{"id":63049,"date":"2022-02-10T14:21:23","date_gmt":"2022-02-10T17:21:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=63049"},"modified":"2022-02-14T14:22:28","modified_gmt":"2022-02-14T17:22:28","slug":"no-hospital-da-mulher-do-recife-gestantes-vivenciam-cenario-de-guerra-com-a-falta-de-medicos-obstetras-e-superlotacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/no-hospital-da-mulher-do-recife-gestantes-vivenciam-cenario-de-guerra-com-a-falta-de-medicos-obstetras-e-superlotacao\/","title":{"rendered":"No Hospital da Mulher do Recife, gestantes vivenciam &#8220;cen\u00e1rio de guerra&#8221; com a falta de m\u00e9dicos obstetras e superlota\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Presidente do Simepe diz que, para plantonistas, a situa\u00e7\u00e3o do hospital \u00e9 de &#8220;casa dos horrores&#8221;<\/p>\n<p>Primeira unidade de sa\u00fade de grande porte constru\u00edda pela gest\u00e3o municipal, em 2016, o Hospital da Mulher do Recife (HMR), no bairro do Curado, Zona Oeste da cidade, vive atualmente o \u00e1pice de um caos na assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade que se arrasta h\u00e1 meses. A carta de inten\u00e7\u00e3o de desligamento de mais 30 obstetras plantonistas, encaminhada \u00e0 gest\u00e3o do HMR na segunda-feira (7) pelo Sindicato dos M\u00e9dicos de Pernambuco (Simepe), simboliza um pedido de socorro de profissionais cuja miss\u00e3o de cuidar est\u00e1 estremecida em meio a uma carga excessiva de trabalho e press\u00e3o imposta pela escala defasada de obstetras, al\u00e9m da falta de materiais para realizar os atendimentos.<\/p>\n<p>&#8220;Este ato de entrega de cargos n\u00e3o \u00e9 confort\u00e1vel para ningu\u00e9m. \u00c9 importante deixar claro que essa n\u00e3o foi uma a\u00e7\u00e3o intempestiva. N\u00e3o restou alternativa. Para se ter ideia, em junho de 2021, fomos procurados pelos m\u00e9dicos, que j\u00e1 estavam numa situa\u00e7\u00e3o de sobrecarga porque faltam obstetras para as escalas de plant\u00e3o&#8221;, diz a presidente do Simepe, Claudia Beatriz, que \u00e9 m\u00e9dica obstetra. Ela relata que houve tentativas para mudar essa cen\u00e1rio, com a abertura de editais para contratar mais m\u00e9dicos. &#8220;Mas n\u00e3o logrou \u00eaxito&#8221;, afirmou Claudia, ao falar que n\u00e3o houve ades\u00e3o dos profissionais a uma sele\u00e7\u00e3o feita em outubro do \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2019, o HMR abriu a ala de parto de alto risco e, naquela ocasi\u00e3o, ampliou a capacidade para 500 partos por m\u00eas. Assim, a capital pernambucana tornou-se o primeiro munic\u00edpio do Estado a ter um servi\u00e7o de alto risco nas especialidades de ginecologia, obstetr\u00edcia e neonatologia. A quest\u00e3o \u00e9 que, para dar conta dessa responsabilidade, \u00e9 necess\u00e1rio manter um quadro cl\u00ednico capaz de qualificar, organizar a assist\u00eancia \u00e0s gestantes, dar qualidade ao atendimento e ajudar a desafogar a expressiva sobrecarga de outras maternidade da capital. Mas nada disso tem ocorrido, segundo relatos dos m\u00e9dicos e dos \u00f3rg\u00e3os de classe.<\/p>\n<p>Infelizmente, esse cen\u00e1rio apaga a imagem de humaniza\u00e7\u00e3o, cuidado e acolhimento associada ao HMR desde que foi criado. &#8220;S\u00e3o realizados, por m\u00eas, 600 procedimentos, incluindo partos, histerectomia e curetagem. \u00c9 um volume muito grande para as equipes de plant\u00e3o, que deveriam ter pelo menos cinco obstetras&#8221;, informa Cl\u00e1udia Beatriz. Muitas vezes, contudo, h\u00e1 s\u00f3 tr\u00eas ou quatro m\u00e9dicos, porque sempre h\u00e1 uns que desistem do plant\u00e3o, outros que adoecem e uma parte que entra de f\u00e9rias. &#8220;Para virar essa chave, \u00e9 preciso empenho da gest\u00e3o municipal para que as pessoas se sintam confort\u00e1veis com o trabalho no hospital.