Num esforço de tentar contornar o caos na saúde de Caruaru, o prefeito José Queiroz lançou ontem o Pacto pela Saúde. A reunião contou com representantes do Simepe, Conselho Regional de Medicina (Cremepe), Sociedade Médica de Caruaru, Conselho Municipal de Saúde, Câmara de Vereadores e Governo do Estado, representado pela 4ª Gerência Regional de Saúde (Geres). A iniciativa pretende fechar o cerco a várias problemáticas da assistência médica no município, como a falta de médicos, superlotação das unidades, precariedade nas instalações e falta de recursos e gestão.
A primeira ação de Queiroz no plano de re-estruturação foi a exoneração da secretária da pasta, Cristina Sette, desligada na semana passada. Será o próprio prefeito quem assumirá o posto pelos próximos 60 dias, quando será definido o nome do novo titular. Queiroz elogiou a participação da antiga secretária, mas afirmou que a saída dela era necessária diante das reclamações e do plano de reordenamento. “Se vemos que o balanço não é o que a população desejava temos que fazer mudanças”, justificou. O prefeito rebateu que os ajustes tardaram a acontecer. “Apesar de ter passado mais de dois anos de governo, estamos fazendo essa pactuação agora. Essa é a hora de reagir”, frisou.
Outras novidades na Secretaria de Saúde anunciadas ontem foram a entrada da Wedneide Almeida, como diretora de Atenção Básica, a reabertura do Centro de Saúde do bairro Boa Vista e da Policlínica do Vassoural, além do reforço no serviço de Ouvidoria. Tudo deve acontecer em até 60 dias.
Se de um lado a Prefeitura de Caruaru fez promessas e pediu apoio da população, do outro o Simepe pediu atenção ao cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2010. “O TAC foi descumprido em quase tudo que foi acordado, principalmente na valorização do profissional médico, atrelado a política salarial”, reclamou o diretor regional do Simepe, Danilo Souza. Ele aproveitou a reunião para reforçar junto ao chefe do executivo a precariedade dos PSFs.
A diretora da 4ª Geres, Maria Aparecida Souza, frisou que a pactuação proposta só avançará se for feita em comunhão com municípios vizinhos a Caruaru. “Saúde não se faz sozinho, porque não se tem fronteira ou limites”, disse, ao lembrar que a cidade é polo de referência médica para 87 municípios do Agreste. Esse ajustamento regional da saúde foi citado por todos os presentes como o maior desafio da administração da saúde no Interior. A segunda reunião do Pacto pela Saúde está marcada para a próxima segunda-feira e já deve reunir prefeitos de cidades do entorno da Capital do Agreste.



