{"id":8848,"date":"2012-10-15T14:59:04","date_gmt":"2012-10-15T17:59:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=8848"},"modified":"2012-10-15T14:59:04","modified_gmt":"2012-10-15T17:59:04","slug":"so-40-das-mulheres-com-cancer-conseguem-preservar-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/so-40-das-mulheres-com-cancer-conseguem-preservar-mama\/","title":{"rendered":"S\u00f3 40% das mulheres com c\u00e2ncer conseguem preservar mama"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O avan\u00e7o no tratamento do c\u00e2ncer de mama tem permitido a indica\u00e7\u00e3o de cirurgias cada vez menos invasivas, que envolvem apenas a retirada de uma pequena por\u00e7\u00e3o do seio. Mesmo assim, a taxa de ado\u00e7\u00e3o desse tipo de procedimento tem ficado abaixo do esperado. Sob o ponto de vista da import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o das mamas para a autoestima da mulher, esse tema foi destaque no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Cl\u00ednica, em Viena, na \u00c1ustria.<\/p>\n<p id=\"divMateria\" style=\"text-align: justify;\">A indica\u00e7\u00e3o da cirurgia capaz de conservar grande parte da mama \u00e9 poss\u00edvel quando o tumor \u00e9 pequeno ou, nos casos de tumores grandes, a paciente apresenta uma boa resposta ao tratamento neoadjuvante (quimioterapia aplicada antes da cirurgia com o objetivo de diminuir o tamanho do n\u00f3dulo).<\/p>\n<p>O que a pesquisadora Carmen Criscitiello, do Instituto Europeu de Oncologia, descobriu \u00e9 que o n\u00famero de indica\u00e7\u00f5es de cirurgias que preservam as mamas n\u00e3o tem aumentado na mesma propor\u00e7\u00e3o em que melhoram as respostas das pacientes \u00e0s novas terapias neoadjuvantes.<\/p>\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, ela tomou por base um estudo anterior que avaliou a efic\u00e1cia de tr\u00eas estrat\u00e9gias de quimioterapia neoadjuvante para 429 pacientes com tumor do tipo HER2 positivo. Um grupo recebeu a droga lapatinibe, o outro recebeu o trastuzumabe e um terceiro, a combina\u00e7\u00e3o das duas terapias. Deste \u00faltimo grupo, 51,5% das pacientes tiveram uma resposta completa \u00e0 terapia, enquanto nos outros grupos, essa taxa foi de 24,7% e de 29,5% respectivamente.<\/p>\n<p>O esperado seria que o terceiro grupo, por ter respondido melhor recebesse mais indica\u00e7\u00f5es de cirurgias que preservam as mamas. Por\u00e9m, o que ocorreu foi que nos tr\u00eas grupos, independentemente da resposta ao tratamento, apenas 40% das pacientes puderam conservar o seio.<\/p>\n<p>\u201cO estudo destaca uma atitude negativa que pode privar grande fra\u00e7\u00e3o de mulheres da chance de preservar sua mama, sem nenhuma raz\u00e3o cl\u00ednica para justificar essa decis\u00e3o\u201d, diz Carmen.<\/p>\n<p>Ela acrescenta que as caracter\u00edsticas do tumor anteriores \u00e0 quimioterapia inicial tiveram papel importante na decis\u00e3o do tipo de cirurgia. \u201cUm dos objetivos da terapia neoadjuvante \u00e9 obter um aumento da taxa de conserva\u00e7\u00e3o de mama, mas esse objetivo \u00e9 claramente frustrado se o tipo de cirurgia for escolhida somente de acordo com as caracter\u00edsticas iniciais do tumor\u201d, completa Carmen.<\/p>\n<p>NO BRASIL &#8211; Segundo a mastologista Maira Caleffi, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama (Femama), esse processo tamb\u00e9m pode ser observado no Brasil. Para ela, apesar de melhores condi\u00e7\u00f5es para se realizar a cirurgia que preserva a mama, \u201co que se observa na pr\u00e1tica \u00e9 que muitas pacientes s\u00e3o informadas pelos pr\u00f3prios cirurgi\u00f5es que talvez seja melhor tirar tudo e retirar ainda a outra mama como profilaxia\u201d.<\/p>\n<p>Maira ressalta que esse procedimento n\u00e3o tem respaldo cient\u00edfico a n\u00e3o ser que a mulher possua uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica familiar que predisponha ao c\u00e2ncer. \u201cIsso \u00e9 um desservi\u00e7o que vem sido praticado. \u00c9 um exagero, que n\u00e3o observa as recomenda\u00e7\u00f5es das autoridades e das sociedades m\u00e9dicas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o sobre qual ser\u00e1 o procedimento adotado deve ser compartilhada entre m\u00e9dico e paciente, de acordo com o mastologista Wesley Pereira Andrade, do Hospital A.C.Camargo. Em casos de tumores grandes, pode-se tanto come\u00e7ar o tratamento com a cirurgia mais radical e depois introduzir a quimioterapia quanto adotar a neoadjuvante para tentar conservar a mama.<\/p>\n<p>\u201cQuando se preserva a mama, existe um ganho psicol\u00f3gico. A desvantagem \u00e9 uma maior chance de o tumor voltar ao longo de dez anos\u201d, diz. Ele observa que a mulher que preserva a mama tem uma aceita\u00e7\u00e3o melhor de sua autoimagem.<\/p>\n<p>Para o ginecologista e cirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico F\u00e1bio Laginha, do Hospital 9 de Julho, depois dos avan\u00e7os nas novas drogas contra c\u00e2ncer de mama, \u00e9 preciso progredir nos m\u00e9todos de imagem e nas t\u00e9cnicas cir\u00fargicas que permitam a retirada da por\u00e7\u00e3o exata da mama necess\u00e1ria para eliminar todas as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas. \u201cO que precisa ser feito, quando se escolhe esse tipo de quimioterapia neoadjuvante, \u00e9 ter certeza do local do tumor, marcar e acompanhar sua diminui\u00e7\u00e3o\u201d, diz. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S.Paulo.<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o no tratamento do c\u00e2ncer de mama tem permitido a indica\u00e7\u00e3o de cirurgias cada vez menos invasivas, que envolvem apenas a retirada de uma pequena por\u00e7\u00e3o do seio. Mesmo assim, a taxa de ado\u00e7\u00e3o desse tipo de procedimento tem ficado abaixo do esperado. 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