{"id":59239,"date":"2021-04-19T10:48:13","date_gmt":"2021-04-19T13:48:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=59239"},"modified":"2021-04-19T10:48:13","modified_gmt":"2021-04-19T13:48:13","slug":"covid-19-entenda-os-riscos-de-flexibilizar-medidas-de-isolamento-antes-da-hora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/covid-19-entenda-os-riscos-de-flexibilizar-medidas-de-isolamento-antes-da-hora\/","title":{"rendered":"Covid-19: entenda os riscos de flexibilizar medidas de isolamento antes da hora"},"content":{"rendered":"<p>Sem a realiza\u00e7\u00e3o de um lockdown efetivo e por tempo suficiente para garantir uma queda brusca de novas infec\u00e7\u00f5es na maioria das cidades e estados do Brasil, o pa\u00eds pena para ver as notifica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias da Covid-19 diminu\u00edrem. Com restri\u00e7\u00f5es insuficientes associadas \u00e0 flexibiliza\u00e7\u00e3o precipitada das atividades, regi\u00f5es do pa\u00eds que indicavam desacelera\u00e7\u00e3o de notifica\u00e7\u00f5es observam uma estabiliza\u00e7\u00e3o na queda. An\u00e1lises por monitoramento de dados apontam poss\u00edveis revers\u00f5es de quedas importantes em 21 unidades federativas e temem que o pa\u00eds estacione em um alto patamar de registro di\u00e1rio de casos e mortes. O Brasil marcou, ontem, mais 1.657 mortes e 42.980 infec\u00e7\u00f5es pela Covid-19. Com isso, o pa\u00eds totaliza 373.335 \u00f3bitos e 13.943.071 de casos da doen\u00e7a.<\/p>\n<div>Coordenador da Rede An\u00e1lise Covid-19, o pesquisador Isaac Schrarstzhaupt alerta que a estabiliza\u00e7\u00e3o, e at\u00e9 mesmo retorno de incrementa\u00e7\u00f5es em alto patamar, \u00e9 preocupante porque o pa\u00eds ainda tem muitos casos ativos e os sistemas de sa\u00fade continuam com n\u00edveis cr\u00edticos de ocupa\u00e7\u00e3o. \u201cDeixamos a curva subir a n\u00edveis estratosf\u00e9ricos. Fazendo uma analogia com a subida de um foguete, mesmo que usemos todos os recursos para abat\u00ea-lo e faz\u00ea-lo voltar para a Terra, a aterrissagem vai demorar muito mais desta vez. Quanto mais deixamos a infec\u00e7\u00e3o subir, mais paci\u00eancia precisamos ter para retomar as atividades normais\u201d, exp\u00f5e.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Analisando dados de mobilidade fornecidos pelo Google e pelo Facebook, que mostram o deslocamento de pessoas por meio da localiza\u00e7\u00e3o dos celulares, e correlacionando com outros indicadores como taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos e novos casos, Schrarstzhaupt faz previs\u00f5es acerca da pandemia. No levantamento mais recente, o pesquisador verificou poss\u00edvel revers\u00e3o de queda em 21 das 27 unidades federativas; na an\u00e1lise da semana anterior, eram apenas 11 nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cTudo indica que essa queda na m\u00e9dia m\u00f3vel da taxa de crescimento n\u00e3o se sustentar\u00e1, em raz\u00e3o da mobilidade que aumenta na maioria das regi\u00f5es brasileiras\u201d. Para fazer a an\u00e1lise, Schrarstzhaupt compara a m\u00e9dia m\u00f3vel de taxa de crescimento atual \u00e0s m\u00e9dias de 30 e 10 dias anteriores. Por fim, calcula a diferen\u00e7a entre as varia\u00e7\u00f5es. \u201cSe a varia\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos 10 dias \u00e9 mais positiva do que a dos \u00faltimos 30 dias, isso indica uma poss\u00edvel mudan\u00e7a pr\u00f3 aumento de casos ou pr\u00f3 desacelera\u00e7\u00e3o de queda (revers\u00e3o de tend\u00eancia)\u201d, explica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) haviam expressado a preocupa\u00e7\u00e3o no \u00faltimo boletim extraordin\u00e1rio do Observat\u00f3rio Covid-19, divulgado na semana passada. Segundo o documento, \u00e9 poss\u00edvel observar uma estabiliza\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia de novos casos, mas a estabilidade \u00e9 acompanhada da perman\u00eancia de \u00edndices altos de positividade dos testes e pela alta taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) na