{"id":55771,"date":"2019-12-16T14:32:22","date_gmt":"2019-12-16T17:32:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=55771"},"modified":"2019-12-16T14:33:31","modified_gmt":"2019-12-16T17:33:31","slug":"diabetes-nao-e-doenca-so-de-adulto-brasil-e-3o-pais-com-mais-casos-entre-criancas-e-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/diabetes-nao-e-doenca-so-de-adulto-brasil-e-3o-pais-com-mais-casos-entre-criancas-e-adolescentes\/","title":{"rendered":"Diabetes n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a s\u00f3 de adulto: Brasil \u00e9 3\u00ba pa\u00eds com mais casos entre crian\u00e7as e adolescentes"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">H\u00e1 seis anos, a advogada Ana Paula Crispim Cavalheiro, de 44 anos, e o marido, o comerciante Fernando Coelho Cavalheiro, de 49 anos, notaram algumas mudan\u00e7as no comportamento da filha mais nova, Caroline, hoje com 11 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Ela estava sempre cansada, perdendo peso, n\u00e3o conseguia segurar o xixi e bebia bastante \u00e1gua&#8221;, recorda a m\u00e3e. Por sugest\u00e3o de uma amiga, representante de um laborat\u00f3rio que comercializa aparelhos medidores de glicose (glicos\u00edmetros), utilizou um para verificar o n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue da filha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Deu 372 mg\/dl, quando o normal \u00e9 menos de 100 mg\/dl. Na mesma hora corremos para o hospital, e l\u00e1 veio a comprova\u00e7\u00e3o: ela estava com\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/\/portuguese\/topics\/acc2ab56-b335-4666-ba18-87eed47a3bd5#id\">diabetes<\/a>\u00a0tipo 1&#8243;, relata Ana Paula, acrescentando que Caroline teve de ficar nove dias internada, cinco deles na UTI.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Pedro Henrique, de 9 anos, \u00e9 bem parecida. Em 2016, seus pais tamb\u00e9m perceberam que ele estava fazendo muito xixi e tomando mais \u00e1gua do que o habitual.<\/p>\n<p>&#8220;Como era ver\u00e3o, n\u00e3o fiquei t\u00e3o preocupada assim, achei que era por causa do calor. Fora que uma semana antes t\u00ednhamos ido ao pediatra e estava tudo bem&#8221;, conta a m\u00e3e, a representante de vendas Erika Crapino Lopes, de 47 anos.<\/p>\n<p>O menino, ent\u00e3o, come\u00e7ou a perder peso. &#8220;Foi a\u00ed que vimos que tinha, sim, alguma coisa errada. No hospital, quando mediram a glicemia, ela estava 415 mg\/dl. Ele fez outros exames e o m\u00e9dico nos informou que o diagn\u00f3stico era diabetes tipo 1 e que precisaria de interna\u00e7\u00e3o. Foram sete dias na UTI e mais tr\u00eas no quarto&#8221;, complementa.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Crian\u00e7as e adolescentes diab\u00e9ticos<\/h2>\n<p>Caroline e Pedro Henrique fazem parte de uma turma que s\u00f3 cresce no mundo, o de crian\u00e7as e adolescentes diab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>O 9\u00ba IDF Diabetes Atlas, divulgado recentemente pela Federa\u00e7\u00e3o Internacional da Diabetes (a IDF, organiza\u00e7\u00e3o que congrega associa\u00e7\u00f5es especializadas na doen\u00e7a em 168 pa\u00edses), aponta que 1,1 milh\u00e3o de meninos e meninas com menos de 20 anos t\u00eam o tipo 1 da doen\u00e7a no mundo, e a estimativa \u00e9 de que o aumento anual global de casos seja em torno de 3%.