No mesmo dia e hora em que foi divulgado o plano de reestruturação da Saúde, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e o Sindicato dos Médicos do Estado (Simepe) mostraram o resultado da Caravana nas Comunidades 2013. O balanço realizado na Capital demonstrou precariedade da rede, que sofre com falta de médicos, medicamentos e infraestrutura de prédios. A Caravana percorreu 15 localidades do Recife entre 22 de abril e 27 de maio, colhendo informações sobre a qualidade dos serviços dos postos de saúde, hospitais e maternidades da rede do SUS.
Na avaliação de 36% da população o serviço de saúde foi considerado péssimo. Os piores dados no levantamento de infraestrutura foram encontrados nas comunidades Dancing Days, Alto do Pascoal e Alto José Bonifácio. A população da Vila da Felicidade e dos Torrões está sem Unidade de Saúde da Família (USF) e o posto do Cabanga estava fechado durante a Caravana.
Outro ponto de atenção, segundo o relatório, é o fornecimento minimamente regular da farmácia básica que ainda não é uma realidade na maioria das USFs. “Falta medicação básica que antes não faltava, como remédio para pressão alta. A maioria das estruturas das unidades básicas é alugada e não é adequada. No nosso entendimento, e também da população e dos profissionais, a situação é pior que no ano passado”, comentou o diretor do Simepe, Sílvio Rodrigues.
Questionado se tinha conhecimento da apresentação do documento de denúncia do Cremepe e Simepe ontem, o prefeito Geraldo Julio negou. Ele, contudo, afirmou que sabe sobre as dificuldades que a Cidade enfrenta. “A situação não está boa para quem esta trabalhando, nem para quem é atendido”, disse. O gestor prometeu ainda que os investimentos em saúde terão crescimento de 1,25% por ano e atingirão 20% do orçamento, em 2016.



