{"id":8405,"date":"2012-09-26T09:08:08","date_gmt":"2012-09-26T12:08:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=8405"},"modified":"2012-09-26T09:08:08","modified_gmt":"2012-09-26T12:08:08","slug":"nordestinas-nao-fazem-exames","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/nordestinas-nao-fazem-exames\/","title":{"rendered":"Nordestinas n\u00e3o fazem exames"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A luta contra o c\u00e2ncer de mama, o mais comum entre as mulheres em todo o mundo, ganhou um novo aliado. Pesquisadores norte-americanos descobriram detalhes das c\u00e9lulas cancer\u00edgenas da mama, o que aumenta as chances de cura e permite tratar a doen\u00e7a com drogas mais espec\u00edficas. O mapeamento total, por\u00e9m, ainda n\u00e3o foi conclu\u00eddo. Em Pernambuco, a doen\u00e7a degenerativa matou 594 pessoas em 2010. Os n\u00fameros deste ano e do ano passado n\u00e3o est\u00e3o consolidados. Ontem, uma pesquisa divulgada pelo Instituto Avon mostrou que 49% das mulheres nordestinas jamais fizeram o autoexame. No Brasil, esse \u00edndice diminui para 28%. O levantamento ouviu 1,7 mil mulheres e homens do pa\u00eds em tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do mapeamento gen\u00e9tico e da biologia molecular, os pesquisadores conseguiram cruzar informa\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas. A nova classifica\u00e7\u00e3o divide o c\u00e2ncer de mama em quatro tipos: luminal A, o mais comum, luminal B, basal e HER2 amplificado. Antes, o n\u00famero de categorias era maior. Na pr\u00e1tica, a mudan\u00e7a permite saber se o tipo de c\u00e2ncer da paciente \u00e9 mais ou menos agressivo, ajudando a definir melhor o medicamento e at\u00e9 tra\u00e7ar estrat\u00e9gias para criar novos f\u00e1rmacos. Hoje, o tratamento se baseia no tamanho do tumor e no total de n\u00f3dulos.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa \u00e9 fant\u00e1stica. Cada vez mais o tratamento n\u00e3o se resume \u00e0 cirurgia e \u00e0 quimioterapia. Nos Estados Unidos, uma droga est\u00e1 sendo testada no cambate ao tipo HER2 amplificado\u201d, conta o presidente da regional pernambucana da Sociedade Brasileira de Mastologia, Darley Ferreira. Para o m\u00e9dico oncologista do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) Ronaldo Corr\u00eaa, o tratamento ficar\u00e1 mais caro com a descoberta. \u201cQuanto mais o tratamento \u00e9 individualizado, menos toxicidade \u00e9 levada para a mulher, mas, por outro lado, o processo \u00e9 encarecido, porque s\u00e3o necess\u00e1rias drogas espec\u00edficas para combater determinadas caracter\u00edsticas\u201d, resume.\u00a0<\/p>\n<p>Em Pernambuco, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 46 novos casos da doen\u00e7a para cada 100 mil pessoas. No Brasil, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 52 doentes para o mesmo grupo. A propor\u00e7\u00e3o do estado \u00e9 considerada alta, mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais confort\u00e1vel do que a do pa\u00eds. At\u00e9 o final do ano, o Secretaria Estadual de Sa\u00fade planeja ofertar a momografia para 100% do p\u00fablico. Hoje, a cobertura s\u00f3 alcan\u00e7a cerca de 50%. \u201c\u00c9 preciso atacar toda a linha do diagn\u00f3stico, da mamografia \u00e0 bi\u00f3psia\u201d, completa o secret\u00e1rio de Sa\u00fade, Ant\u00f4nio Carlos Figueira. A nutricionista Luciana Pires, 68, escapou. Ela descobriu um tumor de oito mil\u00edmetros no seio esquerdo num exame de rotina. Passou pelo tratamento e hoje vive normalmente. \u201cCuido do meu bem-estar, da minha alimenta\u00e7\u00e3o. Dificilmente fico irritada. