{"id":7658,"date":"2012-08-27T12:10:22","date_gmt":"2012-08-27T12:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=7658"},"modified":"2012-08-27T12:10:22","modified_gmt":"2012-08-27T12:10:22","slug":"depressao-em-idosos-requer-cuidados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/depressao-em-idosos-requer-cuidados\/","title":{"rendered":"Depress\u00e3o em idosos requer cuidados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente observa que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, est\u00e1 havendo um aumento consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o idosa. Segundo o autor Renato Veras, a cada ano, 650 mil idosos s\u00e3o incorporados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, atestou o fonoaudi\u00f3logo e sanitarista Avelino Maciel. Esta foi uma das premissas que embasou o profissional de sa\u00fade a dar in\u00edcio \u00e0 pr\u00f3pria tese de mestrado. O documento, cujo tema \u00e9 \u201cPreval\u00eancia de Depress\u00e3o e Fatores Associados em Idosos Assistidos em Servi\u00e7o Especializado Geronto-Geri\u00e1trico\u201d, foi defendido ainda neste m\u00eas e prop\u00f4s-se a investigar as caracter\u00edsticas s\u00f3cio-demogr\u00e1ficas dos idosos e, consequentemente, a criar um perfil daqueles que possuem acima de 60 anos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A popula\u00e7\u00e3o analisada para compor a pesquisa \u00e9 formada por 301 idosos que foram atendidos, entre 2006 e 2010, no N\u00facleo de Aten\u00e7\u00e3o ao Idoso (NAI), vinculado \u00e0 Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). \u201cA preval\u00eancia de depress\u00e3o nesses idosos era de 16%. Isso prova que a popula\u00e7\u00e3o ainda vai envelhecer bem mais e esse n\u00famero poder\u00e1 aumentar. Essa porcentagem mostra que a depress\u00e3o \u00e9 uma epidemia silenciosa e que, se n\u00e3o for diagnosticada precocemente, pode atingir grande parte da popula\u00e7\u00e3o\u201d, frisou Avelino. Ainda de acordo com o estudioso, o perigo ainda aumenta, pelo fato de a patologia n\u00e3o apresentar muitos sintomas. \u201cPor causa disso, o idoso costuma n\u00e3o perceber que est\u00e1 com depress\u00e3o e, os m\u00e9dicos, por sua vez, relacionam a doen\u00e7a como algo normal no envelhecimento. E n\u00e3o \u00e9 normal\u201d, complementou.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 confirmado pela cardiogeriatra do Instituto de Medicina do Idoso (IMED), Laura Mendon\u00e7a. \u201cA depress\u00e3o n\u00e3o faz parte do processo de envelhecimento. Ela precisa ser cuidada e, para isso, h\u00e1 tratamentos, que podem ser administrados com medicamentos ou psican\u00e1lise\u201d, frisa. O mais comum \u00e9 o uso de rem\u00e9dios, visto que, conforme a m\u00e9dica, o idoso n\u00e3o \u00e9 muito a favor de fazer an\u00e1lise. \u201cAl\u00e9m do mais, com o rem\u00e9dio, voc\u00ea j\u00e1 consegue perceber uma mudan\u00e7a de comportamento do paciente em uma m\u00e9dia de 21 dias\u201d, complementou.<\/p>\n<p>As causas da doen\u00e7a, por sua vez, n\u00e3o s\u00e3o definidas. Mas h\u00e1 certos fatores que contribuem para a depress\u00e3o. \u201cTem o fator social, o biol\u00f3gico e o gen\u00e9tico. Alguns pacientes n\u00e3o conseguem mais realizar certas atividades, por exemplo, ou o corpo vai se modificando, com a idade. Al\u00e9m daqueles que j\u00e1 t\u00eam uma predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica\u201d, explica Laura. A perda de um ente querido, como um filho, tamb\u00e9m pode incitar o processo depressivo, conforme a cardiogeriatra. Deste modo, como a pesquisa de Avelino, revela, apesar da doen\u00e7a n\u00e3o ser inerente \u00e0 velhice, ela \u00e9 comum. \u201cCerca de 15% da popula\u00e7\u00e3o brasileira j\u00e1 sofreu algum tipo de sintoma depressivo, que \u00e9 a perda do prazer por algo que voc\u00ea costumava gostar de fazer\u201d, explicou Laura Mendon\u00e7a.<\/p>\n<p>PERFIL<br \/>\nAinda de acordo com o autor da tese, Avelino Maciel, a maior frequ\u00eancia de idosos que possuem essa doen\u00e7a &#8211; tendo como base as pessoas entrevistadas por Avelino &#8211; \u00e9 no sexo feminino, indiv\u00edduos com idade entre 70 e 79 anos, analfabetos ou que tenha at\u00e9 quatro anos de escolaridade, e idosos que vivem em lares multigeracionais. Associado a tais caracter\u00edsticas, segundo Maciel, h\u00e1 tr\u00eas grandes quest\u00f5es que, geralmente, levam o cidad\u00e3o mais velho ao quadro depressivo. \u201cAqueles idosos que costumam admitir que a sa\u00fade \u00e9 negativa; os que se dizem com uma sa\u00fade inferior \u00e0 dos outros; e os que possuem alguma defici\u00eancia auditiva que os impede de se comunicar. Isso os leva \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o e, consequentemente, \u00e0 depress\u00e3o\u201d, frisou o fonoaudi\u00f3logo.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA gente observa que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, est\u00e1 havendo um aumento consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o idosa. Segundo o autor Renato Veras, a cada ano, 650 mil idosos s\u00e3o incorporados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, atestou o fonoaudi\u00f3logo e sanitarista Avelino Maciel. 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