{"id":55349,"date":"2019-10-03T09:56:12","date_gmt":"2019-10-03T12:56:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=55349"},"modified":"2019-10-03T09:56:12","modified_gmt":"2019-10-03T12:56:12","slug":"gestao-2019-2024-em-discurso-de-posse-mauro-ribeiro-elenca-desafios-e-prioridades-para-a-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/gestao-2019-2024-em-discurso-de-posse-mauro-ribeiro-elenca-desafios-e-prioridades-para-a-medicina\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o 2019-2024: Em discurso de posse, Mauro Ribeiro elenca desafios e prioridades para a medicina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2019\/mauro_posse.jpg\" alt=\"Durante a cerim\u00f4nia de posse, o novo presidente do CFM, Mauro Ribeiro,  enfatizou a necessidade de uni\u00e3o das entidades m\u00e9dicas e de todos os conselheiros para o enfrentamento dos desafios impostos\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na solenidade de sua posse como novo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, um paulista radicado em Campo Grande (MS), agradeceu aos que estiveram em \u201csua caminhada de vida\u201d, apontou os rumos que autarquia dever\u00e1 trilhar a partir de agora e enfatizou a necessidade de uni\u00e3o das entidades m\u00e9dicas e de todos os conselheiros (efetivos e suplentes) para o enfrentamento dos desafios impostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA crise na medicina brasileira \u00e9 t\u00e3o grave, que neste momento, temos de nos despir de nossas vaidades, sentarmo-nos juntos e fazermos realmente algo que fa\u00e7a a diferen\u00e7a\u201d, enfatizou. A abertura indiscriminada de escolas m\u00e9dicas, a defesa do Revalida e a realiza\u00e7\u00e3o do exame de profici\u00eancia para os egressos dos cursos de medicina foram alguns dos pontos destacados por Mauro Ribeiro em seu discurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Escolas M\u00e9dicas \u2013<\/strong> No governo da presidente Dilma Rousseff, foi informado \u00e0 imprensa e \u00e0 sociedade brasileira que havia falta de m\u00e9dicos no Brasil. Com base nessa fal\u00e1cia, o governo autorizou a abertura de in\u00fameras escolas m\u00e9dicas, com o objetivo de popularizar a medicina, formar m\u00e9dicos a granel e lev\u00e1-los para o interior, e, assim, oferecer sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o. Nada mais falso do que isso. N\u00f3s podemos pegar o m\u00e9dico mais capaz, coloc\u00e1-lo numa cidade no interior do meu Mato Grosso do Sul, mas ele n\u00e3o far\u00e1 diferen\u00e7a nos indicadores de sa\u00fade daquela comunidade. O que devemos ter \u00e9 uma equipe de profissionais naquele local, com condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de atendimento, medicamentos, um m\u00ednimo de exames. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel fazer a interioriza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Demografia m\u00e9dica &#8211;<\/strong> H\u00e1 seis anos form\u00e1vamos 14 mil m\u00e9dicos no Brasil, hoje s\u00e3o 24 mil m\u00e9dicos formados anualmente. E quando todas essas faculdades abertas estiverem formando, daqui a 8 anos, ser\u00e3o 35 mil novos m\u00e9dicos no Brasil todos os anos. Levando em conta que os m\u00e9dicos trabalham por 44 anos, segundo levantamento feito pelo professor Milton de Arruda Martins, daqui a 40 ou 50 anos, teremos 1,5 milh\u00e3o de m\u00e9dicos no Brasil. E se houver flexibiliza\u00e7\u00e3o para esses brasileiros que foram estudar no exterior, ser\u00e3o mais 500 mil m\u00e9dicos. Ou seja, em 40 ou 50 anos chegaremos \u00e0 marca inacredit\u00e1vel de 2 milh\u00f5es de m\u00e9dicos para uma popula\u00e7\u00e3o de 230 milh\u00f5es de pessoas. \u00c9 a populariza\u00e7\u00e3o total da medicina. Sem ser catastrofista, ser\u00e1 o fim da nossa profiss\u00e3o. Estarei morto at\u00e9 l\u00e1, mas este \u00e9 um problema que temos de resolver agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resid\u00eancia m\u00e9dica &#8211;<\/strong> O que a presidente Dilma Rousseff e seu ministro Alexandre Padilha fizeram foi uma expans\u00e3o absurda no n\u00famero de vagas, em lugares sem a menor condi\u00e7\u00e3o de um processo de ensino e aprendizagem. S\u00f3 hoje temos 35% de vagas ociosas, em termos gerais, nesses programas de resid\u00eancia m\u00e9dica. No caso da Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade, h\u00e1 74% de vagas ociosas. Em terapia intensiva, que agora passamos para o acesso direto, a ociosidade \u00e9 de 50%. N\u00e3o existe infraestrutura hospitalar, no Brasil, que permita um aumento no n\u00famero de vagas na resid\u00eancia m\u00e9dica para acompanhar esse aumento exponencial de vagas de graduandos. Quando fazemos as contas, desse total de 1,5 milh\u00e3o de m\u00e9dicos, vamos ter praticamente 60% sem resid\u00eancia m\u00e9dica. Esses m\u00e9dicos v\u00e3o estar estudando para entrar ano que vem na resid\u00eancia? N\u00e3o. Eles v\u00e3o entrar no mercado de trabalho, principalmente na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e, pasmem, na urg\u00eancia e emerg\u00eancia. Esse \u00e9 o tamanho do problema que temos de resolver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acredita\u00e7\u00e3o de cursos &#8211;<\/strong> Diante da abertura desenfreada de escolas m\u00e9dicas no Brasil, o presidente Carlos Vital reuniu a diretoria e disse: o dano est\u00e1 feito, o que podemos fazer para minimizar esse dano? A partir dali nasceu a ideia de fazermos um sistema de acredita\u00e7\u00e3o de escolas m\u00e9dicas, o Saeme. Nesse lado do mundo, a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o que tem registro na World Federation for Medical Education somos n\u00f3s. E isso \u00e9 extremamente importante, pois a partir de 2023 m\u00e9dicos que decidirem emigrar para os EUA, obrigatoriamente ter\u00e3o de ser graduados no pa\u00eds de origem por uma escola acreditada e com registro na WFME. E s\u00f3 n\u00f3s temos isso aqui. \u00c9 um legado que n\u00f3s deixamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uni\u00e3o das entidades m\u00e9dicas \u2013<\/strong> \u00c9 inten\u00e7\u00e3o dessa gest\u00e3o atuar junto da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, da Fenam, da FMB, que s\u00e3o nossas grandes parceiras. Muitas vezes esse relacionamento \u00e9 prejudicado por raz\u00f5es pol\u00edticas, mas a crise na medicina brasileira \u00e9 t\u00e3o grande, t\u00e3o grave, que neste momento temos de nos despirmos de nossas vaidades, sentarmo-nos, e fazermos realmente alguma coisa que fa\u00e7a a diferen\u00e7a na medicina brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Assuntos pol\u00edticos &#8211;<\/strong> \u00c9 nossa inten\u00e7\u00e3o transformamos a CAP, que \u00e9 Comiss\u00e3o de Assuntos Pol\u00edticos do CFM. Ela j\u00e1 \u00e9 extremamente atuante, mas vamos reformul\u00e1-la, incorporar novos membros e realizar programa\u00e7\u00f5es semanais no Congresso Nacional, visitando nossos parlamentares, acompanhando todas as audi\u00eancias p\u00fablicas que sejam de interesse da medicina brasileira. Vamos deixar de ter uma a\u00e7\u00e3o reativa e vamos passar realmente a seguir aquilo que os nossos deputados nos falam, que \u00e9 estar um passo \u00e0 frente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s proposi\u00e7\u00f5es que tramitam no Congresso Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00edticas ao CFM &#8211;<\/strong> Muito do que o CFM foi criticado &#8211; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vinda dos m\u00e9dicos cubanos para o Brasil, em rela\u00e7\u00e3o ao Revalida e \u00e0 abertura de escolas m\u00e9dicas, como se fosse omisso nesses pontos &#8211; \u00e9 justamente o conjunto de grandes bandeiras pelas quais mais se batalhou, em todos os n\u00edveis, junto com as outras entidades m\u00e9dicas. As cr\u00edticas n\u00e3o deixaram qualquer tipo de sequela, qualquer tipo de sentimento negativo. Pelo contr\u00e1rio, nos fizeram refletir no sentido de que como n\u00f3s nos comunicamos mal com os m\u00e9dicos brasileiros. Porque se n\u00f3s trabalhamos tanto, inclusive no setor de comunica\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o conseguimos passar nem aquilo que s\u00e3o as nossas bandeiras, \u00e9 um momento de refletirmos e de darmos um passo adiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fiscaliza\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Um dos pilares das compet\u00eancias legais dos conselhos de medicina \u00e9 a fiscaliza\u00e7\u00e3o, que vai estar mais uma vez sob a responsabilidade do conselheiro Emmanuel Fortes, que faz um trabalho brilhante h\u00e1 dez anos. Existem resist\u00eancias, por isso vamos aprimorar, dialogar com os conselhos regionais. O CFM est\u00e1 pronto para mudar o que for necess\u00e1rio, mas uma vez que cheguemos a um consenso, vamos pedir