Residência Médica reforçada

A saúde básica em Pernambuco será reforçada. Ao todo, 382 profissionais trabalharão nas unidades de 96 municípios do Estado, cursando especialização em Saúde da Família e recebendo bolsa do governo federal no valor de R$ 8 mil mensais. O projeto de residência médica para recém-formados, o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), foi lançado ontem no Recife, em solenidade, que teve a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e foi marcada por protesto e críticas.

Logo depois do pronunciamento do ministro, na Academia da Cidade do Coque, área central do Recife, um dos médicos subiu ao palco, montado na entrada da comunidade, e denunciou falhas em um dos critérios do programa.

O acréscimo de 10% na média final da residência médica, para quem cumprir as etapas da iniciativa, foi citado como desvantagem para quem não optou pelo programa. Formado pela Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Moreira apontou que o Provab praticamente obriga os médicos recém-formados a participar da iniciativa. “Quem não faz, fica com percentagem menor, em caso de desempate ou até mesmo de diferença pequena nas notas”, disse.

O ministro rebateu as colocações. Disse que o método pode não agradar a todos, mas não pode ignorar quem se dedica ao atendimento da população mais carente.

“Ficar um ano trabalhando, com supervisão da universidade, com avaliação, não é mérito?” Não podemos ignorar quem decidiu passar um ano nas áreas mais pobres do País.”

Alexandre Padilha explicou que o Provab vai permitir o contato com o paciente mais carente. “O médico deve ser, antes de mais nada, especialista em gente. É esse o novo profissional que queremos formar, sem medo do paciente.”

Este ano, 4.390 médicos vão participar do programa em todo o Brasil. Um aumento de 1.000% se comparado ao ano passado.

POSTO

Logo depois da solenidade, o ministro e os secretários de Saúde de Pernambuco, Antônio Figueira, e do Recife, Jailson Correia, visitaram o posto de saúde do Coque.

Além de conhecer as instalações, Padilha ouviu reclamações de falta de médicos e medicamentos. “Esse novo projeto vai funcionar também para atender essas demandas”, explicou.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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