Recém-nascidos melhor assistidos

Mulheres com os filhos recém-nascidos internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) foram transferidas da enfermaria do Hospital João Murilo de Oliveira, em Vitória de Santo Antão, para a Casa de Gestante do Bebê e da Puérpera, inaugurada ontem nas dependências da unidade de saúde. Ao todo, 15 mulheres irão dividir o espaço de 75 metros quadrados, camas no estilo beliche, cozinha, área de serviço, sala de estar, banheiro e armários.

“Eu estava dormindo em um quarto que foi separado para as mães e onde a gente tinha algumas limitações. O melhor daqui é que a gente não fica perto de outros doentes e está sempre perto dos bebês. O meu filho ainda não tem previsão de alta, mas já melhorou bastante”, destacou a estudante Jessyka Kelly de Lima, de 16 anos. São realizados em torno de 300 partos mensalmente na unidade de saúde. A UTI e a UCI do Hospital João Murilo têm capacidade total para 20 recém-nascidos. Atualmente, todos os leitos estão ocupados.

A dona de casa Maria das Dores da Conceição, 29 anos, teve um filho no último dia 20 de janeiro. Desde então, Caio Guilherme está na UTI da unidade de saúde. “Eu estava até hoje (ontem) internada esperando ele melhorar. Gostei da iniciativa da Casa de Apoio. Assim a gente fica mais à vontade, pois aqui ficam só as mães”.

De acordo com o diretor da unidade, Marcelo Cavalcanti, a expectativa é de que, até o final deste semestre, a casa de apoio ganhe mais cinco leitos, possibilitando que as mães de todos os bebês internados possam contar com o espaço. “Pretendemos aumentar o mais rápido possível. Alguns bebês passam dois meses, um mês e meio, às vezes, até três meses no hospital. Estamos tentando dar um maior conforto a essas mulheres que ficam no hospital com os filhos”, detalhou.

Para o secretário Estadual de Saúde, Antônio Carlos Figueira, o aspecto mais importante da criação dessa casa de apoio é a humanização. “O Hospital João Murilo é hoje uma maternidade de referência de alto risco, então o número de prematuros é significativo. Esses prematuros têm uma permanência hospitalar maior. As mães não precisariam estar internadas, mas ficam para não se separar do filho. Agora  não, ela vai ter alta do hospital, vem para a casa de apoio e poderá ficar ao lado do seu filho até o momento da alta. Humaniza e dá espaço para que outras mulheres sejam atendidas e novos partos realizados”, observou.

A expectativa é de que todas as maternidades de referência de alto risco no Estado tenham uma casa da mãe puérpera. “Temos isso no Hospital Agamenon Magalhães e agora estamos trazendo para o João Murilo e para o Barão de Lucena. A meta é de que em toda maternidade de risco como essa seja adotada. Já fizemos em Caruaru, em Petrolina, em Ouricuri e agora também em Vitória”, detalhou Figueira.

Fonte: Folha de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas