Os manifestantes se reunem esta manhã, em frente ao hospital. De lá, os manifestantes seguem em passeata até a sede do Ministério Público de Pernambuco em Garanhuns, onde pretendem formular uma Ação Civil Pública cobrando responsabilidade do governo sobre a saúde no município e cobrando as providências necessárias.
No dia 10 de abril, médicos fiscais do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) realizaram uma fiscalização na unidade que resultou na interdição ética dos setores de pediatria, cirurgia e traumatologia.
De acordo com o Cremepe, entre as irregularidades encontradas estava a ausência de diretor técnico, diretor clinico e chefe de emergência. A unidade, que realiza atendimento de emergência nas especialidades de pediatria, clínica médica, traumatologia, cirurgia geral e obstetrícia, teria muitas escalas incompletas em todos os setores. A situação estaria gerando sobrecarga no número de atendimentos. Segundo o órgão, as escalas ideais seriam formadas por três clínicos, dois pediatras (sendo um na sala de parto), dois obstetras, dois anestesiologistas, dois cirurgiões e dois traumatologistas.
Na ocasião, os médicos denunciaram serem vítimas de constrangimento e assédio moral, praticados por policiais e administradores da unidade. Também há queixas de alimentação insuficiente para pacientes e médicos.
Fonte: Pernambuco.com



