O resultado da reunião entre diretores do Simepe e a Reitoria da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), foi avaliado como positivo na Assembleia Geral (AGE) dos médicos do Hospital de Urgências e Traumas (HUT). A AGE aconteceu na noite desta segunda-feira (20), no auditório do HUT e contou com a participação de inúmeros de profissionais que, decidiram aguardar até o final de junho (prazo-limite) para o começo da nova gestão administrativa e temporária na unidade de saúde. Até lá as negociações permanecem dentro da normalidade.
O Simepe vai acompanhar de perto as discussões junto à Comissão Administrativa da Univasf referente ao processo de transição do HUT. A categoria aprovou a proposta de prorrogação do aviso prévio. Nesse período de transição,os novos contratos de trabalho serão regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), até o concurso público que acontecerá no primeiro trimestre de 2014.
Em suas intervenções, os representantes do Simepe – Silvio Rodrigues, Tadeu Calheiros, Aristóteles Cardenas e José Alberto Rosas – ressaltaram a importância do encontro com o reitor Julianeli Tolentino e deixaram claro que vão acompanhar de perto às discussões junto à Comissão Administrativa e da empresa que ficará responsável pelo gerenciamento do HUT.
Concurso Público
Os médicos voltaram a defender o ingresso na carreira federal, através de concurso público com vínculo estatutário, além de resolução imediata dos problemas de abastecimento de insumos, carência de recursos humanos e exames complementares. Ainda sobre a pauta de reunião, foi informado que a Reitoria está buscando outras parcerias, a exemplo do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde dos estados de Pernambuco e da Bahia, instrumentos que se concretizados, ampliarão os canais de fomento de recursos e linhas de financiamento público para melhoria e expansão dos serviços oferecidos pelo hospital à população.
Em relação ao Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (Samu) em Petrolina, a situação continua cada dia mais difícil para os profissionais e pacientes. Os diretores do Simepe estiveram na unidade e constataram que, as duas novas ambulâncias anunciadas pela Prefeitura de Petrolina ainda não chegaram ao pátio da mesma. A falta de estrutura e os baixos salários são razões para que cada vez mais médicos, principalmente os contratados, deixem o serviço. Essa questão fica mais evidente ainda no serviço móvel, já que não há mais escalas fixas devido a falta de médicos. Enquanto em Juazeiro um médico recebe entre R$ 8 mil e 10 mil, em Petrolina o salário é de apenas R$ 6 mil. O clima é de insatisfação.
Os médicos do Samu de Petrolina decidiram intensificar a mobilização e cobraram dos gestores públicos melhores condições de trabalho, reajuste salarial e concurso público, uma que a situação é insustentável. Uma assembleia geral e específica do Samu será realizada nos próximos dias pelo Simepe.