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, 127,2 mil convivem com a diabetes, e o pa\u00eds com mais registros \u00e9 o Brasil: 95,5 mil casos. No ranking global, o pa\u00eds s\u00f3 perde em n\u00famero de casos para os Estados Unidos e a \u00cdndia &#8211; os n\u00fameros, no entanto, n\u00e3o demonstram maior incid\u00eancia da doen\u00e7a entre os brasileiros; de acordo com a IDF, a posi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds entre os primeiros do ranking se deve ao tamanho de sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio da IDF, cerca de 98,2 mil crian\u00e7as e adolescentes com menos de 15 anos s\u00e3o diagnosticados com diabetes tipo 1 a cada ano &#8211; o n\u00famero sobe para 128,9 mil quando a faixa et\u00e1ria se estende at\u00e9 os 20 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Nos \u00faltimos 10 anos, a preval\u00eancia de diabetes tipo 1 aumentou 14 vezes em crian\u00e7as e adolescentes. Nesse grupo, \u00e9 a doen\u00e7a cr\u00f4nica endocrinol\u00f3gica mais frequente e a segunda ou a terceira doen\u00e7a cr\u00f4nica pedi\u00e1trica, dependendo da popula\u00e7\u00e3o, mais frequente&#8221;, afirma Raphael Del Roio Liberatore J\u00fanior, endocrinologista pedi\u00e1trico e professor da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto da USP.<\/p>\n<p>Segundo o IDF, h\u00e1 evid\u00eancias de que o diabetes tipo 2, que \u00e9 mais frequente em adultos, tamb\u00e9m esteja aumentando entre crian\u00e7as e adolescentes. N\u00e3o h\u00e1, entretanto, dados estat\u00edsticos confi\u00e1veis que confirmem isso.<\/p>\n<h3>Raz\u00f5es do crescimento<\/h3>\n<p>Mas por que a diabetes infantil est\u00e1 crescendo tanto, e no mundo todo?<\/p>\n<p>Em seu relat\u00f3rio anual, o IDF diz que esse fen\u00f4meno &#8220;\u00e9 motivado por uma complexa intera\u00e7\u00e3o entre fatores socioecon\u00f4micos, demogr\u00e1ficos, ambientais e gen\u00e9ticos&#8221;.<\/p>\n<p>Liberatore J\u00fanior diz que as causas exatas ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente conhecidas, mas existem teorias. &#8220;A principal \u00e9 o aumento do peso da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, comenta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, no Brasil, a Pesquisa de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel), de 2018, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, revela que a obesidade cresceu 67,8% nos \u00faltimos treze anos, saltando de 11,8% da popula\u00e7\u00e3o em 2006 para 19,8% em 2018.<\/p>\n<p>Em se tratando de crian\u00e7as com idade entre 5 e 9 anos, os dados apontam que 3 a cada 10 delas est\u00e3o acima do peso.<\/p>\n<p>&#8220;A obesidade \u00e9 o fator de risco mais importante para o diabetes tipo 2 porque gera uma situa\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o da insulina, ou seja, o corpo n\u00e3o consegue us\u00e1-la para controlar adequadamente os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue&#8221;, explica o endocrinologista.<\/p>\n<p>No caso do tipo 1 da doen\u00e7a, esclarece Karla Melo, doutora em endocrinologia e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a a\u00e7\u00e3o do excesso de peso se d\u00e1 de forma indireta.<\/p>\n<p>&#8220;Em uma crian\u00e7a que j\u00e1 tenha predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para a enfermidade, o excesso de peso pode deflagar a rea\u00e7\u00e3o imune \u00e0 insulina ou de forma mais precoce ou mais intensa&#8221;, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Ainda sobre o diabetes tipo 1, mais uma explica\u00e7\u00e3o para a sua maior preval\u00eancia, de acordo com Liberatore J\u00fanior, \u00e9 a teoria (ou hip\u00f3tese) da higiene.<\/p>\n<p>Apresentada pelo m\u00e9dico ingl\u00eas David Strachan, em 1989, ela sugere que meninos e meninas que n\u00e3o t\u00eam seus sistemas imunol\u00f3gicos estimulados desde cedo, por n\u00e3o entrarem em contato com micro-organismos presentes na natureza e viverem em ambientes extremamente limpos e est\u00e9reis, s\u00e3o mais propensos a desenvolver algumas patologias.