{"id":61680,"date":"2021-10-19T11:13:37","date_gmt":"2021-10-19T14:13:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=61680"},"modified":"2021-10-19T11:13:37","modified_gmt":"2021-10-19T14:13:37","slug":"estudo-aponta-diferentes-respostas-protetoras-apos-vacina-e-cura-da-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-aponta-diferentes-respostas-protetoras-apos-vacina-e-cura-da-covid\/","title":{"rendered":"Estudo aponta diferentes respostas protetoras ap\u00f3s vacina e cura da Covid"},"content":{"rendered":"<p>Pessoas que tiveram infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus no passado podem produzir uma resposta imune mais diversificada, mas a a\u00e7\u00e3o de neutraliza\u00e7\u00e3o nos vacinados que n\u00e3o tiveram contato pr\u00e9vio com o v\u00edrus \u00e9 dada at\u00e9 12 vezes mais pela vacina.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Rockfeller (EUA) e coordenada pelo imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, foram divulgados na prestigiosa revista cient\u00edfica Nature no \u00faltimo dia 7.<\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o conferida por uma infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao Sars-CoV-2 pode se desenvolver e ser at\u00e9 bem robusta nas pessoas, mas ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar com certeza que todos os indiv\u00edduos que tiveram Covid no passado v\u00e3o conseguir se defender frente a uma nova infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 a imunidade conferida por vacinas pode oferecer uma arma imunol\u00f3gica imediata, mas a dura\u00e7\u00e3o dessa resposta imune ainda est\u00e1 sendo melhor estabelecida conforme os estudos sobre a necessidade de doses de refor\u00e7o avan\u00e7am.<\/p>\n<p>Os pesquisadores procuraram avaliar ent\u00e3o qual seria a prote\u00e7\u00e3o conferida entre as duas doses (D1 e D2) e 1,3 e cinco meses ap\u00f3s a D2 das vacinas contra Covid de mRNA em pessoas que nunca se infectaram -os chamados &#8220;naives&#8221;- e comparar a taxa de anticorpos e tipos de c\u00e9lulas de defesa no organismo com o observado em recuperados.<\/p>\n<p>Foram avaliadas amostras de sangue de 32 pessoas que n\u00e3o tinham hist\u00f3rico de Covid (oito vacinados com a vacina da Moderna e 24 com a Pfizer\/BioNTech) em tr\u00eas momentos distintos: &#8220;prime&#8221; (at\u00e9 duas semanas e meia ap\u00f3s a primeira dose e antes da segunda), 1,3 m\u00eas ap\u00f3s a segunda dose (equivalente ao grupo controle, que incluiu sangue de pessoas recuperadas de Covid 1,3 m\u00eas ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o) e cinco meses ap\u00f3s a segunda dose.<\/p>\n<p>Do total de amostras, 53% foram de homens e 47% mulheres, e a idade m\u00e9dia dos indiv\u00edduos analisados foi 34,5 anos (os participantes tinham de 23 a 78 anos).<\/p>\n<p>O que os cientistas observaram foi que, apesar de a resposta imune ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o natural ser mais diversificada, podendo evoluir inclusive para combater \u00e0s novas variantes, o potencial de neutraliza\u00e7\u00e3o do v\u00edrus pelas vacinas \u00e9 maior do que com a imunidade natural.<\/p>\n<p>Nas primeiras semanas ap\u00f3s a primeira dose, a taxa de anticorpos dos tipos IgG, IgA e IgM no sangue aumenta, embora as imunoglobulinas do tipo IgG fossem predominantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras duas (e s\u00e3o os anticorpos associados \u00e0 resposta imune de mem\u00f3ria).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 1,3 m\u00eas da segunda dose, a taxa de anticorpos no sangue era maior nos vacinados em compara\u00e7\u00e3o aos chamados convalescentes.