Donos da Ideal depõem e evitam pedido de prisão

Os proprietários da Ideal Saúde, Eulerson e Jerusa Botelho, se apresentaram, na tarde de ontem, na Delegacia da Boa Vista, onde prestaram depoimento sobre a denúncia feita pelos hospitais Santa Joana e Memorial São José, ambos pertencentes ao Grupo Fernandes Vieira. Por causa disso, confirmou o delegado João Dantas, o pedido de prisão preventiva do casal está suspenso.

A reportagem da Folha de Pernambuco conversou, por telefone, com Eulerson, minutos depois de ter deixado a delegacia, acompanhado da advogada Lidiani Fadel. De acordo com o empresário, a não apresentação para prestar esclarecimento aconteceu pelo fato de não ter conhecimento do inquérito. “Só tive informação do que estava acontecendo através de vocês hoje (ontem)”, disse, em referência às matérias veiculadas na Imprensa, ontem, sobre o pedido de prisão preventiva. “Fui prestar esclarecimento voluntariamente, pois não tenho nada a dever”, enfatizou.

Segundo informações do delegado João Dantas, Eulerson Botelho e sua esposa, Jerusa Botelho, afirmaram, durante o depoimento, que já havia sido assinado um termo de compromisso de dívida com os dois hospitais. No entanto, o documento não foi apresentado ontem. “Daqui para sexta-feira, eles precisam trazer este documento, pois é quando encerrarei o inquérito para enviar ao juiz, que irá avaliar se os dois serão acusados por estelionato”, informou Dantas. A pena para este crime é de até seis anos de reclusão.

Entretanto, a advogada de defesa reiterou à reportagem que este documento já está anexado ao inquérito, sendo somado aos autos pelos próprios hospitais Santa Joana e Memorial São José. “Tudo isso vai ser discutido em juízo. Por enquanto, os argumentos de defesa não podem ser revelados agora”, desconversou Lidiani Fadel.

Sobre o pagamento da dívida, o proprietário da Ideal Saúde afirmou que a questão agora está aos cuidados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Inicialmente, o débito seria de R$ 18 milhões, mas a defesa dos hospitais garante que é de R$ 4 milhões. “A quitação dos débitos será feita com o patrimônio da empresa. A ordem de pagamento é uma escolha da ANS. Isso não mais me compete”, ratificou Eulerson Botelho, que disse não mensuar o valor de avaliação de mercado dos imóveis de propriedade da operadora. “Sempre lutei para honrar com meus compromissos. Ninguém pode dizer que abandonei o barco, mas a intervenção da ANS inviabilizou qualquer atitude minha”, finalizou.

PORTABILIDADE
Os beneficiários do plano têm até o próximo dia 18 para efetuar a portabilidade especial. O atendimento está sendo realizado no núcleo da ANS no Recife, que fica no edifício da Sudene. O horário é das 8h30 às 15h30.

Fonte: Folha de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas