Outro apelo contra terminal integrado

CORREDOR LESTE-OESTE Abaixo-assinado foi entregue, ontem, ao governo e ao MPPE. Para idealizadores, unidade em obras põe em risco a segurança no Hospital Getúlio Vargas

Servidores do Hospital Getúlio Vargas (HGV) contrários ao serviço de construção do terminal integrado da 3ª perimetral, que faz parte das obras do Corredor Leste-Oeste, entregaram ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e ao governo estadual, ontem à tarde, um abaixo-assinado que conta com mais de dois mil nomes. O documento é um apelo para que a obra, já iniciada, seja interrompida e o terminal de ônibus passe a ser construído do outro lado da via. O grupo alega que a construção trará prejuízo à saúde dos pacientes e à segurança de todos que frequentam o hospital.

“O corte das árvores, além de poluir o meio ambiente, será um incômodo para quem estiver internado, por causa do barulho. Uma parte do estacionamento do hospital ficará comprometida e ainda tememos que haja violência nos arredores do HGV, em dias de jogos de futebol”, afirmou a agente administrativa Adenilse dos Santos.

O grupo é formado por representantes do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindisprev) e do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social (SindSaúde), com apoio de moradores do bairro do Cordeiro e de representantes da Igreja Católica. Eles entregaram o documento no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Ministério Público Federal (MPF) e Secretaria das Cidades.

Há pouco mais de uma semana, cerca de 50 servidores do HGV realizaram um protesto ao lado da unidade de saúde. A Secretaria das Cidades, porém, sinalizou que as obras não serão paralisadas, respondendo que a escolha do local teve anuência da Secretaria Estadual de Saúde. Quanto à estrutura física do HGV, que apresenta várias rachaduras, o governo garantiu que não haverá prejuízo, já que os ônibus circularão nas proximidades em baixa velocidade.

Religiosos da Paróquia de São Sebastião, na Avenida Caxangá, endossam o movimento. “Nós, da Igreja, estamos preocupados com essa obra e resolvemos apoiar os pacientes e servidores do hospital. Não vimos nenhum laudo técnico da Secretaria de Saúde nem de engenheiros, que destaquem o impacto que a obra pode causar. Sabemos que as árvores derrubadas colaborarão para aumentar o calor e a poeira. Além disso haverá outros danos”, observou o diácono Marcelo Cavalcanti.

Fonte: Jornal do Commercio

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