Mais Médicos pretende replicar exemplo gringo

Um modelo inglês de educação que é a porta de uma carreira de estado de sucesso e tranquila. Somado a isso infraestrutura, insumos e humanização no trato com os pacientes. Tudo graças a um estágio de dois anos nos serviços de saúde básica. É esse cenário que, a priori, o Governo Brasileiro quer replicar no País daqui a dois anos com a extensão do curso de Medicina. A ideia do programa Mais Médicos, lançado na semana passada, é virar o jogo com relação ao deficit de profissionais na atenção básica, usando parâmetros internacionais.

“É assimque a Inglaterra faz a carreira de estado. É o modelo inglês de regulação”, explicou o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Rodrigo Cariri, sobre o estágio supervisionado no Reino Unido, que funciona como a entrada na carreira médica de quem escolhe o serviço público ao privado para trabalhar. A falta de carreira nacional é uma das principais reclamações dos médicos brasileiros, e fator apontado pela classe no desestímulo no serviço público, principalmente quando as áreas de atuação são em cidades do Interior.

Apesar dos desafios de falta de infraestrutura em várias unidades de saúde e de adequação das universidades brasileiras para atender as novidades dos cursos, o secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, acredita que não haverá contratempos. “Temos tempo para preparar o Brasil”, frisou, levando em consideração que a primeira turma com extensão sairá da faculdade em 2021.

O projeto de inclusão de dois anos no currículo do curso no Brasil, chamado de segundo ciclo da Medicina, acontecerá a partir de 2015. Como ele, o egresso da faculdade será encaminhado para o treinamento em unidades básicas e na urgência e emergência no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta é uma aposta do Ministério da Saúde para aprimorar a formação médica.

Fonte: Folha de Pernambuco

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