Um novo estudo estabeleceu um vínculo entre a vacina Pandemrix, amplamente usada contra a gripe pandêmica A (H1N1) em 2009 e 2010, e um aumento dos casos de narcolepsia, distúrbio que causa sonolência excessiva, em crianças e adolescentes da Grã-Bretanha. Publicados ontem no periódico British Medical Journal, os resultados do estudo sustentam os de outros trabalhos já publicados na Finlândia, Suécia e França.
Realizado com 245 pessoas com idades entre 4 e 18 anos em centros de sono e neurológicos britânicos, o estudo permitiu associar a vacina a uma incidência 14 vezes maior dos casos de narcolepsia com relação a pessoas que nunca tomaram a vacina. O risco aumentou 16 vezes no caso de vacinação com Pandemrix (GlaxoSmithKline) nos seis meses anteriores.
Mas os autores do artigo revelam que o risco poderia ser supervalorizado em razão das observações muito variáveis feitas no aparecimento dos sintomas e no diagnóstico da narcolepsia após a vacinação.
A narcolepsia é um distúrbio do sono caracterizada pela sonolência excessiva durante o dia, com acessos incontroláveis, podendo ser acompanhados de perdas súbitas do tônus muscular (cataplexia). É observada em média entre 25 a 50 pessoas por 100 mil pessoas no mundo e em 20% das pessoas em cada 100 mil na França.
Durante a campanha de vacinação contra a gripe A (H1N1), 4,1 milhões de pessoas foram vacinadas na França com Pandemrix, contra 1,6 milhão que receberam a vacina Panenza (Sanofi), reservada às crianças em idade de amamentação, a mulheres grávidas e imunodeprimidos.
Fonte: Diario de Pernambuco