para que os conselhos regionais sigam o que estiver determinado pelo CFM em resolu\u00e7\u00e3o. Precisamos juntar todas as informa\u00e7\u00f5es para podermos encaminhar as pol\u00edticas dentro do CFM. Os dados tamb\u00e9m ser\u00e3o \u00fateis at\u00e9 nas pol\u00edticas p\u00fablicas dentro do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, no sentido de fazermos um raio-X de como est\u00e1 a sa\u00fade no Brasil, tanto a b\u00e1sica quanto hospitalar no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Telemedicina &#8211;<\/strong> Poderia n\u00e3o tocar na telemedicina, que nos rendeu tantas cr\u00edticas. \u00c9 preciso ser dito que s\u00e3o justas as cr\u00edticas pela maneira como n\u00f3s divulgamos e liberamos a resolu\u00e7\u00e3o da telemedicina. O CFM erra. \u00c9 o plen\u00e1rio que erra. Essa resolu\u00e7\u00e3o foi votada por unanimidade no plen\u00e1rio, e depois quando vieram as cr\u00edticas, ficou muito claro que erramos. S\u00f3 que o trabalho levou cinco anos e est\u00e1 feito. Quem fez n\u00e3o fui eu, n\u00e3o foram os conselheiros, foram as maiores cabe\u00e7as pensantes nesse assunto no Brasil. Vamos incorporar os novos conselheiros nesse grupo de trabalho, temos mais de tr\u00eas mil sugest\u00f5es das audi\u00eancias p\u00fablicas que fizemos, vamos discutir com todos os CRMs, com todas as entidades m\u00e9dicas, com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com o Congresso Nacional, e vamos sair com a resolu\u00e7\u00e3o da telemedicina. Ela n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para o Conselho Federal de Medicina, \u00e9 necess\u00e1ria para o m\u00e9dico brasileiro, que est\u00e1 sendo explorado por uma s\u00e9rie de operadoras de sa\u00fade, que ganham fortunas com a telemedicina hoje. E esses m\u00e9dicos est\u00e3o sendo explorados sem nenhum tipo de respaldo da sua institui\u00e7\u00e3o maior, que \u00e9 o CFM. E precisamos dar respaldo a esses profissionais, por isso vamos fazer essa resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cubanos &#8211;<\/strong> A posi\u00e7\u00e3o do CFM \u00e9 clara, n\u00e3o s\u00f3 para m\u00e9dicos cubanos, mas para os brasileiros formados no exterior tamb\u00e9m. O CFM n\u00e3o admite, nunca admitiu, m\u00e9dicos trabalhando neste pa\u00eds sem CRM. Quer trabalhar? Formou no exterior? \u00c9 estrangeiro, ou \u00e9 brasileiro, n\u00e3o tem problema. O nosso \u00fanico pedido, sem arrog\u00e2ncia e sem prepot\u00eancia, \u00e9 que essas pessoas fa\u00e7am o Revalida. Que eu sempre repito, n\u00e3o \u00e9 um exame aplicado pelo CFM, nem pelas outras entidades m\u00e9dicas, \u00e9 um exame do MEC, aplicado pelo Inep. Qual a culpa das entidades m\u00e9dicas e do CFM se as pessoas formadas no exterior n\u00e3o conseguem passar no Revalida? No Revalida de 2017, que terminou agora em 2019, eram quase 8.500 candidatos, passaram 300 e pouco, 4%, que culpa que n\u00f3s temos disso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revalida &#8211;<\/strong> O Revalida \u00e9 uma luta: por tr\u00eas vezes, em negocia\u00e7\u00f5es no Inep, o CFM, com o apoio da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB), esteve a ponto de ser o respons\u00e1vel pela aplica\u00e7\u00e3o do Revalida, mas infelizmente, em todos esses momentos, houve troca no governo. Em todos os pa\u00edses do mundo (Estados Unidos, Europa ocidental, Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia), quem defende a sociedade em rela\u00e7\u00e3o a quem quer imigrar para l\u00e1 s\u00e3o o Executivo, o Legislativo e o Judici\u00e1rio. E aqui no Brasil \u00e9 o contr\u00e1rio, s\u00e3o as entidades m\u00e9dicas que ficam lutando com nossos representantes dentro do Congresso Nacional para que essas barbaridades n\u00e3o ocorram. Agora, h\u00e1 um movimento dentro do Congresso Nacional para flexibilizar a revalida\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos, o que \u00e9 inconceb\u00edvel para todas as entidades m\u00e9dicas\u00b4. Nisso estamos juntos, estamos unidos, porque \u00e9 inconceb\u00edvel. N\u00e3o por uma quest\u00e3o de mercado, mas de defesa da sociedade. E \u00e9 essa a mensagem que tentamos passar dentro do Congresso Nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Morat\u00f3ria das escolas m\u00e9dicas &#8211;<\/strong> Nosso problema hoje \u00e9 o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. O ministro Abraham Weintraub e, principalmente, o secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o superior do MEC, Arnaldo Barbosa, s\u00e3o um problema para a medicina brasileira. As entidades m\u00e9dicas negociaram com o presidente Michel Temer uma morat\u00f3ria de cinco anos das escolas m\u00e9dicas, que foi efetivamente assinada pelo ministro Mendon\u00e7a Filho. Os presidentes do Cremerj e do Cremers, Sylvio Provenzano e Eduardo Trindade, estiveram em audi\u00eancia com o ministro Weitraub e ele disse claramente que vai revogar essa portaria e vai voltar aquele balc\u00e3o de neg\u00f3cios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 abertura de escolas m\u00e9dicas no Brasil. Hoje n\u00f3s j\u00e1 temos 337 escolas. N\u00e3o existe precedente no mundo, que num espa\u00e7o de menos de 10 anos tenham sido abertas mais de 140 escolas m\u00e9dicas. Estamos no limite para que essa aberra\u00e7\u00e3o volte a assombrar a medicina brasileira e a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Esse \u00e9 um problema que n\u00f3s temos de resolver, e resolvermos juntos, todas as entidades m\u00e9dicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nova gest\u00e3o &#8211;<\/strong> Ano passado tivemos elei\u00e7\u00f5es para os conselhos regionais. Em alguns estados essas elei\u00e7\u00f5es se prolongaram na disputa do conselho federal, mas hoje todos os processos se encerraram. Sem m\u00e1goas, sem sequelas. Hoje todos somos CFM. N\u00e3o existe velho CFM, nem novo CFM. N\u00e3o existe nada que n\u00e3o seja um corpo \u00fanico. E o CFM somos n\u00f3s. Uma das coisas que o presidente Carlos Vital me ensinou foi sobre a necessidade de mantermos a unidade do sistema conselhal. Recentemente o TCU fez um relat\u00f3rio dizendo exatamente isso o que o presidente Vital sempre disse: os conselhos de medicina s\u00e3o um corpo \u00fanico que tem uma cabe\u00e7a, o CFM. E hoje, \u00e9 isso. N\u00e3o existe n\u00f3s, n\u00e3o existe eles, n\u00e3o existe novo, n\u00e3o existe velho. Todos formamos, os 56 eleitos formam, o Conselho Federal de Medicina. O que eu pe\u00e7o aos que est\u00e3o entrando no CFM, \u00e9 que assim como os estamos acolhendo de bra\u00e7os e cora\u00e7\u00f5es abertos, que tamb\u00e9m venham da mesma forma. N\u00e3o tenho a menor d\u00favida de que o CFM vai entrar dentro de voc\u00eas, como entrou dentro de todos n\u00f3s que j\u00e1 est\u00e1vamos na institui\u00e7\u00e3o. No CFM, todas as nossas diverg\u00eancias come\u00e7am e terminam dentro do plen\u00e1rio. Ali \u00e9 a casa do m\u00e9dico brasileiro. Ali impera a democracia. E essa diretoria vai ser a diretoria mais transparente poss\u00edvel. Todos os conselheiros podem trazer qualquer tipo de proposta ao plen\u00e1rio. E mais um ensinamento do presidente Vital: a \u00fanica coisa que a diretoria vai exigir, \u00e9 aquilo que n\u00f3s damos, respeito. Vamos discutir, vamos dialogar, vamos debater, vamos fazer propostas, n\u00e3o sendo poss\u00edvel o consenso, vamos votar. E todos assumem a proposta vencedora, mesmo que tenha sido o autor da proposta derrotada, e eu sou campe\u00e3o de fazer proposta derrotada. Porque essa \u00e9 a beleza das decis\u00f5es conselhais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Futuro &#8211;<\/strong> Estou muito otimista. O presidente Carlos Vital tamb\u00e9m nos ensina outra coisa, sobre o que \u00e9 ser humilde. Ser humilde \u00e9 saber exatamente o seu tamanho, n\u00e3o \u00e9 ser nem maior, nem menor daquilo que voc\u00ea \u00e9. Se voc\u00ea for menor, torna-se subserviente. Se for maior, torna-se arrogante e prepotente. O CFM, e esse presidente que vos fala, tem exatamente o conceito do que \u00e9 ser humilde, mas o CFM vai ser protagonista dentro de todas as suas compet\u00eancias legais. E, para isso, o CFM somos n\u00f3s, os 56. Como diria Fernando Pessoa, tudo vale a pena se a alma n\u00e3o for pequena, e nossa alma junta, a do CFM, ela \u00e9 gigante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Conselho Federal de Medicina (CFM)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na solenidade de sua posse como novo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, um paulista radicado em Campo Grande (MS), agradeceu aos que estiveram em \u201csua caminhada de vida\u201d, apontou os rumos que autarquia dever\u00e1 trilhar a partir de agora e enfatizou a necessidade de uni\u00e3o das entidades m\u00e9dicas e de todos 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