{"id":57910,"date":"2021-02-15T09:56:30","date_gmt":"2021-02-15T12:56:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=57910"},"modified":"2021-02-15T09:56:30","modified_gmt":"2021-02-15T12:56:30","slug":"covid-19-no-brasil-media-movel-de-1-102-mortes-neste-domingo-iguala-recorde-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/covid-19-no-brasil-media-movel-de-1-102-mortes-neste-domingo-iguala-recorde-de-2020\/","title":{"rendered":"Covid-19 no Brasil: M\u00e9dia m\u00f3vel de 1.102 mortes neste domingo iguala recorde de 2020"},"content":{"rendered":"<div>Ap\u00f3s vivenciar um ano de 2020 ca\u00f3tico por causa da pandemia da Covid-19, os brasileiros n\u00e3o vivem um 2021 t\u00e3o diferente assim. O ano, que come\u00e7ou com a falta de oxig\u00eanio e o colapso da rede de sa\u00fade do estado do Amazonas (AM), continua dando ind\u00edcios de que a pandemia est\u00e1 longe do fim. Ontem, o pa\u00eds registrou a maior m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes, com 1.102 \u00f3bitos, igualando a marca atingida em 25 de julho de 2020. Para especialistas, o momento \u00e9 ainda mais cr\u00edtico do que o vivido no \u00faltimo ano e pode piorar sem as medidas para conter a transmiss\u00e3o do v\u00edrus e uma vacina\u00e7\u00e3o r\u00e1pida.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>Segundo levantamento do Conselho Nacional dos Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass), o Brasil confirma, em m\u00e9dia, 1.102 \u00f3bitos por dia. A m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes \u00e9 a maior desde o in\u00edcio da pandemia e j\u00e1 foi atingida em 25 de julho do ano passado, quando o pa\u00eds passava pelo pico da pandemia da Covid-19. As outras duas maiores m\u00e9dias de \u00f3bitos registradas em julho de 2020 tamb\u00e9m j\u00e1 foram atingidas no in\u00edcio deste ano.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\u201cEssa m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes s\u00f3 mostra para a gente que estamos em um momento muito mais cr\u00edtico do que j\u00e1 estivemos nos \u00faltimos 12 meses. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica e isso pode at\u00e9 piorar\u201d, avalia a infectologista do Hospital das Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto Anna Christina Tojal. A m\u00e9dica acredita que isso \u00e9 um reflexo do descontrole que o pa\u00eds apresenta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infec\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cEsse aumento de casos se deve obviamente \u00e0s aglomera\u00e7\u00f5es. A gente n\u00e3o conseguiu parar a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, as pessoas parecem que n\u00e3o acreditam na infec\u00e7\u00e3o e essa taxa de transmiss\u00e3o continua aumentando\u201d, aponta. A \u00faltima taxa de transmiss\u00e3o (Rt) medida por levantamento do Imperial College de Londres, estava em 1,02, ou seja, um grupo de 100 doentes \u00e9 capaz de infectar outras 102 pessoas saud\u00e1veis. No mapa dos 75 pa\u00edses analisados pelo Imperial College, o Brasil tem a 21\u00aa pior taxa de transmiss\u00e3o. O ideal \u00e9 que essa taxa fique abaixo de 1.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esse descontrole \u00e9 um dos efeitos da acomoda\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio de pandemia, segundo o epidemiologista e professor em sa\u00fade coletiva da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Jonas Brant. \u201cEsse indicador (m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes) mostra que a popula\u00e7\u00e3o vem come\u00e7ando a se acomodar com o cen\u00e1rio de pandemia, voltando \u00e0s atividades de rotina\u201d, aponta. Para ele, a falta de uma resposta efetiva dos governos influencia diretamente no comportamento da sociedade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cTemos uma resposta muito pouca efetiva no que diz respeito a rastreamento de contatos, a testagem e a medidas sociais econ\u00f4micas. Tudo isso leva a essa confus\u00e3o e dificuldade de entendimento da mensagem pela popula\u00e7\u00e3o\u201d, pontua.