HBL com problemas estruturais

Mofo nas paredes e no teto, cadeiras velhas e descascadas, além de banheiros sujos e entupidos na enfermaria do quinto e sexto andares da unidade de saúde. Essa é a realidade descrita pela Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps) sobre o Hospital Barão de Lucena (HBL), localizado no bairro da Iputinga, Zona Oeste da Capital. Segundo o órgão, o setor recebe, apesar da falta de estrutura física, mulheres que acabaram de dar à luz.

De acordo com o ouvidor da Aduseps, Carlos Freitas, os problemas tiveram início porque algumas enfermarias do hospital, que estão hábeis a receber pacientes, não possuem mais vaga. “Por conta disso, alguns pacientes foram levados para o quinto andar. Lá, identifiquei que as paredes e o teto estavam com mofo e descascadas. Por se tratar de um espaço que recebe crianças recém-nascidas, é um absurdo que esteja nessas condições”, contou. Carlos acrescenta que os banheiros não estão sendo higienizados de maneira correta e, muitas vezes, ficam entupidos e sujos por alguns dias.

“Se as paredes fossem revestidas de azulejo o problema seria facilmente resolvido. O que não pode acontecer são essas crianças ficarem expostas às bactérias, podendo desenvolver algum problema de saúde. O estado não pode colocar bebês em locais sem condições físicas e estruturais para recebê-los”, declarou o ouvidor. E não são apenas es­ses os problemas denunciados. A dona de casa Lucilene do Carmo da Silva, 21, está com a sua filha Dayane Vitória, de um ano e quatro meses, há mais de oito meses internada na unidade de saúde. Conforme ela, sua filha é portadora da Síndrome de Pierre Robin, a qual causa complicações no sistema respiratório.

“Ela está internada na mesma enfermaria que crianças com suspeita de terem o vírus H1N1, da gripe suína. Eu fico com muito medo que ela piore. Além disso, os médicos dizem que ela precisa de Home Care, mas nós já voltamos para casa várias vezes, ninguém vai e ela piora, aí temos que voltar para o hospital”, disse a mãe. Por meio de nota, a direção do HBL esclarece que as medidas tomadas durante o internamento dos pacientes com suspeitas de Influenza foram baseadas no protocolo do Ministério da Saúde. Ainda assim, neste momento, a paciente Dayane Vitória Paulino da Silva encontra-se internada em uma enfermaria sem contato com pacientes de isolamento.

Em relação às denúncias de mofo nas paredes das enfermarias e de banheiros entupidos, a direção da unidade esclarece que já está tomando providências contra os focos de mofo em ambos os espaços. O material para recuperação das paredes já foi adquirido pela diretoria, que está aguardando a entrega do produto para dar início aos trabalhos. Já sobre os banheiros, a direção esclarece que apenas um deles apresentou problema de entupimento recente, mas já foi solucionado.

Já sobre o pedido de Home Care da paciente Dayane Vitória, o hospital esclareceu que este tipo de assistência deve ser providenciado pelo município de residência da paciente. Desta forma, os familiares devem entrar em contato com a Secretaria de Saúde de Goiana.

Fonte: Folha de Pernambuco

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