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a mesma avalia\u00e7\u00e3o cinco meses ap\u00f3s a segunda dose encontrou uma redu\u00e7\u00e3o significativa nas taxas de anticorpos IgA e IgM, o que era esperado, uma vez que esses anticorpos n\u00e3o permanecem em circula\u00e7\u00e3o por um longo per\u00edodo no corpo \u2013o que se deseja com uma indu\u00e7\u00e3o de resposta imune \u00e9 gerar a capacidade de reconhecer rapidamente o ant\u00edgeno e neutraliz\u00e1-lo quando frente a uma infec\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p>J\u00e1 quando avaliados os anticorpos do tipo neutralizantes, capazes de reconhecer uma parte espec\u00edfica do v\u00edrus (nesse caso, a regi\u00e3o de dom\u00ednio de liga\u00e7\u00e3o, ou RBD) e bloquear sua entrada nas c\u00e9lulas, ap\u00f3s a segunda dose da vacina a quantidade dessas mol\u00e9culas era 12 vezes maior do que no in\u00edcio do experimento e at\u00e9 cinco vezes mais quando comparado aos convalescentes.<\/p>\n<p>Isso demonstra a capacidade protetora das vacinas e sua import\u00e2ncia para gerar uma resposta imune em indiv\u00edduos que n\u00e3o tiveram infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via pelo v\u00edrus, e um potencial elevado no combate ao v\u00edrus caso um contato natural venha a acontecer no futuro.<\/p>\n<p>No entanto, a produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas do tipo B de mem\u00f3ria, produtoras de anticorpos, pode ajudar as pessoas que j\u00e1 tiveram Covid no passado a combater melhor novas variantes do v\u00edrus, indica o estudo.<\/p>\n<p>Isso porque essas c\u00e9lulas eram mais diversificadas e produziram anticorpos capazes de atacar as variantes testadas -alfa, beta, gama, delta e iota- em n\u00edveis ligeiramente maiores do que a vacina\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m conseguiu bloque\u00e1-las, mas com redu\u00e7\u00e3o significativa de anticorpos.<\/p>\n<p>Nos vacinados, a diversifica\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas de mem\u00f3ria ocorreu at\u00e9 cinco meses ap\u00f3s a segunda dose, mas n\u00e3o foram observadas modifica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s esse per\u00edodo. J\u00e1 no intervalo entre a primeira e a segunda dose e logo ap\u00f3s a segunda dose, as c\u00e9lulas B de mem\u00f3ria nos indiv\u00edduos vacinados foram respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o dos anticorpos neutralizantes.<\/p>\n<p>Esse achado pode indicar que pessoas com infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao Sars-CoV-2 podem necessitar de menos doses de imunizantes do que aquelas que s\u00e3o &#8220;naive&#8221;, uma vez que a prote\u00e7\u00e3o dada por uma resposta imune de mem\u00f3ria somada \u00e0 dada pela vacina\u00e7\u00e3o pode ser mais robusta.<\/p>\n<p>Em contrapartida, pessoas que n\u00e3o se infectaram, quando recebem as duas doses das vacinas de mRNA, produzem uma resposta significativa de neutraliza\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e produ\u00e7\u00e3o de anticorpos. Algumas variantes de preocupa\u00e7\u00e3o, no entanto, podem conseguir escapar da prote\u00e7\u00e3o conferida, sugerindo a necessidade de doses adicionais ao longo do tempo.<\/p>\n<p>&#8220;Indiv\u00edduos convalescentes desenvolvem aumento na pot\u00eancia e a\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas de mem\u00f3ria contra o v\u00edrus original de Wuhan e suas cepas ap\u00f3s um refor\u00e7o da vacina. J\u00e1 os vacinados tamb\u00e9m produzem n\u00edveis elevados de anticorpos neutralizantes quando recebem doses de refor\u00e7o. Dada a emerg\u00eancia atual de novas variantes do Sars-CoV-2, doses de refor\u00e7o para prevenir a infec\u00e7\u00e3o podem ser necess\u00e1rias, (&#8230;) e o momento certo do refor\u00e7o vai depender na estabilidade e evolu\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas B de mem\u00f3ria [nesses indiv\u00edduos]&#8221;, concluem os autores.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pessoas que tiveram infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus no passado podem produzir uma resposta imune mais diversificada, mas a a\u00e7\u00e3o de neutraliza\u00e7\u00e3o nos vacinados que n\u00e3o tiveram contato pr\u00e9vio com o v\u00edrus \u00e9 dada at\u00e9 12 vezes mais pela vacina. 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