maioria dos estados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cEsse padr\u00e3o pode representar a desacelera\u00e7\u00e3o da pandemia, com a forma\u00e7\u00e3o de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, por\u00e9m com n\u00fameros bem mais elevados de casos graves e \u00f3bitos\u201d, dizem os pesquisadores. O perigo de estacionar em um alto patamar \u00e9 que basta uma nova explos\u00e3o de casos, para ver n\u00fameros exorbitantes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O aumento de mobilidade visto nos estados e munic\u00edpios que flexibilizam as restri\u00e7\u00f5es em meio a um cen\u00e1rio ainda de caos contribui para que esses n\u00fameros voltem a crescer. \u201cAumentar a mobilidade em um patamar t\u00e3o alto transformar\u00e1 a rec\u00e9m-conquistada desacelera\u00e7\u00e3o, na melhor das hip\u00f3teses, em um plat\u00f4 de muitos \u00f3bitos. Como temos muitos casos, \u00e9 altamente poss\u00edvel, ainda, voltar a subir rapidamente. Por isso, precisamos continuar reduzindo a mobiliza\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Schrarstzhaupt.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O pesquisador cita, como exemplo, alguns estados que aumentaram a mobilidade de maneira precipitada e, agora, veem uma estabiliza\u00e7\u00e3o perigosa de casos e mortes em alto patamar. O Distrito Federal \u00e9 um deles. A unidade federativa come\u00e7ou a ter um aumento de casos consider\u00e1vel a partir do in\u00edcio de fevereiro e s\u00f3 no fim do m\u00eas foram decretadas restri\u00e7\u00f5es. \u201cHouve v\u00e1rios ciclos de cont\u00e1gio que ocorrem mesmo durante o per\u00edodo de isolamento. Mas \u00e9 poss\u00edvel correlacionar isso a uma dificuldade de decis\u00e3o, que promoveu fechamentos importantes, mas aberturas quando os hospitais menos tinham capacidade de receber pacientes\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Taxas cr\u00edticas<\/strong><\/div>\n<div>Quando o governador do DF, Ibaneis Rocha, anunciou a abertura das atividades n\u00e3o essenciais, os hospitais p\u00fablicos tinham 97,5% dos leitos de UTIs para pacientes da Covid-19 ocupados e a rede privada operava com 99% de lota\u00e7\u00e3o. \u201cVemos que a discuss\u00e3o est\u00e1 relativizada quando uma medida admite abrir (servi\u00e7os) com 80%, 85% de ocupa\u00e7\u00e3o e 100 pessoas na fila de espera por UTI. Como assim? Com pessoas precisando de leito, n\u00e3o se pode flexibilizar de maneira alguma\u201d, critica Schrarstzhaupt.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em S\u00e3o Paulo, a abertura dos atividades tamb\u00e9m ocorreu ainda com a alta de interna\u00e7\u00f5es hospitalares e pode gerar um cen\u00e1rio perigoso de estabilidade alt\u00edssima de casos. \u201cNo Sudeste, o mesmo ocorre com Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo. Percebemos estabiliza\u00e7\u00e3o em patamares altos, indicando um futuro complicado, e as mortes mal come\u00e7aram a cair. No Sul, RS, PR e SC vinham quase conquistando uma queda, mas a velocidade desacelerou e, agora, mostram uma estabiliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do Sudeste, o Norte, Nordeste, Centro-Oeste est\u00e3o todos com casos l\u00e1 em cima e no in\u00edcio de uma desacelera\u00e7\u00e3o na velocidade\u201d, detalha o pesquisador, alertando que, quando aparece um indicador de aumento de velocidade de uma doen\u00e7a altamente transmiss\u00edvel, \u00e9 necess\u00e1rio \u201ccorrer para frear\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Sem direcionamento<\/strong><\/div>\n<div>Na vis\u00e3o de especialistas, a aus\u00eancia da ado\u00e7\u00e3o de um lockdown contundente ocorre por falta de um direcionamento \u00fanico e apoio do governo, que critica a medida. \u201cAs respostas locais variaram em forma, intensidade, dura\u00e7\u00e3o e hor\u00e1rios de in\u00edcio e fim, at\u00e9 certo ponto associadas a alinhamentos pol\u00edticos\u201d, diz um estudo publicado na revista cient\u00edfica Science.