<\/p>\n<p>&#8220;Isso faz com que se contraiam menos doen\u00e7as infecciosas e se produzam menos anticorpos contra o meio externo. A\u00ed, como o sistema imune n\u00e3o tem inimigos fora, ele come\u00e7a a destruir a parte de dentro, atacando o pr\u00f3prio organismo&#8221;, complementa o endocrinologista pedi\u00e1trico.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Diabetes tipo 1 e tipo 2<\/h2>\n<p>O diabetes \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica causada pela produ\u00e7\u00e3o insuficiente ou pela m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o de insulina, horm\u00f4nio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo, tendo como consequ\u00eancia a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no corpo &#8211; o normal, para uma pessoa saud\u00e1vel e em jejum, \u00e9 abaixo de 100 mg\/dl.<\/p>\n<p>Quando esse quadro prossegue por longos per\u00edodos, pode causar danos graves em diversos \u00f3rg\u00e3os, vasos sangu\u00edneos e nervos.<\/p>\n<p>Na lista de complica\u00e7\u00f5es est\u00e3o doen\u00e7as cardiovasculares, insufici\u00eancia renal cr\u00f4nica, potenciais amputa\u00e7\u00f5es dos membros inferiores, problemas na vis\u00e3o, acometimento dos nervos (neuropatia perif\u00e9rica) e cetoacidose diab\u00e9tica &#8211; quando processo do corpo para compensar a aus\u00eancia de insulina acaba por deixar o sangue \u00e1cido. O risco de morte tamb\u00e9m \u00e9 grande.<\/p>\n<p>Os tipos de diabetes que acometem crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o o 1 e o 2. O 1, de acordo com a SBD, se d\u00e1 quando o pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico ataca as c\u00e9lulas do p\u00e2ncreas que produzem insulina, fazendo com que pouca ou nenhuma quantidade do horm\u00f4nio seja liberada para o corpo.<\/p>\n<p>Seus principais sintomas s\u00e3o sede constante, vontade de urinar diversas vezes ao dia, altera\u00e7\u00f5es no apetite, perda de peso (mesmo comendo mais), fraqueza e fadiga.<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 feito com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades f\u00edsicas.<\/p>\n<p>O tipo 2, por sua vez, ocorre quando o corpo n\u00e3o consegue aproveitar adequadamente a insulina produzida ou n\u00e3o a produz em quantidade suficiente para controlar a taxa de glicemia.<\/p>\n<p>Os sintomas, apesar de menos percept\u00edveis, s\u00e3o basicamente os mesmos do anterior, acrescido de formigamento nos p\u00e9s e nas m\u00e3os, infec\u00e7\u00f5es frequentes na bexiga, nos rins e na pele, feridas que demoram para cicatrizar e vis\u00e3o emba\u00e7ada.<\/p>\n<p>Normalmente, o controle se d\u00e1 com atividade f\u00edsica e planejamento alimentar. Casos mais graves exigem o uso de insulina e\/ou outros medicamentos.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o exista cura, Denise Reis Franco, diretora da ONG ADJ Diabetes Brasil, destaca que v\u00e1rios progressos ocorreram nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&#8220;Foram desenvolvidas, por exemplo, insulinas mais modernas e eficazes e novos aparelhos domiciliares para medi\u00e7\u00e3o de glicose e aplica\u00e7\u00e3o de insulina. Aos poucos, o diab\u00e9tico est\u00e1 tendo mais op\u00e7\u00f5es, que facilitam o tratamento, e isso \u00e9 important\u00edssimo porque o maior desafio ainda \u00e9 o controle do \u00edndice glic\u00eamico, sobretudo entre os adolescentes&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Apesar disso, a especialista explica que o mais importante \u00e9 prevenir o diabetes, com a ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;Isso inclui controle do peso, dieta equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas e com redu\u00e7\u00e3o de sal, a\u00e7\u00facar e gorduras, e a pr\u00e1tica regular de atividade f\u00edsica, de acordo com cada faixa et\u00e1ria&#8221;, finaliza.