De acordo com balanço da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Pernambuco contabiliza 33 operadoras de planos de saúde, com sede no Estado, e com registro ativo na ANS. Cada empresa ainda oferece várias opções de contratos, com uma gama diferenciada no que diz respeito à rede credenciada, e preços bem variados. Por causa dessa imensidão, e ainda diante dos inúmeros problemas que vem passando o setor, escolher o “pacote” que melhor atenda à sua necessidade (e a da sua família) pode vir a ser um trabalho árduo.
Essa escolha vem tirando o sono da dona de casa Renata Starp, 26. Desde quando seu primeiro filho nasceu, há seis meses, ela vem procurando um plano de saúde. Como sempre foi atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o “começar do zero” vem dificultando a busca. “Estou entre três planos, mas ainda busco referências com conhecidos sobre o tratamento deles com o consumidor. Um dos planos da minha lista já soube que tem muita burocracia para conseguir autorização de alguns procedimentos”, relata.
Burocracia tem que passar longe da rotina de médicos de Renata. É que seu pequeno Dimitri Starp Vilela nasceu com um problema chamado Fontanela. “É a moleira dele que fechou ainda quando tinha três meses, quando normalmente só deveria ter fechado com um ano e seis meses”, conta. Por isso, desde então o bebê precisa passar por uma série de exames, como uma tomografia computadorizada 3D da cabeça, mas até agora ela não conseguiu através do SUS. “A consequência, se ele não tiver o tratamento, é o risco de morte, pois o cérebro não cresce e poderá ter falta de oxigenação ou então ter problemas mentais”, lamentou. Pela burocracia no SUS, Renata busca o plano de saúde.
Diferente de Renata, a jornalista Patrícia Barbosa, 28, não procura seu primeiro plano de saúde, mas uma nova opção. Gestante de 11 semanas, ela diz que da oferta da empresa da qual é credenciada, possui a opção Extra, considerada a top. Mensalmente, paga R$ 207. “Mas os melhores obstetras não vêm aceitando mais o plano. E os que atendem dizem que não farão o parto por problemas no pagamento: pagam pouco e demoram para pagar”, narra.
A futura mamãe já pensou até em ficar sendo atendida por um médico particular, mas o custo para a contratação da equipe para a hora do nascimento do seu bebê, neste caso, é alto. “Algo em torno de R$ 7 mil”, contabiliza, dizendo que não quer fazer com plantonista “porque tem que haver a relação de confiança, o acompanhamento de pré-natal”.
Fonte: Folha de Pernambuco



