{"id":56408,"date":"2020-08-26T11:22:20","date_gmt":"2020-08-26T14:22:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=56408"},"modified":"2020-08-26T11:44:15","modified_gmt":"2020-08-26T14:44:15","slug":"estudo-mostra-melhora-no-consumo-de-alimentos-saudaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-mostra-melhora-no-consumo-de-alimentos-saudaveis\/","title":{"rendered":"Estudo mostra melhora no consumo de alimentos saud\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A pandemia tem feito muita gente mudar h\u00e1bitos, entre eles o consumo frequente de comida caseira e fresca. \u00c9 o que mostram\u00a0as primeiras an\u00e1lises do\u00a0Estudo NutriNet Brasil, que envolveram\u00a010 mil participantes\u00a0e indicam aumento generalizado na frequ\u00eancia de consumo de frutas, hortali\u00e7as e feij\u00e3o (de 40,2% para 44,6%) durante a pandemia.<img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1314814&amp;o=node\" alt=\"\" \/><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1314814&amp;o=node\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o professor Carlos Monteiro, coordenador do NutriNet Brasil, essa mudan\u00e7a positiva no comportamento alimentar pode\u00a0ser explicada por alguns fatores. \u201cAs novas configura\u00e7\u00f5es causadas pela pandemia na rotina das pessoas podem t\u00ea-las estimulado a cozinhar\u00a0mais e a consumir\u00a0mais refei\u00e7\u00f5es dentro de casa. Al\u00e9m disso, uma eventual preocupa\u00e7\u00e3o em melhorar a alimenta\u00e7\u00e3o e, consequentemente, as defesas imunol\u00f3gicas do organismo, podem ser consideradas&#8221;. O Estudo NutriNet \u00e9 executado pelo N\u00facleo de Pesquisas Epidemiol\u00f3gicas em Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade da Universidade de S\u00e3o Paulo (Nupens\/USP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A evolu\u00e7\u00e3o positiva na alimenta\u00e7\u00e3o, no entanto, foi acompanhada por um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados nas regi\u00f5es Norte e Nordeste e entre as pessoas de escolaridade mais baixa. Esses resultados sugerem desigualdades sociais na resposta do comportamento alimentar \u00e0 pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O consumo de alimentos\u00a0in natura\u00a0ou minimamente processados fortalece os mecanismos de defesa do organismo, j\u00e1 a ingest\u00e3o de comidas ultraprocessadas favorece o aparecimento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas que aumentam a letalidade da covid-19. Refrigerantes, bolachas, pratos congelados, salgadinhos, bolos prontos e mistura para bolos, cereais matinais, macarr\u00e3o instant\u00e2neo, p\u00e3es de forma, sorvetes e bebidas com sabor de frutas fazem parte do grupo de alimentos ultraprocessados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma das raz\u00f5es pelas quais o consumo de alimentos ultraprocessados piora as defesas do organismo \u00e9 que eles s\u00e3o pobres em vitaminas e minerais, nutrientes essenciais para a resposta imunol\u00f3gica. J\u00e1 foi demonstrado, em pesquisa realizada no Brasil, que indiv\u00edduos que consomem mais ultraprocessados t\u00eam um consumo menor desses nutrientes\u201d, explica a pesquisadora do Estudo NutriNet Brasil, Kamila Gabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra raz\u00e3o, segundo Kamila, \u00e9 que o consumo de alimentos ultraprocessados aumenta o risco de desenvolver condi\u00e7\u00f5es como obesidade, diabetes e hipertens\u00e3o. \u201cEstudos realizados em diferentes pa\u00edses, como Estados Unidos, It\u00e1lia e China, observaram que a presen\u00e7a dessas condi\u00e7\u00f5es est\u00e1 associada \u00e0 ocorr\u00eancia de formas mais severas da covid-19, aumentando a necessidade de interna\u00e7\u00e3o hospitalar e o risco de mortalidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para essa an\u00e1lise, o Estudo NutriNet Brasil aplicou o mesmo question\u00e1rio alimentar em dois momentos: entre\u00a026 de janeiro\u00a0e\u00a015 de fevereiro\u00a0(antes da pandemia) e entre 10 e\u00a019 de maio\u00a0(durante a pandemia). Foi questionado o consumo de uma s\u00e9rie de alimentos no dia anterior ao preenchimento do formul\u00e1rio. A amostra, composta pelos 10\u00a0mil primeiros participantes, \u00e9 representada, em sua maioria, por jovens adultos, de 18 a 39 anos (51,1%), mulheres (78%), residentes da Regi\u00e3o Sudeste do Brasil (61%) e com n\u00edvel de escolaridade superior a 12 anos de estudo (85,1%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1bitos p\u00f3s-pandemia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na opini\u00e3o da pesquisadora, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que essa\u00a0tend\u00eancia de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel ser\u00e1 mantida ap\u00f3s a quarentena. \u201cOs dados do estudo NutriNet\u00a0\u00a0Brasil n\u00e3o nos permitem concluir se h\u00e1 essa tend\u00eancia no p\u00f3s-pandemia, j\u00e1 que a an\u00e1lise comparou dados de consumo alimentar obtidos em janeiro, imediatamente antes do in\u00edcio da chegada do novo coronav\u00edrus ao\u00a0Brasil, e em maio, no auge da ades\u00e3o \u00e0s medidas de distanciamento f\u00edsico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Kamila, \u00e9 poss\u00edvel que o retorno das pessoas \u00e0s suas rotinas de trabalho e lazer, e at\u00e9 mesmo o relaxamento dos cuidados com a sa\u00fade, fa\u00e7am com que os indiv\u00edduos retornem aos seus h\u00e1bitos praticados antes da pandemia. \u201cPor outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 plaus\u00edvel pensar que esse per\u00edodo tenha proporcionado \u00e0s pessoas oportunidade para a aquisi\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos saud\u00e1veis que venham a ser ganhos permanentes, como passar a comer mais frutas, verduras e legumes ou a cozinhar em casa com maior frequ\u00eancia. Com o Nutrinet acompanhando esses participantes, n\u00f3s teremos a op\u00e7\u00e3o de investigar isso em novos estudos futuramente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo da an\u00e1lise foi conhecer o impacto da pandemia de covid-19 sobre o comportamento alimentar da popula\u00e7\u00e3o. O recorte faz parte do Estudo NutriNet Brasil, lan\u00e7ado em janeiro de 2020, para\u00a0investigar a rela\u00e7\u00e3o entre padr\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis no Brasil. A pesquisa tem dura\u00e7\u00e3o\u00a0de dez\u00a0anos e vai\u00a0acompanhar 200 mil pessoas. Os interessados em participar voluntariamente do estudo podem se inscrever no\u00a0site\u00a0nutrinetbrasil.fsp.usp.br\u00a0.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estudo NutriNet Brasil \u00e9 um dos maiores sobre\u00a0alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade do pa\u00eds. Os resultados\u00a0v\u00e3o contribuir para a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam a sa\u00fade e a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Empresa Brasileira de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia tem feito muita gente mudar h\u00e1bitos, entre eles o consumo frequente de comida caseira e fresca. \u00c9 o que mostram\u00a0as primeiras an\u00e1lises do\u00a0Estudo NutriNet Brasil, que envolveram\u00a010 mil participantes\u00a0e indicam aumento generalizado na frequ\u00eancia de consumo de frutas, hortali\u00e7as e feij\u00e3o (de 40,2% para 44,6%) durante a pandemia. 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