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial no combate \u00e0 doen\u00e7a\u201d, completou.<\/p>\n<p>SAIBA MAIS<\/p>\n<p>o c\u00e2ncer de mama<\/p>\n<p>O que \u00e9<\/p>\n<p>\u00c9 o resultado do crescimento descontrolado de algumas c\u00e9lulas do corpo, que come\u00e7am a se multiplicar sem parar e formam um tumor maligno. Se a doen\u00e7a demora a ser descoberta e tratada, o tumor cresce e pode levar a pessoa \u00e0 morte<\/p>\n<p>Sintomas<\/p>\n<p>&#8211; Altera\u00e7\u00f5es na pele, inclusive no mamilo<br \/>&#8211; Secre\u00e7\u00e3o no mamilo<br \/>&#8211; Surgimento de caro\u00e7os no seio, acompanhados ou n\u00e3o de dor mam\u00e1ria<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; Mamografia, que permite a detec\u00e7\u00e3o precoce<br \/>&#8211; Dieta equilibrada, evitando a obesidade<br \/>&#8211; Pr\u00e1tica regular de exerc\u00edcios<br \/>&#8211; O autoexame das mamas n\u00e3o \u00e9 eficiente para a detec\u00e7\u00e3o precoce e n\u00e3o contribui para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade<\/p>\n<p>Podem estar predispostas a ter a doen\u00e7a<\/p>\n<p>&#8211; As mulheres que usaram contraceptivos orais com muito estrog\u00eanio, um tipo de horm\u00f4nio feminino<br \/>&#8211; Utilizaram anticoncepcional em idade precoce<br \/>&#8211; Menstruaram antes dos 12 anos<br \/>&#8211; Engravidaram pela primeira vez depois dos 30 anos<br \/>&#8211; Tiveram menopausa tardia (ap\u00f3s os 55 anos)<br \/>&#8211; Fizeram reposi\u00e7\u00e3o hormonal p\u00f3s-menopausa por mais de cinco anos<\/p>\n<p>os n\u00fameros da pesquisa Avon<\/p>\n<p>O que impede a mamografia<\/p>\n<p>50% temem descobrir alguma doen\u00e7a\u00a0<br \/>21% t\u00eam vergonha<br \/>12% disseram que o exame machuca<br \/>7% falaram que n\u00e3o precisam da mamografia\u00a0<br \/>5% n\u00e3o demonstraram interesse<br \/>5% afirmaram n\u00e3o ter tempo<br \/>4% n\u00e3o fizeram porque n\u00e3o t\u00eam hist\u00f3rico na fam\u00edlia<br \/>3% por pregui\u00e7a<br \/>6% n\u00e3o sabem ou n\u00e3o responderam<br \/>9% outros motivos<\/p>\n<p>O que levaria a mulher a fazer a mamografia<\/p>\n<p>76% por indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<br \/>13% devido a altera\u00e7\u00f5es nos exames<br \/>5% se houvesse campanhas regulares apontando a necessidade do exame<br \/>5% se existissem casos de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia<br \/>3% para prevenir a doen\u00e7a<br \/>2% outros<br \/>5% n\u00e3o responderam<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a cura<\/p>\n<p>56% se disseram vencedoras<br \/>17% falaram que est\u00e3o mais fortes para lidar com novas situa\u00e7\u00f5es<br \/>16% se sentem mais evolu\u00eddas espiritualmente<br \/>6% est\u00e3o vendo a vida de forma mais positiva<br \/>3% continuam a mesma pessoa<br \/>2% est\u00e3o mais fragilizadas<br \/>1% est\u00e1 socialmente isolado<\/p>\n<p>Fontes: Inca e levantamento Avon\/Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luta contra o c\u00e2ncer de mama, o mais comum entre as mulheres em todo o mundo, ganhou um novo aliado. 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