&#8221; A presidente do Simepe diz que foi solicitado que, para cada plant\u00e3o, sejam contratados seis plantonistas. Ela diz que esse \u00e9 o n\u00famero m\u00ednimo de obstetras para dar conta dos blocos cir\u00fargicos, da triagem, dos internamentos e das intercorr\u00eancias que ocorrem no servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Uma m\u00e9dica que trabalha no HMR, ouvida pela reportagem do JC e que n\u00e3o quis se identificar, conta que os colegas n\u00e3o est\u00e3o aguentando a sobrecarga. &#8220;Os plant\u00f5es est\u00e3o, em sua maioria, com tr\u00eas obstetras. \u00c9 dif\u00edcil dar conta da demanda com esse quadro. Sou de outro setor do hospital e at\u00e9 me inscrevi para a pr\u00f3xima sele\u00e7\u00e3o voltada aos obstetras plantonistas. Mas, diante do que ocorre, acredito que vou desistir. Faltam condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de trabalho. A gest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 conseguido colocar seis plantonistas e, para quem fica, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 complicada.&#8221;<\/p>\n<p>Ela acrescenta que, com a superlota\u00e7\u00e3o, pacientes ficam sem atendimentos adequados. &#8220;H\u00e1 dia de se ter de 20 a 30 mulheres na triagem. Temos que escolher quem vai para o bloco cir\u00fargico. Infelizmente, com isso, acontecem desfechos ruins. E h\u00e1 muita coisa em falta, como capote, jaleco e imunoglobulina (inje\u00e7\u00e3o que deve aplicada em gestantes com grupo sangu\u00edneo Rh negativo em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como beb\u00ea provavelmente Rh positivo)&#8221;, acrescenta a m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong>Resposta<\/strong><br \/>\nEm nota, a Secretaria de Sa\u00fade do Recife (Sesau) informa que a administra\u00e7\u00e3o do HMR \u00e9 feita pelo HCP Gest\u00e3o, que realiza a contrata\u00e7\u00e3o dos profissionais atrav\u00e9s de sele\u00e7\u00e3o simplificada. &#8220;A unidade conta com 1.255 trabalhadores, sendo 305 m\u00e9dicos. Por m\u00eas, o HMR realiza 6.680 consultas m\u00e9dicas ambulatoriais, al\u00e9m de 100 cirurgias ginecol\u00f3gicas, marcadas via Central de Regula\u00e7\u00e3o. A Sesau n\u00e3o tem registro de falta de insumos na unidade hospitalar e, quando h\u00e1 algum desabastecimento pontual, os materiais s\u00e3o repostos imediatamente&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A Sesau ressalta que &#8220;tem empregado todos os esfor\u00e7os para garantir as melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os profissionais do HMR e, desde 2020, vem abrindo diversos processos seletivos para contrata\u00e7\u00e3o de mais m\u00e9dicos para a unidade de sa\u00fade: um foi aberto naquele ano, quatro em 2021 e um em 2022. No entanto, em todos, a ades\u00e3o n\u00e3o aconteceu na mesma propor\u00e7\u00e3o da necessidade imposta&#8221;. Neste ano, est\u00e3o sendo disponibilizadas 17 vagas, segundo informou a secretaria. &#8220;Enquanto permanece empenhada em contratar esses profissionais, a unidade vem buscando otimizar o trabalho com medidas como a cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo interno de regula\u00e7\u00e3o, contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos diaristas para os setores com maior sobrecarga e o fortalecimento da gest\u00e3o de leitos&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jc.ne10.uol.com.br\/colunas\/saude-e-bem-estar\/2022\/02\/14945176-no-hospital-da-mulher-do-recife-gestantes-vivenciam-cenario-de-guerra-com-a-falta-de-medicos-obstetras-e-superlotacao.html\">Fonte: Jornal do Commercio<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Simepe diz que, para plantonistas, a situa\u00e7\u00e3o do hospital \u00e9 de &#8220;casa dos horrores&#8221; Primeira unidade de sa\u00fade de grande porte constru\u00edda pela gest\u00e3o municipal, em 2016, o Hospital da Mulher do Recife 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