edrem em \u00e1guas que s\u00e3o tratadas e depois liberadas nos rios.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de Ribeir\u00e3o Preto (SP) encontrou microrganismos resistentes a medicamentos em pessoas que n\u00e3o estavam hospitalizadas. 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