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Junto ao cen\u00e1rio de acomoda\u00e7\u00e3o das pessoas perante as medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, surgem as novas variantes, que tendem a ser mais transmiss\u00edveis e letais. A lenta detec\u00e7\u00e3o das novas cepas pode favorecer ainda mais a transmiss\u00e3o do v\u00edrus. \u201cA frequ\u00eancia de detec\u00e7\u00e3o dessas variantes, at\u00e9 o momento, ainda \u00e9 muito limitada. Por\u00e9m, espera-se que a detec\u00e7\u00e3o dessas variantes aumente gradualmente nas pr\u00f3ximas semanas e meses\u201d, diz a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Vacina\u00e7\u00e3o lenta<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m disso, para outros especialistas a chegada da vacina contra o novo coronav\u00edrus pode ter criado uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a. \u201cO governo vem vendendo a ideia de que com a vacina o problema est\u00e1 resolvido e n\u00e3o est\u00e1. Porque para estar completamente imunizado voc\u00ea precisa tomar duas doses. As pessoas que est\u00e3o tomando a primeira dose ainda podem se infectar e morrer. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos manter todas as medidas de isolamento e o uso de m\u00e1scara\u201d, afirma o infectologista Leandro Machado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O ritmo lento de imuniza\u00e7\u00e3o e a falta de vacinas n\u00e3o ajudam. At\u00e9 o momento, apesar das promessas de novas contrata\u00e7\u00f5es, o governo tem acordo firmado com o Instituto Butantan, com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com a iniciativa internacional Covax Facility. \u201cAs vacinas t\u00eam mostrado, em alguns pa\u00edses, um efeito importante nesses grupos que est\u00e3o sendo vacinados, com a queda no n\u00famero de \u00f3bitos. Ent\u00e3o, elas podem ter uma contribui\u00e7\u00e3o importante, mas ainda \u00e9 muito cedo para ver isso no Brasil\u201d, ressalta Jonas Brant.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Anvisa vistoria f\u00e1bricas<\/strong><\/div>\n<div>As f\u00e1bricas de duas vacinas contra o novo coronav\u00edrus ser\u00e3o inspecionadas pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) no in\u00edcio de mar\u00e7o. O \u00f3rg\u00e3o anunciou, no s\u00e1bado, que vai vistoriar as instala\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o da Coxavin, desenvolvida por um laborat\u00f3rio indiano, e da Sputnik V, criada na R\u00fassia, mas em fabrica\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nenhum dos dois imunizantes tem pedido para uso emergencial ou aplica\u00e7\u00e3o em massa no pa\u00eds. No entanto, a inspe\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas antes do pedido formal acelera o processo de an\u00e1lise e de aprova\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Coxavin, a Anvisa anunciou que a inspe\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita entre 1\u00ba e 5 de mar\u00e7o na instala\u00e7\u00e3o da Precisa Farmac\u00eautica, representante do laborat\u00f3rio indiano Bharat Biotech no pa\u00eds. A vistoria na f\u00e1brica da Uni\u00e3o Qu\u00edmica, parceira brasileira do Instituto Gamaleya, da R\u00fassia, est\u00e1 marcada para o per\u00edodo de 8 a 12 de mar\u00e7o. A f\u00e1brica da Uni\u00e3o Qu\u00edmica fica em Guarulhos (SP).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Caso as f\u00e1bricas estejam de acordo com os padr\u00f5es da Anvisa, receber\u00e3o o Certificado de Boas Pr\u00e1ticas de Fabrica\u00e7\u00e3o (CBPF). No \u00faltimo dia 8, a Pfizer\/Biontech, pediu o CBPF para tr\u00eas locais de fabrica\u00e7\u00e3o. O laborat\u00f3rio tem outras quatro f\u00e1bricas certificadas pela Anvisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Atualmente, al\u00e9m da Pfizer, os produtores de tr\u00eas vacinas \u2014 AstraZeneca, Janssen e CoronaVac \u2014 t\u00eam f\u00e1bricas aprovadas pela Anvisa. No entanto, somente as vacinas da AstraZeneca e CoronaVac est\u00e3o com o uso emergencial liberado pelo \u00f3rg\u00e3o. Entre o fim de janeiro e o in\u00edcio de fevereiro, os produtores da AstraZeneca e da vacina da Pfizer pediram o registro definitivo \u00e0 ag\u00eancia.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Diario de Pernambuco<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s vivenciar um ano de 2020 ca\u00f3tico por causa da pandemia da Covid-19, os brasileiros n\u00e3o vivem um 2021 t\u00e3o diferente assim. O ano, que come\u00e7ou com a falta de oxig\u00eanio e o colapso da rede de sa\u00fade do estado do Amazonas (AM), continua dando ind\u00edcios de que a pandemia est\u00e1 longe do fim. 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