O semblante depressivo deu lugar a um largo sorriso no rosto do corretor de veículos Ricardo Braga, 44 anos. O drama do corretor, que chegou aos 300 quilos, foi publicado esta semana no Diario e sensibilizou o coração do cirurgião Gustavo Menelau, do Hospital Jayme da Fonte. Há cerca de um ano Ricardo luta para conseguir uma cirurgia de redução de estômago na rede pública de saúde. Primeiro, ele peregrinou por corredores do Hospital Getúlio Vargas. Sem sucesso, partiu para o Hospital das Clínicas (HC), onde fez uma consulta. Como não fez a bateria de exames passados pelo médico, acabou não entrando na fila de espera pela cirurgia no HC. Agora, Ricardo está animado com a possibilidade de ver seu problema, enfim, resolvido na rede privada. Na próxima segunda-feira, ele tem consulta marcada às 14h.
“Vou ajudá-lo, sim. Mas, primeiro, tenho que avaliar a situação clínica dele”, esclareceu Gustavo Menelau, um dos principais especialistas na área em Pernambuco. O médico, que no momento da entrevista estava se preparando para uma cirurgia, pareceu compadecido e, ao mesmo tempo, feliz por poder ajudar um homem que só consegue sair de casa uma vez por semana. Uma nova vida pode estar a caminho de Ricardo, que já perdeu 100 quilos apenas com dieta e força de vontade. História que ele não cansa de contar para quem questiona seu atual peso. “Já consegui perder todo esse peso mas acabei engordando de novo. Mas agora vai ser diferente. Estou muito feliz. Acho que agora a cirurgia sai”, falou
A Assessoria de Imprensa do Hospital das Clínicas da UFPE informou que o paciente Ricardo Braga não fazia parte da lista de espera para realização da cirurgia de redução de estômago na instituição, conforme foi dito pelo entrevistado na matéria publicada ontem no Diario. Segundo nota enviada, ele compareceu à primeira consulta no Serviço de Cirurgia Geral do HC, no dia 14 de abril de 2011. Na ocasião do atendimento, foi realizada toda a conduta pré-operatória necessária, que visa analisar se o paciente encontra-se apto ao procedimento cirúrgico.
O paciente, que à época se apresentava com 250 quilos, teve os exames solicitados e foi orientado a retornar no prazo de seis meses com as análises clínicas concluídas. Esses preparativos são obrigatórios para a avaliação do caso clínico e posterior marcação da cirurgia de redução de estômago, mas o paciente não retornou ao hospital.
O Hospital das Clínicas ressalta que os pacientes somente são encaminhados à lista de espera do tratamento cirúrgico após a realização dos procedimentos pré-operatórios, sendo os casos mais graves de obesidade mórbida tratados com prioridade.
Fonte: Diario de Pernambuco



