{"id":59194,"date":"2021-04-15T11:08:26","date_gmt":"2021-04-15T14:08:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=59194"},"modified":"2021-04-15T11:08:26","modified_gmt":"2021-04-15T14:08:26","slug":"covid-19-vacinas-geram-alta-de-imunidade-em-idosos-revela-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/covid-19-vacinas-geram-alta-de-imunidade-em-idosos-revela-pesquisa\/","title":{"rendered":"Covid-19: vacinas geram alta de imunidade em idosos, revela pesquisa"},"content":{"rendered":"<div>Aplicadas em diferentes pa\u00edses, vacinas contra a Covid-19 seguem sendo investigadas por cientistas e apresentando resultados que podem fortalecer as estrat\u00e9gias de combate \u00e0 pandemia. Um estudo divulgado ontem mostra que as f\u00f3rmulas da Oxford\/AstraZeneca e da Pfizer\/BioNTech causam rea\u00e7\u00e3o imune alta em idosos j\u00e1 ap\u00f3s a primeira dose. Os desenvolvedores brit\u00e2nicos tamb\u00e9m anunciaram que v\u00e3o expandir a pesquisa que avalia o uso combinado de sua f\u00f3rmula com outros f\u00e1rmacos protetivos. O objetivo, segundo eles, \u00e9 facilitar e agilizar os processos de imuniza\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>A pesquisa que evidencia os efeitos da primeira dose foi conduzida por um grupo de especialistas de mais de 20 institui\u00e7\u00f5es, que formam o cons\u00f3rcio UK Coronav\u00edrus Imunology. Os investigadores avaliaram amostras de sangue de 76 pessoas, com idade entre 80 e 99 anos, que receberam uma dose da vacina da Pfizer e as de 89 indiv\u00edduos (do mesmo perfil et\u00e1rio) que receberam a primeira dose do imunizante da AstraZeneca. \u201cAt\u00e9 onde sabemos, esse estudo \u00e9 o primeiro do tipo a comparar as respostas de anticorpos e c\u00e9lulas T ap\u00f3s uma \u00fanica dose da vacina Pfizer ou AstraZeneca em determinada faixa et\u00e1ria\u201d, disse, ao jornal brit\u00e2nico The Guardian, Paul Moss, professor de hematologia da Universidade de Birmingham e l\u00edder do estudo, que foi publicado previamente no site da revista The Lancet, sem a revis\u00e3o por pares.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A equipe constatou que 93% dos vacinados desenvolveram anticorpos protetivos em um intervalo de cinco a seis semanas ap\u00f3s aplicada a primeira dose da Pfizer e 87 % ap\u00f3s receberem a dose da AstraZeneca. Os especialistas tamb\u00e9m observaram diferen\u00e7as na resposta imune ligada \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas T, que, assim como os anticorpos, protegem o organismo contra o novo coronav\u00edrus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A vacina da AstraZeneca provocou um efeito maior desse tipo de resposta imune, com 31% das pessoas desenvolvendo as c\u00e9lulas T, em compara\u00e7\u00e3o com 12% dos idosos que receberam o imunizante da Pfizer. Os especialistas explicam que as respostas dos anticorpos s\u00e3o importantes contra a infec\u00e7\u00e3o e reinfec\u00e7\u00e3o, mas ressaltam que a ativa\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas T tamb\u00e9m \u00e9 essencial, j\u00e1 que elas protegem contra a gravidade da doen\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo os cientistas, as descobertas sugerem que a pol\u00edtica do Reino Unido de esperar 12 semanas entre a aplica\u00e7\u00e3o das doses da vacina da Pfizer \u2014 antes, o per\u00edodo era de tr\u00eas semanas \u2014 \u00e9 segura. Ainda assim, os pesquisadores destacam que mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para um maior entendimento das diferen\u00e7as observadas na resposta imune dos vacinados. \u201c\u00c9 importante entender como a resposta imunol\u00f3gica gerada pelas vacinas contra a Covid-19 varia com a idade, o atraso entre as doses e o tipo de vacina administrada\u201d, afirmou Moss. \u201cAs descobertas s\u00e3o tranquilizadoras porque muitos pa\u00edses, incluindo o Reino Unido, optaram por adiar a administra\u00e7\u00e3o de segundas doses\u201d, complementou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Mais vulner\u00e1veis<\/strong><\/div>\n<div>Professora cl\u00ednica acad\u00eamica da Universidade de Birmingham e a primeira autora do artigo, Helen Parry lembrou, tamb\u00e9m ao jornal brit\u00e2nico, que a resposta da vacina contra Covid-19 em idosos \u00e9 de particular interesse, considerando que a fun\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico se deteriora com a idade. \u201cEles nem sempre respondem \u00e0s vacinas de forma t\u00e3o eficaz quanto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais jovem, al\u00e9m dos indiv\u00edduos mais velhos apresentarem maior risco de sofrer com a forma grave da doen\u00e7a\u201d, justificou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm), destaca que os resultados observados no estudo s\u00e3o animadores, mas que apenas futuras pesquisas v\u00e3o mostrar um retrato mais fiel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 resposta imune em idosos. \u201c\u00c9 algo muito positivo quando nos deparamos com essas taxas expressivas, por\u00e9m temos que considerar as limita\u00e7\u00f5es. Esses valores ainda s\u00e3o incertos. Temos que observar se eles se mant\u00eam com o tempo. s\u00f3 assim teremos certeza de que eles poder\u00e3o gerar a prote\u00e7\u00e3o que esperamos\u201d, ponderou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para o imunologista, outro ponto positivo do estudo \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o de taxas altas da atividade imune contra a Covid-19 em indiv\u00edduos mais velhos. \u201cSem d\u00favida, isso \u00e9 uma surpresa positiva. \u00c9 comum vermos, em testes de outras vacinas, que a resposta imune \u00e9 alta em pessoas mais jovens e mais baixa em idosos. Isso acontece porque, com a idade, a defesa do organismo sofre uma piora. \u00c9 algo que temos ficado alertas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o da Covid-19\u201d, justificou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Ampliado teste com combina\u00e7\u00e3o de vacinas<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pesquisadores da Universidade de Oxford tamb\u00e9m anunciaram ontem que v\u00e3o expandir um estudo que avalia o uso combinado de vacinas contra a Covid. O trabalho, nomeado Com-Cov, teve in\u00edcio em fevereiro, com an\u00e1lises feitas com o imunizante brit\u00e2nico e o da Pfizer\/BioNTech. Nas pr\u00f3ximas etapas, os respons\u00e1veis incluir\u00e3o as f\u00f3rmulas protetivas das empresas Moderna e Novavax.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cO foco desse estudo \u00e9 explorar se as m\u00faltiplas vacinas da Covid-19 que est\u00e3o dispon\u00edveis podem ser usadas de forma mais flex\u00edvel\u201d, enfatizou, em entrevista coletiva, Matthew Snape, professor-associado de Pediatria e Vacinologia da Universidade de Oxford, que lidera a pesquisa. A equipe pretende recrutar adultos com mais de 50 anos que receberam a primeira dose da vacina brit\u00e2nica nas \u00faltimas oito a 12 semanas, com 175 indiv\u00edduos submetidos aos tr\u00eas regimes combinados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cSe pudermos mostrar que esses esquemas mistos geram uma resposta imune t\u00e3o boa quanto os esquemas padr\u00e3o e sem um aumento significativo nas rea\u00e7\u00f5es \u00e0 vacina, isso permitir\u00e1 que mais pessoas concluam seu curso de imuniza\u00e7\u00e3o contra Covid-19 mais rapidamente\u201d, explicou Snape. \u201cO que espero \u00e9 que n\u00e3o descartemos nenhuma combina\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que devemos olhar para as coisas \u2014 existem misturas que n\u00e3o dever\u00edamos dar porque n\u00e3o geram uma boa resposta imunol\u00f3gica, e espero que n\u00e3o seja o caso\u201d, afirmou. A expectativa \u00e9 de que os resultados preliminares dos testes sejam divulgados em junho ou julho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Falhas amenizadas<\/strong><\/div>\n<div>Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm), avalia que a pesquisa pode ajudar a otimizar a vacina\u00e7\u00e3o em todo o mundo caso renda resultados positivos. \u201cChamamos essa estrat\u00e9gia de vacina\u00e7\u00e3o mista, de interc\u00e2mbio ou de heter\u00f3logos. Ela \u00e9 explorada para lidar com cen\u00e1rios de desabastecimento de imunizantes, que podem ocorrer principalmente em pa\u00edses em situa\u00e7\u00f5es mais complicadas, como no continente africano, e tamb\u00e9m em falhas de produ\u00e7\u00e3o, a que todos estamos sujeitos. \u00c9 prov\u00e1vel que muitas regi\u00f5es recebam, primeiro, uma leva de determinada vacina e, s\u00f3 depois, outra. Misturar pode evitar que a vacina\u00e7\u00e3o pare caso ocorram falhas nesse processo\u201d, detalhou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outra vantagem que pode surgir na pesquisa de mistura de vacinas, segundo Kfouri, \u00e9 aumentar a resposta imune gerada pelo organismo imunizado. \u201cPode ser que, ao usar duas tecnologias distintas, dando primeiro uma dose de uma vacina de v\u00edrus inativado, por exemplo, e depois uma dose de um imunizante de RNA, o sistema imunol\u00f3gico gere uma prote\u00e7\u00e3o ainda maior. Pode ser tamb\u00e9m que isso n\u00e3o ocorra, mas s\u00f3 vamos saber testando\u201d, explicou.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Diario de Pernambuco<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aplicadas em diferentes pa\u00edses, vacinas contra a Covid-19 seguem sendo investigadas por cientistas e apresentando resultados que podem fortalecer as estrat\u00e9gias de combate \u00e0 pandemia. 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