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Caroline e Pedro Henrique: vigil\u00e2ncia di\u00e1ria<\/h2>\n<p>Lidando com o diabetes tipo 1 h\u00e1 alguns anos, Caroline e Pedro Henrique fazem tratamento com insulina e precisam checar a glicemia todos os dias.<\/p>\n<p>Para a medi\u00e7\u00e3o, ambos usam um sistema de monitoramento cont\u00ednuo de glicose (um pequeno sensor descart\u00e1vel inserido na pele). J\u00e1 para a aplica\u00e7\u00e3o, ela utiliza a bomba de infus\u00e3o e ele, a caneta de insulina.<\/p>\n<p>Parte fundamental da terapia \u00e9 uma dieta saud\u00e1vel. Nas refei\u00e7\u00f5es, Caroline tamb\u00e9m precisa fazer a contagem de carboidratos, para saber a quantidade exata de insulina que deve ser utilizada.<\/p>\n<p>No caso de Pedro Henrique, por ainda estar na chamada fase de &#8220;lua de mel da diabetes&#8221; &#8211; quando \u00e9 poss\u00edvel controlar os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue apenas com o tratamento com insulina -, isso, por enquanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Apesar de todo o controle, as m\u00e3es revelam que de vez em quando permitem que os filhos comam algumas guloseimas, especialmente em festas de anivers\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Em certas ocasi\u00f5es, a Caroline come um peda\u00e7o de bolo, um brigadeiro, uma fatia de pizza&#8230; mas depois precisamos fazer a corre\u00e7\u00e3o com a insulina. Por isso, temos de saber exatamente tudo o que ela consome todos os dias e o dia todo&#8221;, conta Ana Paula.<\/p>\n<p>Erika diz que evita proibi\u00e7\u00f5es: &#8220;O meu medo \u00e9 eu n\u00e3o deixar e o Pedro comer escondido. Prefiro ensin\u00e1-lo a se alimentar corretamente e saber o que ele coloca na boca&#8221;.<\/p>\n<p>Depois do baque inicial com a not\u00edcia da doen\u00e7a, as duas fam\u00edlias tiveram de se adaptar ao tratamento e \u00e0 nova rotina, mas, atualmente, afirmam que conseguem conviver relativamente bem o problema.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma luta di\u00e1ria, mas fazemos de tudo para que a nossa filha tenha a vida mais normal poss\u00edvel. E para que ela n\u00e3o se sinta sozinha, participamos de v\u00e1rios grupos e eventos sobre diabetes e incentivamos que ela tenha contato com outras crian\u00e7as diab\u00e9ticas&#8221;, conta Ana Paula.<\/p>\n<p>&#8220;O Pedro, num primeiro momento, n\u00e3o lidou bem com o diagn\u00f3stico, a\u00ed o levei para a terapia&#8221;, relata Erika. &#8220;Hoje, ele \u00e9 bem consciente e entende o que acontece no seu corpo. Claro que n\u00e3o d\u00e1 para esquecer que ele tem uma doen\u00e7a, mas precisamos seguir a vida. A minha esperan\u00e7a \u00e9 que no futuro descubram a cura ou, ao menos, uma terapia que maltrate menos as crian\u00e7as.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 seis anos, a advogada Ana Paula Crispim Cavalheiro, de 44 anos, e o marido, o comerciante Fernando Coelho Cavalheiro, de 49 anos, notaram algumas mudan\u00e7as no comportamento da filha mais nova, Caroline, hoje com 11 anos. &#8220;Ela estava sempre cansada, perdendo peso, n\u00e3o conseguia segurar o xixi e bebia bastante \u00e1gua&#8221;, recorda a m\u00e3e. 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