CREMEPE: Médicos Sem Fronteiras colhem dados com o Cremepe

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) está mapeando todo o país em busca de dados que evidenciem a fragilidade dos estados em grandes desastres naturais.

Números estão sendo levantados junto ao Ministério da Saúde, Defesa Civil, Secretarias e Conselhos de Saúde para diagnosticar o nível de necessidade destes estados para a implantação de projetos da ONG.

Em visita à Pernambuco, os representantes do MSF, Débora Noal e Víctor Stienen, foram recebidos, na tarde de segunda-feira (21), pela presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão e o conselheiro, Ricardo Paiva, na sede do Conselho.

Os representantes do Cremepe puderam apontar as dificuldades vivenciadas no estado através da própria experiência adquirida nas edições da Caravana, criada com o objetivo de diagnosticar as condições vividas pelos pernambucanos tanto no interior como no Recife e Região Metropolitana.”Pernambuco vive o desastre da seca e das enchentes. Extremos que devastam o sertão e a região da mata sul do estado e que precisam de atenção pública”, opinou, Ricardo Paiva. “Os Médicos Sem Fronteiras podem cumprir o papel de alertar o mundo em favor do despertamento para que algo seja feito em favor dos que sofrem”, continuou.

Entre os desastres vivenciados em Pernambuco foram colocados os aéreos, incêndios, enchentes, desabamento de prédios e a seca.

Helena Carneiro Leão apontou o problema da falta de estrutura médico-legal em casos de desastres. “Esta é uma área deficitária que precisa de atenção. Temos apenas três Institutos Médicos Legais em todo o estado. Isto é mais um ponto problemático no enfrentamento de situações de desastres”, afirmou.

Um tema que também permeou a reunião e foi colocado com veemência pela diretoria do Cremepe foi a situação materno-infantil vivenciada no estado. “Classificamos esta situação também como um desastre porque tem ceifado muitas vidas e condicionado gestantes à um serviço de má qualidade. É preciso que as unidades de atendimento à gestante de alto risco se tornem uma realidade”, cobrou Ricardo Paiva.

Os representantes dos Médicos Sem Fronteiras tomaram nota dos problemas apontados e se comprometeram em reportar a situação ao membros da organização. “Este trabalho que estamos fazendo tem o objetivo de diagnosticar os estados potenciais para que os Médicos Sem Fronteiras desenvolvam projetos. As informações serão repassadas para o MSF Brasil e MSF Bélgica.”

Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe

 

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