{"id":9143,"date":"2012-10-25T09:19:40","date_gmt":"2012-10-25T12:19:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=9143"},"modified":"2012-10-25T09:19:40","modified_gmt":"2012-10-25T12:19:40","slug":"tecnica-barra-hiv-em-ratos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/tecnica-barra-hiv-em-ratos\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnica barra HIV em ratos"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Bras\u00edlia &#8211; Uma nova terapia contra o HIV, a partir da clonagem de anticorpos espec\u00edficos contra o v\u00edrus, pode complementar ou at\u00e9 mesmo substituir o uso de antirretrovirais. At\u00e9 agora, a comunidade cient\u00edfica havia desconsiderado o uso dessas c\u00e9lulas de defesa do organismo humano como tratamento contra a Aids. Isso porque seus efeitos, apresentados em diversos estudos anteriores, n\u00e3o eram significativos no combate \u00e0 infec\u00e7\u00e3o. No entanto, pesquisa liderada pelo brasileiro Michel Nussenzweig, pesquisador da Universidade Rockefeller, em Nova York, mostrou que potentes e incomuns anticorpos produzidos em laborat\u00f3rio e combinados a um coquetel de drogas podem manter os n\u00edveis do HIV-1 abaixo dos detect\u00e1veis pelos exames. As principais limita\u00e7\u00f5es da t\u00e9cnica, apresentada na revista Nature, est\u00e3o na transposi\u00e7\u00e3o dos estudos de camundongos para humanos e no alt\u00edssimo custo de produ\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas imunes.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div id=\"abanoticia\">\nEm um primeiro momento, os anticorpos do corpo humano conseguem frear a a\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no organismo, mas o HIV rapidamente produz c\u00f3pias de si mesmo com vers\u00f5es mutantes que conseguem se esquivar das respostas imunes. Dessa forma, o v\u00edrus tamb\u00e9m pressiona o sistema imunol\u00f3gico do paciente a desenvolver uma resposta mais potente que a primeira e funciona contra novas muta\u00e7\u00f5es do v\u00edrus, apesar de ainda acontecer em n\u00famero insignificante para o indiv\u00edduo que a produz. Foi a partir dessas c\u00e9lulas que Nussenzweig e sua equipe criaram os poderosos anticorpos em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Essas c\u00e9lulas de defesa s\u00e3o conhecidas como anticorpos amplamente neutralizantes e foram isoladas a partir de pessoas n\u00e3o tratadas que falharam ao tentar controlar a pr\u00f3pria infec\u00e7\u00e3o por HIV durante muitos anos. Elas n\u00e3o conseguem ajudar as pessoas que as produzem, mas sua exist\u00eancia indica que uma s\u00e9rie de muta\u00e7\u00f5es criaram uma popula\u00e7\u00e3o diversa e crescente do v\u00edrus durante a infec\u00e7\u00e3o. A equipe testou a inje\u00e7\u00e3o dos anticorpos amplamente neutralizantes em modelos de camundongos \u201chumanizados\u201d. Como o HIV n\u00e3o consegue se multiplicar no organismo desses animais, eles adquiriram cobaias que deliberadamente tinham seu sistema imunol\u00f3gico mutilado e reconstru\u00eddo com c\u00e9lulas-tronco humanas. Ap\u00f3s infectar os camundongos com o HIV, o grupo testou cinco diferentes anticorpos, isolados de seres humanos e produzidos artificialmente como anticorpos monoclonais em culturas de laborat\u00f3rio. A efic\u00e1cia terap\u00eautica e os seus efeitos a longo prazo sobre a infec\u00e7\u00e3o por HIV-1 em humanos s\u00f3 poder\u00e3o ser avaliados em ensaios cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>Efeitos colaterais<\/p>\n<p>De acordo com o artigo, os pesquisadores acreditam que, por ser um produto natural produzido a partir de seres humanos, os efeitos colaterais n\u00e3o dever\u00e3o ser muitos.<\/p>\n<p>Nussenzweig acredita que entre as principais vantagens da nova terapia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atualmente dispon\u00edveis \u00e9 o efeito a longo prazo. \u201cUma \u00fanica inje\u00e7\u00e3o funcionou por dois meses em camundongos e pode ter essa dura\u00e7\u00e3o ampliada duas ou tr\u00eas vezes em humanos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>As terapias com anticorpos se diferem de outras modalidades terap\u00eauticas para o HIV em v\u00e1rios aspectos. Em primeiro lugar, os anticorpos podem neutralizar o agente patog\u00eanico diretamente.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que a combina\u00e7\u00e3o de anticorpos extremamente potentes podem ser eficazes na supress\u00e3o do v\u00edrus em indiv\u00edduos que n\u00e3o toleram medicamentos anti-HIV.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia &#8211; Uma nova terapia contra o HIV, a partir da clonagem de anticorpos espec\u00edficos contra o v\u00edrus, pode complementar ou at\u00e9 mesmo substituir o uso de antirretrovirais. At\u00e9 agora, a comunidade cient\u00edfica havia desconsiderado o uso dessas c\u00e9lulas de defesa do organismo humano como tratamento contra a Aids. 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