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo os pesquisadores, a falta de coordena\u00e7\u00e3o nacional entre os diferentes n\u00edveis de governo \u00e9 um dos pontos que explicam o fracasso do combate ao v\u00edrus no Brasil. Entidades de sa\u00fade que comp\u00f5em o Conselho Nacional de Sa\u00fade (CNS) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a medida mais restritiva de circula\u00e7\u00e3o seja exigida ao governo federal ainda este m\u00eas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Enquanto isso, o chefe do Executivo voltou a criticar a ado\u00e7\u00e3o de um lockdown nacional nos \u00faltimos dias. \u201cSer\u00e1 que o pessoal n\u00e3o consegue entender que est\u00e1 errado essa pol\u00edtica do &#8216;fecha tudo&#8217;, do lockdown?\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Palavra de especialista<\/strong><\/div>\n<div><strong><em>Combina\u00e7\u00e3o de fatores<\/em><\/strong><\/div>\n<div>A previs\u00e3o de um novo aumento de casos da Covid-19 a partir de uma maior mobilidade t\u00eam como base um contexto, a partir de an\u00e1lise de dados, da ci\u00eancia, e como isso se correlaciona. Ent\u00e3o, h\u00e1 toda a an\u00e1lise pol\u00edtica, do alinhamento entre os governadores e o presidente. Nem o estudo da revista Science nem nenhum estudo mostra uma rela\u00e7\u00e3o causal. E a causalidade \u00e9 totalmente diferente de associa\u00e7\u00e3o e correla\u00e7\u00e3o. A grande mensagem \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica narrativa que explique como a pandemia se espalhou em cada estado. Na verdade, \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de fatores.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o se pode ignorar as desigualdades, tanto de renda, como de acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, a leitos, m\u00e9dicos. Tamb\u00e9m temos que levar em considera\u00e7\u00e3o que existe uma rede de comunica\u00e7\u00e3o interurbana. As cidades reabrem de forma diferente, uma mais r\u00e1pida, outra mais lenta. S\u00f3 que essa mobilidade diferente j\u00e1 ajuda o v\u00edrus a se disseminar pelo territ\u00f3rio. H\u00e1 problemas na vigil\u00e2ncia, na notifica\u00e7\u00e3o. E, ainda, trazemos a quest\u00e3o do alinhamento pol\u00edtico no contexto das respostas e com base na literatura. Nenhum deles \u00e9 desassociado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Atualmente, chegou-se a um ponto em que n\u00e3o d\u00e1 para esperar que haja uma rea\u00e7\u00e3o coordenada por parte do governo federal. Estamos vendo coaliz\u00f5es importantes acontecendo. A Frente Nacional dos Prefeitos, que representa mais de 60% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, cons\u00f3rcios com mais de dois mil munic\u00edpios, diferentes organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es fazendo toda uma a\u00e7\u00e3o para tentar promover di\u00e1logo e avan\u00e7ar em uma agenda de resposta, ainda que sem o apoio federal. No entanto, \u00e9 importante levar em conta que o Brasil \u00e9 muito grande e h\u00e1 a necessidade da a\u00e7\u00e3o integrada. \u00c9 reconhecer que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds marcado por desigualdades e, no momento que as a\u00e7\u00f5es passam a ser locais, munic\u00edpios com menos recursos n\u00e3o t\u00eam a capacidade para dar uma resposta como tem que ser dada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong><em>M\u00e1rcia Castro, doutora em Demografia e professora associada da Harvard University Center for the Environment.