A semana tem sido angustiante para portadores do vírus HIV no Recife. Sempre que batem à porta das unidades de referência no tratamento da Aids, tanto do estado quanto da prefeitura, a exemplo da Policlínica Lessa de Andrade, no bairro do Benfica, recebem a resposta de que faltam medicamentos do coquetel de antirretrovirais.
“Fui orientada pelo médico que não posso interromper meu tratamento, mas é impossível isso não acontecer”, desabafou ontem uma universitária. Cadastrada na policlínica para ter acesso aos medicamentos, ela foi em bisca dos remédios Lamiduvina, Efavirenz e Tenofovir. Os três estavam em falta. De concreto, reclamou a universitária, ficou a promessa de que a situação se regularizaria o mais breve possível.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, houve um atraso no repasse dos medicamentos pelo estado. Esse, por sua vez, justificou ter ocorrido um problema de logística no registro de mapas de consumo dos antirretrovirais. “Amanhã (ontem) ou na próxima semana, no máximo, os medicamentos estarão nas unidades”, assegurou o coordenador estadual do Programa DST/Aids, François Figueiroa.
O Ministério da Saúde informou que parte dos medicamentos será enviada hoje de avião para o estado. E outra parte, despachada via terrestre, chegará na próxima semana. Esses atrasos, disse Vladimir Reis, coordenador do Grupo de Trabalho Preservação Posithivo (GTP+), têm sido comuns. “Há medicamentos que faltam durante semanas”. O GTP+ foi o primeiro grupo do Nordeste formado por pessoas com HIV.
Saiba mais
Recife aparece na 8ª colocação entre as capitais. São 35,5 casos por 100 mil habitantes.
217 mil pessoas recebem remédios gratuitamente no Brasil
21 tipos de antirretrovirais, divididos em cinco grupos, integram a lista distribuída pelo Ministério da Saúde
R$ 778 mil foram destinados pelo Ministério da Saúde à compra de medicamentos desse tipo em 2012
Fonte: Ministério da Saúde
Fonte: Diario de Pernambuco



