{"id":8459,"date":"2012-09-28T09:07:53","date_gmt":"2012-09-28T12:07:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=8459"},"modified":"2012-09-28T09:07:53","modified_gmt":"2012-09-28T12:07:53","slug":"comeca-operacao-da-hemobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/comeca-operacao-da-hemobras\/","title":{"rendered":"Come\u00e7a opera\u00e7\u00e3o da Hemobr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A 35 graus negativos, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobr\u00e1s), f\u00e1brica de R$ 670 milh\u00f5es em constru\u00e7\u00e3o em Goiana, Zona da Mata Norte do Estado, deu in\u00edcio oficial \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de seu primeiro m\u00f3dulo. Ontem, recebeu o primeiro carregamento de plasma sangu\u00edneo humano, mat\u00e9ria-prima dos medicamentos hemoderivados que ir\u00e1 produzir a partir do final de 2014. Quando estiver operando plenamente, a Hemobr\u00e1s vai fabricar seis produtos que combatem doen\u00e7as como hemofilias, cirrose, c\u00e2nceres e at\u00e9 aids, al\u00e9m de ajudarem na recupera\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas de queimaduras. Dez mil bolsas vindas de Natal (RN), Jo\u00e3o Pessoa e Campina Grande (PB) foram registradas, etiquetadas e armazenadas em uma c\u00e2mara fria. Hoje, um novo caminh\u00e3o oriundo de S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia chega na unidade. At\u00e9 o final de 2012, ser\u00e3o recebidas 150 mil bolsas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Hemobr\u00e1s produzir\u00e1 os hemoderivados fatores de coagula\u00e7\u00e3o 8 e 9, albumina, imunoglobulina, complexo protomb\u00ednico e fator de von Willebrand. Hoje, todos eles precisam ser importados pelo Brasil. Quando come\u00e7ar a funcionar, a estatal far\u00e1 com que as compras feitas fora do Pa\u00eds sejam reduzidas pela metade e o governo federal economize, com isso, R$ 800 milh\u00f5es por ano do dinheiro p\u00fablico. Al\u00e9m disso, colocar\u00e1 o Brasil em um seleto grupo de 15 pa\u00edses com complexos fabris desse segmento farmac\u00eautico de alta complexidade no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os medicamentos produzidos pela Hemobr\u00e1s ser\u00e3o gratuitos para os pacientes. Nesse primeiro momento de opera\u00e7\u00e3o, entretanto, a planta s\u00f3 far\u00e1 o processo de triagem e armazenagem do plasma. A mat\u00e9ria-prima que come\u00e7ou a ser recebida ontem embarcar\u00e1 em fevereiro para a Fran\u00e7a, para o Grupo LFB, provavelmente pelo Porto do Recife, adiantou o diretor de Produtos Estrat\u00e9gicos e Inova\u00e7\u00e3o da Hemobr\u00e1s, Luiz Amorim. Em seguida, os medicamentos retornar\u00e3o prontos e ser\u00e3o distribu\u00eddos pela estatal para todo o Pa\u00eds. Hoje, a armazenagem do plasma \u00e9 feita por uma empresa contratada pela LFB, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empresa biofarmac\u00eautica francesa \u00e9 respons\u00e1vel tamb\u00e9m pelo fornecimento dos equipamentos e sistemas, montagem e qualifica\u00e7\u00e3o do maquin\u00e1rio, al\u00e9m de validar todo o processo de produ\u00e7\u00e3o da Hemobr\u00e1s. O contrato \u00e9 de\u00a0 150 milh\u00f5es e fez com que o volume total de investimentos da unidade saltasse de R$ 540 milh\u00f5es para R$ 670 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estatal federal depende fundamentalmente das doa\u00e7\u00f5es de sangue dos brasileiros. \u0093\u00c9 preciso que as doa\u00e7\u00f5es subam para 3,5 milh\u00f5es de litros de sangue anuais, em 2016, para gerar 500 mil litros de plasma, possibilitando assim ao complexo fabril atingir seu pico de utiliza\u00e7\u00e3o de capacidade produtiva\u0094, comentou Luiz Amorim<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a meta for alcan\u00e7ada, as importa\u00e7\u00f5es dos hemoderivados cairiam em 70% e o Brasil se tornaria o maior produtor da Am\u00e9rica Latina. Hoje, est\u00e3o dispon\u00edveis 300 mil litros por ano de plasma que permitem produzir 1,4 milh\u00e3o de frascos anuais. Por quest\u00f5es constitucionais, a Hemobr\u00e1s s\u00f3 pode produzir hemoderivados para o mercado interno (j\u00e1 que o plasma \u00e9 coletado de forma gratuita em 115 hemocentros nacionais e pertence, portanto, aos brasileiros). Por\u00e9m, comentou Luiz Amorim, \u00e9 poss\u00edvel que, no futuro, a estatal receba plasma de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e produza hemoderivados para os doadores, encontrando formas de rentabilizar seus servi\u00e7os de armazenagem e transporte, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Hemobr\u00e1s est\u00e1 com 20% de sua estrutura f\u00edsica conclu\u00edda, fruto de um aporte de R$ 60 milh\u00f5es at\u00e9 agora. S\u00e3o dois blocos finalizados, de um total de 17. Em dois anos e meio, todo o investimento feito no projeto ter\u00e1 trazido retorno, estima a empresa. Na primeira etapa de opera\u00e7\u00e3o, est\u00e3o empregadas 20 pessoas. Quando estiver em pleno funcionamento vai gerar 360 empregos diretos e 2.720 indiretos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: JC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 35 graus negativos, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobr\u00e1s), f\u00e1brica de R$ 670 milh\u00f5es em constru\u00e7\u00e3o em Goiana, Zona da Mata Norte do Estado, deu in\u00edcio oficial \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de seu primeiro m\u00f3dulo. 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