<\/em><\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Isolado como p\u00e9ssimo exemplo mundial<\/strong><\/div>\n<div>Condutas como a do presidente Jair Bolsonaro, que inflamam a polariza\u00e7\u00e3o do combate \u00e0 pandemia, colaboram para a descoordena\u00e7\u00e3o e foram provadas como sendo prejudiciais na guerra contra a Covid-19. Um estudo publicado na revista Science (Leia Palavra de especialista) afirmou que sem uma mudan\u00e7a de postura, o pa\u00eds ser\u00e1 uma \u201camea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a da sa\u00fade global\u201d ao concluir que a \u201ccombina\u00e7\u00e3o perigosa de ina\u00e7\u00e3o e irregularidades\u201d da resposta federal piorou a situa\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Especialistas acreditam que a imagem do pa\u00eds j\u00e1 est\u00e1 associada a um mau exemplo de combate \u00e0 crise sanit\u00e1ria. \u201cO Brasil passa a ser o exemplo negativo das coisas, aquele que faz as coisas erradas, e isso, obviamente, dilapida um pouco a imagem legal que o Brasil tinha na d\u00e9cada passada\u201d, acredita o pesquisador do N\u00facleo de Prospec\u00e7\u00e3o e Intelig\u00eancia Internacional (FGV NPII), Leonardo Paz, que cita o epis\u00f3dio ocorrido no parlamento franc\u00eas na \u00faltima semana.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O primeiro-ministro da Fran\u00e7a, Jean Castex, provocou risos nos presentes ao citar a prescri\u00e7\u00e3o no Brasil da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19. Ao anunciar a suspens\u00e3o dos voos entre os pa\u00edses, Castex aproveitou para ironizar o deputado de oposi\u00e7\u00e3o Patrick Hetzel, que questionava se o governo franc\u00eas n\u00e3o iria fechar as fronteiras para proteger a popula\u00e7\u00e3o francesa da variante P.1, originada no estado do Amazonas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao responder, o primeiro-ministro disse que Hetzel distorcia a realidade ao dar a impress\u00e3o de que o governo n\u00e3o fazia nada e lembrou que foi justamente o deputado quem aconselhou o presidente da Fran\u00e7a a prescrever a hidroxicloroquina contra a doen\u00e7a. \u201cTem uma coisa que n\u00e3o fizemos: seguir suas recomenda\u00e7\u00f5es. O senhor escreveu ao presidente da Rep\u00fablica em 2020 para aconselhar a ele que prescrevesse hidroxicloroquina. Ora, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais a prescreveu\u201d, afirmou Castex.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Relev\u00e2ncia<\/strong><\/div>\n<div>\u201cO alvo n\u00e3o era o Brasil, mas o Brasil foi a piada para ele poder espetar o opositor da direita do governo franc\u00eas\u201d, indica Leonardo. Al\u00e9m de virar piada e exemplo do que n\u00e3o fazer, o Brasil vai perdendo, aos poucos, a relev\u00e2ncia que tinha no cen\u00e1rio mundial. O pa\u00eds ficou de fora do roteiro da primeira viagem \u00e0 Am\u00e9rica do Sul de um diplomata s\u00eanior do presidente americano Joe Biden. \u201cO pa\u00eds perde a oportunidade de qualquer tipo de tratativa, negocia\u00e7\u00e3o, conv\u00eanio, acordo de coopera\u00e7\u00e3o. Ou seja, perde qualquer instrumento de aproxima\u00e7\u00e3o que poderia ser legal para o pa\u00eds de se acercar aos Estados Unidos e a outros pa\u00edses. Esse \u00e9 um exemplo muito claro desse tipo de isolamento que o Brasil enfrenta\u201d, avalia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m disso, com notifica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias da Covid-19 em um patamar exorbitante, cada vez mais pa\u00edses aumentam as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 entrada de brasileiros. \u201cIsso atrapalha as coisas a funcionarem. O brasileiro vai ter que viver de Zoom (aplicativo de videochamada) por enquanto, porque ele n\u00e3o consegue ir para lugar nenhum\u201d, constata o professor, que deixou de ir a dois eventos internacionais por se deparar com barreiras impostas ao pa\u00eds. Segundo um levantamento do site de viagens Skyscanner, h\u00e1 151 na\u00e7\u00f5es com restri\u00e7\u00f5es fortes ou moderadas de voos oriundos do Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: Diario de Pernambuco<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem a realiza\u00e7\u00e3o de um lockdown efetivo e por tempo suficiente para garantir uma queda brusca de novas infec\u00e7\u00f5es na maioria das cidades e estados do Brasil, o pa\u00eds pena para ver as notifica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias da Covid-19 diminu\u00edrem. 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