Vítimas de aborto aprovam serviço

Uma pesquisa realizada pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFPE revelou o perfil das mulheres que sofreram aborto espontâneo e foram atendidas em oito maternidades públicas do Recife. Das 391 entrevistadas, 64,5% avaliaram o atendimento como positivo. Realizado pelas pesquisadoras Thália Barreto e Sandra Valongueiro, o estudo acompanhou todas as internações de mulheres a partir de 18 anos entre os meses de agosto e dezembro do ano passado.

De acordo com as pesquisadoras, o que houve de mais negativo foi a questão da continuidade do cuidado após a curetagem. Além disso, apenas 44,4% das mulheres foram informadas sobre o alto risco de gravidez imediata após o aborto e somente 7,9% delas receberam contraceptivos e orientação de como usá-los. Foi observado também que as grávidas em trabalho de parto têm mais prioridade no atendimento do que as mulheres que estão sofrendo o aborto.  Zenaide e Lucinaide de Melo, mãe e filha, saíram ontem pela manhã do Hospital Agamennon Magalhães. Lucinaide teve um bebê. Para elas, as mulheres que passaram pelo aborto devem ser atendidas igualmente às gestantes. “Não acho justo colocar alguém em segundo plano” disse Lucinaide.

Fonte: Diario de Pernambuco

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