Cirurgião investigado por operar a si mesmo

SÃO PAULO – O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) investiga o cirurgião plástico Luiz Américo de Freitas Sobrinho, de Jundiaí, que aparece em um vídeo publicado na internet fazendo em si mesmo uma abdominoplastia (cirurgia plástica do abdome). As imagens foram publicadas por sua filha em um site de compartilhamento de vídeos.

Segundo um parecer de 2007 do Cremesp, o órgão considera inapropriado o médico solicitar exames para si próprio ou realizar qualquer ato médico em si. Não há, porém, artigo sobre o assunto no Código de Ética Médica. Há também uma sindicância em curso na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Freitas Sobrinho diz que vai pedir a anulação da sindicância, porque um dirigente da entidade deu declarações a respeito da investigação à imprensa e, de acordo com o Código de Processo Ético-Profissional, o caso deveria seguir em sigilo.

Segundo Freitas Sobrinho, a cirurgia foi motivada por curiosidade e pela estética. Para fazer o procedimento, em setembro de 2012, ele recrutou a ajuda de outros três médicos e foi a um hospital na região de Jundiaí, cujo nome não revelou. Pretendia fazer um teste, mas acabou fazendo uma faixa inteira da barriga. “Era para fazer só um pedaço, devagar, mas eu fui indo.”

Ele diz que aprender mais sobre o processo de recuperação pós-cirúrgico foi apenas uma consequência da empreitada. “Agora eu sei do que as pacientes reclamam, e elas têm razão”, afirmou.

Fonte: Jornal do Commercio

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